Mais uma super colaboradora do Vai para o mundo aparecendo por aqui! A Deise também é apaixonada por viagens e uma super jornalista que, com certeza, vai contribuir muito com dicas valiosíssimas!

Quem nunca deixou um “rastro” pelo caminho em uma viagem prolongada ou com vários pontos de parada? Ou teve uma big surpresa com as restrições e os custos para despachar a bagagem, tão carinhosamente montada com as peças mais queridas e práticas?

Se essa situação já atormenta, há algum tempo, quem voa com empresas low-cost (baixo custo) na Europa, os ares começam a mudar por aqui também. As regras para bagagem no Brasil também estão em processo de mudança (com algumas idas e vindas judiciais).

Há dez anos, no meu primeiro tour europeu da era moderna, com as companhias aéreas de baixo custo à disposição, deixei chinelo, pochete, canga e blusa espalhados entre Bruxelas, na Bélgica, e Veneza, na Itália. Espero que tenha sido útil para alguma funcionária de hotel e pousada!

Isso porque eu e meu companheiro de viagem utilizamos empresas como a Ryanair, uma das empresas de baixo custo que atendem cidades europeias, para fazer trajetos mais distantes.

Em tese, essas empresas cobram mais barato pela passagem, mas também taxam qualquer serviço utilizado pelo passageiro. Entre os custos, podem ser acrescidos o de alimentação, check-in feito no aeroporto e de bagagem –tanto a despachada quanto a levada dentro do voo.

Por isso, é muito importante, durante o planejamento de uma viagem, redobrar a atenção às regras de cada companhia e do país de origem. Os valores podem ser bem salgados e comprometer qualquer orçamento bem feito. Ciente das regras, no entanto, é possível já prever o “excesso”, na hora de fazer a reserva, e pagar (cerca de 20 euros) pela possibilidade de transportar um quilinhos a mais e evitar uma taxa maior (que pode chegar a 70 euros) na hora do embarque.

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#DicaVaiparaomundo: Na hora de comprar sua passagem no site das companhias low-cost, fique atenta para não comprar o “pacote” que inclui, bagagem + comida + assento. Muitas vezes vale mais pular esse pacote e comprar logo em seguida somente a bagagem, por um preço bem mais em conta. Afinal, nem todo voo precisamos comida né?

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Aqui no Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou uma série de mudanças nos serviços prestados pelas companhias aéreas para voos nacionais e internacionais, do despacho de bagagens até as condições de reembolso de bilhetes.

No caso das bagagens, as empresas poderão cobrar (e ter suas próprias regras) pelos volumes que viajarão no porão do avião. A norma entraria em vigor no dia 14 deste mês, mas foi suspensa após liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo. Seguem mantidas, então, as regras que autorizam os passageiros a despachar um volume de até 23 kg nos voos nacionais e dois volumes de até 32 kg nos internacionais.

Pela regra aprovada pela Anac e suspensa, o passageiro passaria a pagar uma taxa extra por volumes despachados em voos nacionais e internacionais. Em contrapartida, a bagagem de mão passaria de 5 quilos para 10 quilos.

A LATAM já havia informado que passaria a cobrar R$ 50 por bagagens de até 23 quilos em destinos nacionais. Para o exterior, continuaria grátis uma mala de 23 quilos para a América do Sul e dois volumes com mesmo peso para os demais destinos.

Novas regras, sobre cancelamento de voos e reembolso, por exemplo, não foram atingidas pela liminar da justiça. Vivemos novos tempos da era moderna do turismo nacional. Leia as regras, informe-se sobre as condições de viagem de cada companhia aérea e proteja seu bolso e seu tour.

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#DicaVaiparaomundo: encontramos alguns links que podem ajudar você a se informar sobre as regras no Brasil e nas principais companhias aéreas mundo afora. Acessa aí:

– Para saber mais sobre as novas regras que já estão em vigência no Brasil, clique aqui.

– Para conhecer os critérios de algumas empresas internacionais para bagagens, clique aqui.

 

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DEISE DE OLIVEIRA é jornalista que adora inventar pra depois ter histórias (reais) pra contar