Alemanha: destino de viagem que dá pra voltar e voltar e voltar…

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Hoje temos mais uma participação especialíssima no blog. A Chai é uma amigona nossa que encontrou no amor da vida dela – o Augusto – um baita parceiro e apaixonado por viagens como ela. Juntos, eles contam suas aventuras no blog Viajar é Demais (confere lá que é show!). Uma delas, foi uma super viagem pela Alemanha, da qual a Chai reuniu as melhores dicas para compartilhar aqui com a gente. Puxa o caneco de cerveja e aproveita!

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Na primeira vez que pensei na Alemanha como um destino de viagem viável de acontecer, meu coraçãozin chegou a parar e voltar a bater nos segundos seguintes de forma acelerada! Não apenas por conta da descendência germânica de família e da região do RS onde nasci e cresci – a divisa entre os municípios de São Leopoldo e Novo Hamburgo  ( o famoso “feitoria-lomba grande), mas também por todas as opções que o país oferece em termos de turismo. Paisagens fascinantes, comida gostosa, passado histórico instigante e claro, cerveja boa!

Pois bem, passagens compradas e um universo de possibilidades se descortinou! Ufa! Tem que fazer esse roteiro de 13 dias render, pensei eu! Mas o marido também pensou e já estava super empolgado com o computador com mil abas abertas no navegador em mapas, dicas em blogs e sites de viagem. Aí foi montar a planilha com o cronograma e passar algumas [muitas] noites juntos pesquisando e decidindo em quais cidades íamos passar mais tempo, que outras iríamos fazer bate e volta (#dica), quais as melhores rotas e opções de deslocamento e quais passeios imperdíveis. Ah! E quais cervejas e restaurantes com comidas típicas eram daqueles que não se pode deixar de experimentar.

Pra ajudar quem está pensando na Alemanha como destino e facilitar a organização, vou dar dicas e contar um pouco de cada cidade que visitamos nesses 13 dias de roteiro pela Alemanha.

Primeiro é importante dizer que escolhemos fazer nossa rota pelo sul da Alemanha, partindo de Frankfurt (que é o maior e principal aeroporto de operação de vôos internacionais do país). A época do ano é outra informação importante, já que viajamos final de novembro e início de dezembro, um período onde já é frio e os dias são mais curtos. Mas em contra-partida, as decorações e o clima natalino deixa o visual espetacular, especialmente nos Mercados de Natal que são tradição em todas as cidades.

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#1: Frankfurt – 3 noites

Em Frankfurt tem muita coisa pra se fazer, independentemente do perfil do viajante. Desde museus e pontos turísticos históricos, até parques e passeios pela margem do rio ou mesmo de barco. Isso claro, sem falar das opções gastronômicas e de compras disponíveis para todos os bolsos. A Alemanha é um dos países europeus com melhor custo-benefício para viajantes, ou seja, o custo de hospedagem, alimentação e passeios são bem mais em conta do que em outros destinos da Europa. A lista de dicas de programas imperdíveis em Frankfurt é extensa mas eu destaco aqui pelo menos um de cada segmento:

Pontos turísticos: a DOM – Catedral de Frankfurt que fica na região central e a Euro Tower, com o famoso monumento do símbolo do Euro onde dá pra tirar a foto clássica.

Museu: a dica aqui é o Deutsches FilmMuseum, muito interessante pra quem se gosta de história do cinema de maneira geral

Gastronomia: a primeira dica é o Atschel, restaurante com comida típica, tradicional, top 10 em avaliações de clientes, frequentado por locais e com preços na média. Há também o Zu den 12 Apostoln, da mesma linha, com comida típica, bom ambiente, sem pegadinhas para turistas.

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Símbolo do Euro em frente a Euro Tower e a DOM Frankfurt – Catedral de Frankfurt

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#2 Heidelberg – um dia de bate e volta partindo de Frankfurt

Em nossa estadia por Frankfurt separamos um dia para um bate e volta até alguma cidade próxima, e nossas pesquisas nos levaram a escolher Heidelberg, a primeira cidade universitária da Alemanha. Heidelberg fica a cerca de 90km de Frankfurt, uma distância bem tranquila para um passeio de 1 dia.

Optamos por fazer de ônibus leito esse trajeto de ida e volta. O que foi uma ótima escolha, pois o transporte rodoviário da Alemanha é excelente também. Chegando na estação de Heidelberg, fizemos o caminho até a cidade antiga (histórica) à pé, curtindo o trajeto e parando para beber um cappuccino em uma padaria de bairro.

A dica é caminhar com calma, aproveitando cada momento, cada fachada histórica, cada lojinha, cada ruazinha que corta a principal (e que você vai querer entrar e se perder, tenho certeza).
Mas além de se perder pelas ruazinhas e lojinhas, tem mais dicas de destaque em Heidelberg.

Pontos turísticos: O funicular de Heidelberg é o mais antigo e também o mais moderno de toda a Alemanha, sendo talvez “o” grande passeio turístico da cidade. O trajeto do Heidelberger Bergbahnen possui ao todo três paradas possíveis: Schloss Heidelberg (o castelo, com visitação incluida), Molkenkur e a KönigStuhl. As duas últimas são basicamente mirantes para a vista (incrível) da cidade de Heidelberg. Vale super a pena fazer esse passeio, que pode ser feito tranquilamente até a segunda parada apenas: sai mais em conta e leva menos tempo, sem prejuízo.

Gastronomia: capuccino quentinho na Casa Del Caffè e almoço ou jantar no Vetter’s Alt que, além de restaurante, é também uma cervejaria \o/ num um ambiente legal, com decoração típica e imensos barris de cerveja.

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Heidelberger Bergbahnen, com a vista da segunda parada, a Molkenkur

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Schloss Heidelberg

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#3 Nuremberg – 4 noites

Nosso roteiro por Nuremberg consistiu em um total de cinco dias: o dia de chegada, vindo de Frankfurt (que só começou pra valer a partir das 12:30); o dia de saída às 10h da manhã para Munique; dois dias “full-time” por Nuremberg e um dia de bate e volta para Bamberg.

Arrisco a dizer que essa foi a cidade mais encantadora da viagem, talvez por ser grande, mas aconchegante como uma cidade “pequena”. Ou ainda porque estávamos no meio da viagem, já adaptados com o ritmo e até mesmo um pouco da cultura alemã.

Nuremberg é uma cidade incrível para quem aprecia a arquitetura de cidades medievais. Apesar de ter sido quase que totalmente destruída na 2ª Guerra Mundial, o trabalho de reconstrução por toda a cidade é primoroso, e por alguns momentos você se sente mesmo em uma aldeia de outros tempos

Mas vamos partir logo para os destaques entre tantas dicas de programas imperdíveis em Nuremberg:

Pontos turísticos: O centro histórico de Nuremberg, no entorno da Hauptmarkt, incluindo a belíssima Frauenkirche Nürnberg (Igreja de Nossa Senhora), de estilo gótico, com visitação gratuita. E claro, caminhar pelas pontes que cortam o rio Pegnitz e suas margens.  Ponte e visual lindíssimos, daquele tipo de lugar que pra onde você aponta a câmera, a foto sai incrível.

Castelos: Kaiserburg – Castelo Imperial, no qual a visita consiste em três partes: 1) Interior do castelo e seu vasto acervo ; 2) Subida a Sinwellturm, (a torre do castelo); 3) Fonte “Tiefe Brunnen”, onde fica o poço do castelo. Os jardins do castelo não estavam abertos na época que fomos, mas no verão podem ser visitados.  

Museu: O super Germanisches Museum, no qual nos surpreendemos com o tamanho do acervo. O museu é simplesmente GIGANTE. Daria pra se perder por horas e horas ali dentro, em cada uma das alas que vão desde arte rupestre a pinturas e esculturas de nomes como Renoir e Rembrandt. E também o Spielzelgmuseum, ou Museu do Brinquedo. O destaque acaba sendo sempre para os brinquedos da época do Nazismo, que estampam soldadinhos com a suástica, aviões, tanques e todo tipo de referência a esse período tenebroso da história alemã. Dá pra visitar tudo em cerca de 30/40 minutos.

Gastronomia: com certeza o restaurante Zum Gulden Stern, que funciona em uma casa do ano de 1419. Só esse fato já é motivo – quase um compromisso histórico – pra visitar o local. Neste restaurante também são servidas as famosas salsichas de Nuremberg, uma iguaria que não se pode deixar de experimentar, pois é um estilo de lá que é exportado pro mundo todo.

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Spielzelgmuseum, o Museu do Brinquedo

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Vista e Sinwellturm, a torre do Kaiserburg – Castelo Imperial

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As pontes que cortam o rio Pegnitz

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#4 Bamberg – um dia de bate e volta partindo de Frankfurt

As duas razões principais para escolher Bamberg para um bate e volta foram a distância, já que a cidade ficava a 50 minutos de trem de Nuremberg; e também a cerveja, claro! Bamberg é a cidade da região da francônia na Baviera que tem a maior tradição e cultura cervejeira, totalizando mais de 300 cervejarias. O estilo mais famoso de lá é a Rauchbier, um tipo de cerveja produzida a partir de malte defumado, caracterizando um sabor parecido com o de carne defumada. Sim! Você leu certinho! É gosto de carne defumada. Mas é incrivelmente boa. Pronto! Só isso já é suficiente para escolher esse passeio, não acha? E tem ainda as belezas naturais e arquitetônicas da cidade, além dos restaurantes e cafés! Só amor essa Bamberg! Mas vamos aos destaques entre todas as dicas do que é imperdível nesta cidade linda!

Pontos turísticos: A Ponte Kettenbrücke, que é a ponte dos cadeados do amor de Bamberg, a Altes Rathaus, a antiga e lindíssima Prefeitura que fica sobre uma ponte e o Kloster Michaelsberg, o Monastério de São Michel, onde lá do alto se tem uma vista maravilhosa da cidade!

Gastronomia: um cappuccino com torta na confeitaria Alfred Seel BäckereiKonditorei e o almoço no restaurante Kachelofen, com comida excelente e cerveja maravilhosa.

Cervejarias: nossos destaques entre as cervejarias são um pint da Rauchbier da Schlenkerla, die historische Rauchbierbrauerei e outro pint lá na cervejaria Fässla. Ambas servem comidas maravilhosas, o que garante um belo almoço ou jantar se você quiser juntar as coisas :D.

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Ponte Kettenbrücke

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Prefeitura antiga de Bamberg, sobre a ponte

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Kloster São Michel

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#5 Munique – 5 noites

Munique é sem dúvidas um dos principais destinos turísticos da Alemanha. Tanto é que decidimos dedicar vários dias (e noites) à capital da Baviera para dar conta de conhecer e viver a cidade, tanto quanto fosse possível. Cidade grande e cosmopolita, Munique tem espaço para todo perfil de turista. Dos mais focados em Museus e atrações culturais como teatro e ópera, aos mais mochileiros e andarilhos, com parques lindíssimos enormes onde até surfar (sim!) é possível! E tem, é claro, os cervejeiros de plantão que vão à Munique para a Oktoberfest, a original.

Pontos turísticos: a principal praça, a Marienplatz, cercada por construções espetaculares como a Neues Rathaus (Nova Prefeitura), a Altes Rathaus (Antiga Prefeitura) e a Peterskirche (Igreja de São Pedro), além de muitas lojas. Não deixe de conferir e admirar às 11h ou às 17h, o espetáculo Glockenspiel im Neuen Rathaus. É como se o prédio se transformasse em um gigantesco relógio cuco, no qual 43 sinos e 32 figuras em tamanho natural que, ao longo de cerca de 13 minutos no total dão vida à histórias antigas da Alemanha. Ainda tem o Englischer Garten (English Garden, ou Jardim Inglês), o maior parque urbano de Munique (tem cerca de 4,17 km) que tem o Eisbach, um rio artificial que em alguns trechos é tão caudaloso que se tornou point para… surfistas!

Compras: não se pode deixar de percorrer as ruas do centro e conferir os famosos relógios cucos e enfeites decorativos típicos na MaxKrug, ou aproveitar as ofertas das loja de departamento como a Galeria Kaufhof. Tem ainda Viktualienmarkt, o maior mercado de alimentos a céu aberto de Munique. Sua origem vem dos mercados de fazendeiros e produtores agrícolas locais.

Gastronomia: o Gaststätte “Zum Brünnstein” com comida típica e boa avaliação no TripAdvisor e o imperdível famoso restaurante Haxnbauer, que tem o tradicional joelho de porco assado no espeto.  

Cervejarias: a cervejaria Hofbräuhaus onde também é possível comer petiscos e pratos deliciosos.

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Altes Rathaus (Antiga Prefeitura) na Marienplatz

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Experimentando delícias no Viktualienmarkt

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Haxnbauer, que tem o tradicional joelho de porco assado no espeto

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Ufa! São tantas coisas imperdíveis quando o destino é a Alemanha que fica muito difícil selecionar dicas. Aliás, se quiser saber mais detalhes dos roteiros de cada cidade e outras curiosidades germânicas, segue a gente no Insta pelo @viajaredemais e dá uma olhada no 13 dias de roteiro pela Alemanha. Mas já digo uma coisa: pra saber tudo mesmo, o único jeito é viajando <3. E não uma, mas várias vezes porque voltar e voltar para esta terra cheia de encantos é uma delícia!

E aí, curtiu as dicas? Ajudou no planejamento da sua viagem? Conta pra gente!

 

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CHAIANE THIESEN BITELO

Uma gaúcha que decidiu voar para viver o grande amor no Rio de Janeiro e de lá para o mundo, por onde bons ventos a levarem (ou promoções e milhas aéreas), sempre na melhor companhia:  seu carioca Augusto <3.  Se quiser acompanhar os registros de viagem da Chai e do Guto, segue lá no @viajaredemais.

 

ISTAMBUL: a cidade que respira história entre dois continentes – Parte 1

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Uma das minhas grandes paixões é história, especialmente história antiga e medieval. Por isso, quando penso no próximo destino de uma viagem, meus olhos brilham ao me imaginar em algum lugar com cultura e história diferentes. Sou daquelas que compra guias e que estuda a história de cada pedacinho da cidade antes de ir. Saber o que aconteceu ali, e como se formaram aquele povo e seus costumes me encanta.

Por isso Istambul, e a Turquia toda, sempre me atraíram. Só de pensar em estar naquela cidade, a antiga Constantinopla, que já foi praticamente a “capital do mundo”, ficava ansiosíssima.

Saber que uma decisão do povo que a dominava (de fechar a rota comercial para a Ásia), fez com que os países europeus desenvolvessem as navegações e, consequentemente, “descobrissem” a América, é sensacional! Eu PRE-CI-SA-VA conhecer esse lugar. E que bom que a Gabi e a Amanda também sentiam essa mesma vontade. :)

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Vamos dar aqui algumas dicas de experiências e lugares incríveis para visitar na hoje moderna e dinâmica Istambul. Mas, para você entender porque essa cidade é tão diferente, uma verdadeira mistura étnica e cultural, e aproveitar melhor cada lugar, é preciso entender um pouquinho da sua história. Em cada fase desta história, novos palácios, mesquitas, igrejas, e muito mais, surgem para encantar!

Mas como Istambul é um lugar que não dá para aproveitar em pouco tempo, também não caberia em um post apenas. Por isso, vamos dividir as dicas em duas partes, assim como foi a história da cidade.

Vamos lá…

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A ORIGEM

Antes de ser “oficialmente fundada” como Constantinopla, Istambul foi uma importante cidade-estado grega, conhecida como Bizâncio (devido ao colonizador grego Bizas, que liderou a expedição que deu início ao povoado em 667 a.C.). Conquistada pelo Império Romano, em 64 a.C., foi devastada pelos próprios romanos em 195 a.C. na disputa entre rivais pelo trono imperial.

Em 324 d.C., Constantino torna-se o único governante do Império Romano e muda a capital do império de Roma para Bizâncio, que apesar de ser oficialmente batizada como “Nova Roma”, ficou popularmente conhecida como Constantinopla.

Após a morte de Constantino, em 337, o Império Romano passou por um processo de divisão, unificação e divisão novamente. Na época de Justiniano o Império chegou a ser reunificado e posteriormente se separou definitivamente.

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CONSTANTINOPLA – Capital do Império Romano do Oriente

Após a separação dos impérios, Constantinopla passou a ser conhecida como capital do Império Romano do oriente, chamado então de Império Bizantino, devido às origens de sua capital. Por quase mil anos, foi a cidade mais rica do mundo cristão. Entre diversos palácios e igrejas, a cidade irradiava poder através de seus três grandes “marcos”: o Hipódromo, que comportava até 100 mil pessoas e hoje é um jardim público; o Grande Palácio (grandioso complexo de prédios sem igual na Europa, dos quais hoje restam apenas ruínas da muralha do Palácio Bucoleone, de frente para o mar); e, finalmente, a nossa primeira #DicaVaiparaoMundo, a Basílica de Santa Sofia.

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BASÍLICA DE SANTA SOFIA: também conhecida como Ayasofya, ou Igreja da Sabedoria Sagrada, com mais de 1.400 anos, é uma das maiores realizações arquitetônicas do mundo. Construída sobre duas igrejas, seu interior foi projetado para ser um reflexo do céu na terra, devido a sua imensa amplitude com o domo que atinge 55 metros.

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Foto: site Ayasofya

No século XV, os otomanos a transformaram em mesquita, incluindo minaretes, túmulos, fontes, além de símbolos mulçumanos junto aos mosaicos cristãos. Desde 1935, a Santa Sofia é um museu que, além da sua própria arquitetura (que já é em si uma obra de arte) abriga mosaicos figurativos bizantinos no século IX entre outros exemplos de tesouros e relíquias históricas.

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A visitação pode ser feita todos os dias das 9h às 17h (se estendendo até às 19h no verão) e custa 40 liras turcas. Vale a pena conhecer e ver no mesmo lugar a fé cristã e muçulmana convivendo lado a lado.

Mais informações sobre as visitas clique aqui.

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Outra obra sensacional do período bizantino e que também é outra #DicaVaiparaoMundo é a:

CISTERNA DA BASÍLICA: é incrível pensar que no ano de 532 a engenharia projetava e construía uma imensa cisterna subterrânea, para atender à necessidade de crescimento do Grande Palácio. Localizada ao lado da Santa Sofia e da Mesquita Azul, este reservatório cavernoso tinha originalmente uma área de 9.800 m² (hoje apenas dois terços são visíveis) e comportava 100 milhões de litros de água, que vinham da floresta Belgrado, 20 km ao norte de Istambul, através do Arqueduto de Valens. Sua cobertura é sustentada por 336 colunas com mais de 8 metros de altura.

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Você pode caminhar pelas passarelas, entre as colunas, ao som de música erudita e água gotejando. Não deixe de procurar a coluna com a cara da medusa entalhada. A visitação é feita das 9h às 17:30. Clique aqui para mais informações.

ALERTA! Na entrada você ficará tentado a tirar aquelas fotos com roupas típicas turcas…. nós tiramos, mas não achamos que valeu a pena. E ninguém viu aquela foto. Proibida! :)
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Já ficou com vontade de estar passeando por lá?? Então espera só pra ver quanta coisa legal ainda tem pra ver no segundo post… Vem com a gente conhecer a Istambul após a conquista dos otomanos e até os dias de hoje. Leia a Parte 2.

ISTAMBUL: a cidade que respira história entre dois continentes – Parte 2

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

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A CONQUISTA DE CONSTANTINOPLA – O Império Otomano

O ano de 1453 marca o início da época dos sultões em Istambul, quando Mehmet 2º ocupa a cidade após um cerco de 54 dias. A partir da conquista muçulmana, gente de todo o Império Otomano se mudou para a cidade, onde conviviam com judeus e cristãos em uma sociedade cosmopolita. Baita exemplo para o mundo atual!

Nos anos seguintes foram construídos mais três lugares imperdíveis para quem visita Istambul. Anota aí mais esta #DicaVaiparaoMundo:

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MESQUITA AZUL: O nome desta que é uma das mais famosas mesquitas do mundo, vem dos azulejos feitos pelos artesões da cidade de Iznik, predominantemente azuis, que decoram o seu interior. O projeto, que foi muito criticado na época, por ter seis minaretes (característica que se dizia tentativa de competir com Meca), levou oito anos para ser concluído.

Sem dúvida, impossível deixar Istambul sem visitar a Mesquita Azul. Prepare-se para longas filas, mas não se assuste, pois elas andam rápido. Se quiser evitar, chegue bem cedo. A visitação é feita das 8h30 às 12h e das 13h45 às 16h30. Só não é permitido visitar nos 6 horários de reza diários.

Curiosidade: os horários de reza muçulmanos são definidos pela posição solar, então variam de acordo com a época do ano em determinada cidade. Para saber quais os horários das rezas em qualquer cidade do mundo, use este site.

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Também não se pode entrar numa mesquita vestido de qualquer jeito. O calor em Istambul no verão é bem forte, e provavelmente você estará de bermuda ou regata. Mas não se preocupe, pois na entrada eles oferecem o “kit completo” para as mulheres cobrirem ombros, pernas e cabeça, e para os homens cobrirem ombros e pernas. Foi uma experiência interessante estar vestida como uma muçulmana. Também é preciso tirar os sapatos para entrar, por isso na entrada também há sacos plásticos para isso.

Com certeza tudo isso vai valer a pena. A Mesquita Azul é realmente esplendorosa e transmite uma paz impressionante.

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GRANDE BAZAR: eis o paraíso para quem gosta comprar e, especialmente, de pechinchar! A tradição do comércio turco diz que devemos sempre negociar. Eu confesso que morro de vergonha, mas a Amanda é nossa especialista no assunto e sempre me salva!

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Fundado por Mehmet 2º logo após a conquista otomana da cidade, o Grande Bazar é um labirinto de ruas cobertas por abóbadas, onde milhares de barraquinhas e vendedores literalmente te “atacam”. De temperos a camisetas de times, passando por luminárias lindas, tapetes, joias caríssimas ou aquelas lembrancinhas que a gente adora, você vai encontrar de tudo lá. Mas prepare-se para ter tempo e paciência… o lugar é realmente grande, lotado, e barulhento. No final da maratona, experimente um dos coloridos doces turcos e relaxe num dos cafés. Vai vale a pena.

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PALÁCIO TOPKAPI: Construído logo após a tomada de Constantinopla em uma ampla área costeando o Bósforo, o Topkapi junta diversos salões, jardins, pavilhões e pátios que abrigaram sultões durantes vários séculos.

Apesar de ser um lugar lindo, com um acervo impressionante, achamos a visita um pouco cansativa e confusa. É difícil de encontrar os locais onde estão as exposições mais interessantes, como as joias (onde fica o incrível diamante de 86 quilates), a armadura de diamantes de Mustafá III, ou até mesmo o Harém, a área onde residiam as mulheres, concubinas e filhos do sultão. Se for no verão, chegue cedo para não enfrentar muito calor.

O horário de visita começa às 9h e vai até às 16h45 no inverno e 18h45 no verão. O ingresso custa 40 liras turcas e para o Harém mais 25 liras turcas.

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A ISTAMBUL MODERNA

A história moderna da Turquia destaca a figura do militar Mustafa Kemal Pasa, que virou político e ficou conhecido como Atatürk, ou “pai dos turcos”. Ele comandou uma reforma política e social que acabou com o sultanato, em 1922, e criou a república laica no ano seguinte. Durante as reformas, o alfabeto árabe foi substituído pelo romano, as mulheres ganharam mais direitos políticos e sociais, e a capital do país foi transferida para Ancara (no lado asiático do país).

Istambul se modernizou e se preparou para receber milhares de turistas, que todos os anos se encantam com a mistura de culturas e costumes que a transformam numa cidade única no mundo, onde o moderno convive com a tradição diariamente.

E uma dessas tradições é uma das nossas #DicaVaiparaoMundo mais especiais:

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BANHO TURCO: uma das experiências mais legais que tivemos na Turquia foi o banho turco, ou hamam. Pra quem está naquela pegada de turista, caminhando horrores, o dia todo, não tem coisa melhor. Pode ter certeza que você nunca se sentiu tão limpo como vai se sentir depois de sair de lá.

Há diversas opções de banhos em Istambul, dos mais caros, em hotéis de luxo, passando pelos mais tradicionais e turísticos, aos mais simples, usados pelos locais.  Nós optamos por conhecer um que fosse bem local, para experimentar o que um cidadão de Istambul frequenta.

A maioria dos banhos possui entradas separadas para homens e mulheres. No camekan (hall de entrada), o visitante troca de roupa, recebendo uma toalha e chinelos. Depois você passa pelo sogukluk, que é uma passagem que leva ao salão principal, chamado hararet. Esse salão é normalmente todo de mármore, com o teto em cúpula e com “buraquinhos”que iluminam o local. Nosso banho começou com uma sauna, depois voltamos ao hararet, onde mulheres nos esfregaram com uma luva áspera ensaboada (chamada kese) e em seguida nos lavaram. Nós compramos o pacote com massagem, que recebemos em seguida. Após esse momento relax, nova ensaboada, lavada e um descanso em uma piscina.

Despois de tudo isso, a gente sai quase dormindo de tão relaxada. Vale o investimento com certeza! Como obviamente não dá para levar celular, as fotos abaixo são de divulgação dos Cagaloglu (um dos mais antigos).

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E depois de todos esses passeios e o banho relaxante, para terminar um dia sensacional em Istambul, nada como um jantar admirando o pôr-do-sol.  Então vá direto para nossa última #DicaVaiparaoMundo:

NOSTRA CASA CAFÉ & RESTAURANT: este lugar foi um verdadeiro achado! Bem perto da Mesquita Azul, e dos demais principais pontos turísticos, ao procurar um lugar para jantar, encontramos este simpático restaurante. Não se assuste com a entrada, pois ela não faz jus ao resto. Suba até o terraço e aí começa a experiência. Curtindo uma decoração muito legal, a simpatia do seu Turgay (o chef e proprietário) e sua família, e uma vista inacreditável, você vai apreciar pratos deliciosos, tomar um vinho geladinho, enquanto admira a bela Istambul acendendo as luzes no entardecer. Com certeza um momento daqueles para ficar pra sempre na memória. Para encontrar este pequeno paraíso, entre aqui no site.

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Bizâncio, Nova Roma, Constantinopla, Istambul… Não importa que nome esta cidade teve ou terá, sempre será uma mistura de culturas, de tradições, e de experiências inesquecíveis para todos que passarem pelas suas ruas europeias ou asiáticas.

Até a próxima…

Gabi Brunelli

 

Fontes: Guia Visual Folha de São Paulo, História da Arte – Graça Proença – Editora Ática, historiacomgosto.blogspot.com.br, blogrumo.com.br, viagemeturismo.abril.com.br, drieverywhere.net, www.imagensviagens.com,  wikipedia, e nossos vários folhetos dos dias maravilhosos que passamos em Istambul.

BALI: O lugar mais mágico do mundo!

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Por Gabriela Sarturi em Vai Para o Mundo

Com certeza, esse post será bem difícil de escrever.

Nem que eu soubesse o significado de todas as palavras do dicionário, eu conseguiria expressar o que Bali significa para mim.

Eu costumo dizer para as pessoas: “Vá para Bali; faça isso por você pelo menos uma vez na vida.”

Com uma energia indescritível, uma fé inabalável, pessoas felizes, paisagens maravilhosas e preços para todos os bolsos, Bali é o lugar mais mágico que eu já tive a sorte de visitar.

Gostamos de compartilhar nossas experiências através dos 5 momentos mais especiais da viagem. Estão gostando assim? Comentem se estamos no caminho certo.

Vamos lá.. Vou tentar descrever um pouco, mas bem pouco mesmo, o que é Bali.

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1. GILI: o paraíso existe!

Todas as praias que visitamos em Bali eram lindas, mas nós queríamos mesmo era conhecer um paraíso. Descobrimos então que paraíso tem nome e se chama: Gili Islands.

 

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Gili Islands são três pequenas ilhas, acessadas apenas por barco, que ficam a três horas de Bali. Nós optamos por conhecer a Gili Trawagan, pois das três, é a que tem uma vida noturna mais animada.

Lá você vai encontrar opções de hotéis para todos os bolsos e, geralmente, eles oferecem grátis as bikes para que você possa desbravar a ilha.

A ilha é tão pequenina que pedalando por duas horas é possível conhecê-la toda. Não existe carro por lá, nem moto, nem asfalto; as ruas são de areia, o transporte é à pé, de bike ou charrete. Com uma arquitetura simples, estilo “havaiano”, essa ilha foi um dos lugares mais maravilhosos que eu já fui.

A vida noturna por lá é realmente bem animada e, digamos, até meio maluca. Nossa dica é que você aproveite bem o dia fazendo todos os “snorkels” possíveis, para nadar com tartarugas e peixinhos coloridos, faça uma aula de yoga no final do dia na beira da praia, e termine o dia tomando um bom vinho branco geladinho, admirando o pôr do sol à beira mar. Gili é um lugar para relaxar. Admire aquele mar azulzinho com água morna e esqueça da resto!

Vida noturna, deixe para fazer em Bali. Será muito injusto da sua parte, acordar de ressaca nesse paraíso. Gili é aquele lugar para você lembrar que a vida sempre vale a pena!

Ah! Lembre de tirar foto nos balanços que ficam espalhados pela orla! Ficam maravilhosas né?

 

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2. LA FAVELA: Imperdível!

Só em lugares mágicos, é possível encontrar um lugar que tenha a palavra “favela” no meio do nome e seja incrivelmente maravilhoso.

Localizado no “centrinho” da praia de Seminyak, esse é o lugar que você deve se jogar na pista. Deve tomar uma biritas e fazer a ressaca do outro dia valer a pena. Esse é o lugar! Poucas vezes eu me diverti tanto em uma festa como aqui!

Com uma decoração surpreendente e moderna, uma pista que toca todos os hits do momento, gente bonita de todos os cantos do mundo e preço justíssimo, La Favela é um lugar imperdível para qualquer roteiro. Para a família e casalzinho, eles servem até as 22h uma comida divina; para as migas solteiras, a pista bomba até de manhã… Enfim, é para qualquer gosto, ocasião, público, bolso… lugar bom é assim né? Recebe gente de tudo que é canto do mundo e consegue agradar a todos!

#DicaVaiparaoMundo: Pesquisamos muito sobre lugares legais sobre a noite em Bali. Vários posts que li, recomendavam o bar Potato HeadNós fomos ate lá.. E em minha opinião o lugar é muito chic, caríssimo para o meu bolso e não senti muito o clima de Bali. Pessoas falando baixo, sentadas com as pernas cruzadas e tomando vinhos caros, nunca combinaram comigo… Mas, vou tentar novamente e conto para vocês.

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Fotos: facebook LaFavela

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3.  OS ANJOS DE BALI!

Particularmente “escrevendo”, acho que o que faz um lugar ser mais incrível são as pessoas. E em Bali, as pessoas não são só incríveis, elas são mágicas.

O povo de Bali é, talvez, um dos mais doces do mundo.

No aeroporto já é possível sentir o que vem pela frente: no meio daquela correria que existe em qualquer desembarque de cidade turística, você será recebido por sorrisos gentilmente perguntando se fez uma boa viagem.

Os balineses cantarolam pelas ruas. Eles sorriem o tempo todo.

Os vendedores são “chatos gentis”. Eles podem lhe dar flores na rua, simplesmente porque você está ali e eles estão com uma flor na mão.

Você pode estar caminhando e de repete receber um abraço, porque eles acreditam na sua energia. Beleza, bondade, tolerância: estas são as diretrizes do povo de Bali.

 

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Os balineses levam a vida de uma maneira muito leve e com a sua fé acima de qualquer coisa. Dá para rever os próprios conceitos quando você se depara com tanta pobreza e ao mesmo tempo tanta união, positividade, sorrisos. Eles realmente acreditam que o que você tem é o suficiente, pois foi o que Deus lhe designou.

Aconteceram muitos exemplos de toda essa generosidade conosco.

O mais mágico foi quando a Gabi Brunelli estava no mar na praia de Padang Padang e entrou um ouriço no seu dedo. Foi só ela sair do mar e fazer algumas caras feias para mim e Amanda que o problema estava quase resolvido.

Prontamente, uma senhora que trabalha por ali e que provavelmente já estava acostumada com aquela situação, veio nos ajudar. Junto com outros balineses, todos sem falar nada de inglês, com uma fruta que jamais saberemos o que era, uma faca “meio estranha”, assim digamos, muita habilidade, carinho e assopros… minutos depois já estávamos todos rindo daquele sufoco!

Clique aqui para ver como um balinês tira espinho de ouriço do dedo. (E, se puder, traduza para nós.)

Eu li uma vez que Bali é uma terra cheia de Deuses. Para mim, Bali tem um único Deus e milhares de anjos iluminados!

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4. TIRTA EMPUL: um banho de benção!

Eu nunca tinha visto água “brotando” do chão. Com tudo que já tinha visto por Bali, com esse “plus”, era o que precisava para acreditar que aquele dia era mais um dia de sorte!

Localizado perto da cidade de Tampaksiring, e cercado de praticantes da religião hindu, que acreditam que as fontes que nascem ali são sagradas, Tirta Empul é um entre os muitos templos que você pode visitar em Bali. A entrada custa 5,000 IDR (R$ 4) e já inclui o aluguel do sarong que você precisa usar para entrar no templo.

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Já na chegada é possível sentir a magia desse local. Um lugar rodeado de verde e uma espiritualidade incrível no ar. Primeiro você fará um tour para conhecer o templo e também para ver a nascente sagrada – é possível ver bem direitinho a água brotando do chão. É maravilhoso de ver a importância e a sacralidade daquele fenômeno da natureza.

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E a melhor parte ainda estava por vir: o famoso banho das águas sagradas.

O banho sagrado consiste em 13 fontes, cada uma com um significado ou propósito específico. Reza a lenda que para cada fonte, você deve fazer 13 pedidos. Todas fizemos, óbvio!

No começo a água é bem gelada, mas segundos depois, a chuva de benção te deixa tão leve e feliz que você só se sente em paz!

Eu sai de lá, me sentindo devidamente abençoada para pôr em prática todas as mudanças que eu fiz na minha este ano. E posso garantir que o Vai para o mundo já nasceu abençoado!

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5. ULUWATU TEMPLE: o pôr do sol mais lindo da minha vida!

O que esperar de um templo que fica no topo de um penhasco de 70 metros sobre o Oceano Índico? O pôr do sol mais lindo da vida, né?

Viajamos um mês pela Ásia. O que mais conhecemos foram templos. Para mim, Uluwatu Temple é disparado o mais lindo e maravilhoso.

Pelo que pesquisei, esse tipo de templo é considerado um dos “templos direcionais” porque tem a função de proteger a região contra os maus espíritos. Além disso, possui uma importância religiosa muito grande: Dhang Hyang Dwijeandra, o peregrino que fundou a forma atual de Hindu–Dharma no século XV, passou seus últimos dias no local. Acredita-se que foi lá que ele atingiu a união com Deus, durante suas meditações.

Juro, chego a me arrepiar ao compartilhar isso com vocês!

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Uma vez por mês acontecem as cerimônias em homenagens aos Deuses. E adivinhem? Sem querer, fomos bem no dia. Foi maravilhoso poder vivenciar um pouco daquilo. Mais uma vez, os balineses nos surpreenderam ao comprovar sua fé, de uma forma alegre, com muita música, oferendas lindas e puro amor.

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Como já disse, por ficar em um penhasco, o templo tem vistas espetaculares de ambas as partes do penhasco. Reza a lenda que quem vir uma tartaruga lá de cima terá sorte para sempre!

Com tudo isso já teria te convencido a conhecer o templo, né?

Mas, o que eu ainda não contei é que eu chorei como uma menininha vendo o pôr do sol nesse dia. Literalmente.

Dizem que não existem pores do sol iguais. E eu acredito que seja verdade. Aquele que nós vimos lá será diferente daquele que você irá ver, mas o que não será diferente é que você provavelmente também vai chorar e querer que aquele momento dure para sempre.

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Para o ingresso na área do templo é cobrada uma taxa de 6.000 IDR, aproximadamente R$ 3. Chegue lá no máximo às 16h, para ter tempo de conhecer tudo e poder sentar-se em lugar privilegiado para receber mais esse presente mágico de Bali.

#DicaVaiparaoMundo: Cuidado com os macacos! Eles são super fofinhos sim, mas também mega experts em roubaras coisas! Fique ligado no seu óculos, celular, câmera… depois que eles pegam, já era!!

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6. UBUD TRADITIONAL ART MARKET: uma perdição!

No centro de Ubud fica o “Ubud Traditional art market”. Um espaço com centenas de lojinhas e barracas, vendendo todo tipo de presente balinês.

A primeira impressão é ver um “camelódromo”, meio bagunçado, e na verdade é. Requer um pouco de paciência, pois o mercado é enorme. Mas para salvar o bolso em viagens, paciência é o que mais temos, né?

No Market você vai encontrar muitas esculturas religiosas, peças lindas representado o artesanato local e, o melhor de tudo, preços incríveis!

Sabe aqueles souvenirs que você tem que levar para o chefe, cunhado, amigos? Esse é o lugar para você comprar! E ainda vai poder levar cangas para toda a família, se tiver lugar na mala! É de verdade tudo muito barato!

O Mercado de Ubud vale a visita! Seu bolso agradece. E quem vai ganhar os presentes também!

#DicaVaiparaoMundo:  Tudo já é bem barato, mas sempre dá pra conseguir um preço melhor, por isso a dica é: pechinchar!!! Negociando por 5 minutos, conseguimos comprar presentes com até 70% de desconto!

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Eu fui muito abençoada por ter tido a chance de conhecer Bali. Viajar para esse lugar me fez ver quanta sorte eu tenho na vida.

Bali me mudou.

Eu voltei com a alma lavada. Voltei com a fé renovada. Voltei diferente. Voltei com a certeza que é nesse lugar que eu quero casar com o homem da minha vida, rodeada por todas as pessoas que eu mais amo.

Você também vai voltar de lá assim.

Você vai entender que coisas mais lindas de Bali não tem preço.

E vai se lembrar que as coisas mais lindas na nossa vida não estão à venda.

E nunca estarão.

Beijos,

Gabi S

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Edimburgo: a terra das surpresas!

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Por Gabriela Sarturi em Vai Para o Mundo

Na minha humilde opinião, não é a toa que Edimburgo é considerada uma das cidades mais bonitas do Reino Unido. Confesso, quando fui a primeira vez, não estava muito entusiasmada, mas eu me apaixonei por esse lugar de uma maneira, que entrou no meu The top 5 cities in Europe.

Como vocês já devem ter percebido, aqui no Vai para o mundo, buscamos trazer dicas que fujam um pouco dos roteiros mais tradicionais – claro, sem nunca excluir o que é imperdível! – mas dando sugestões de experiências e lugares legais que descobrimos e que marcaram nossas passagens por cada cidade ou país. Edimburgo com certeza tem tantos desses lugares que merece estar sempre no roteiro de quem está indo passear pelo velho mundo!

O que fez Edimburgo entrar no meu seleto “Top 5”?

Foi muita música escocesa pelas ruas, um mix de paisagens urbanas e rurais, uísque barato para esquentar o frio e, claro, um monte de escoceses gatos usando kilt (a tradicional saia escocesa ) e tocando gaita de foles nos pubs.

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Primeiro, minha dica de ouro é: alugue um quarto no Bed and Breakfast da Dona Karin (link aqui). Não importa se você está indo em lua de mel, com amigos, sozinho… alugue um quarto!

A Dona Karin é uma senhorinha típica alemã, que fala alto. Com orgulho, espalhou pela casa todas as medalhas que o marido ganhou durante a guerra, e faz você se sentir mais em casa do que na sua própria casa. Preço justíssimo, casinha aconchegante como de vó, e a melhor parte: a Dona Karin faz o seu english breakfast na hora que você desce de pijama mesmo, com os ovos do jeito que você quiser. Juro, tudo nessa casa é uma delícia!

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Para digerir todas essas delícias, vá caminhando até a orla da praia. Sim, tem praia em Edimburgo! Eu não consegui entrar no mar (por motivo óbvio de muito frio), mas vale a pena o passeio para fazer fotos legais e, principalmente, para ver como é a rotina dos escoceses, pois a orla fica fora dos roteiros turísticos em uma zona bem residencial.

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Quem me conhece sabe que eu me “borro” toda de medo de espíritos, mas ir a Edimburgo e não fazer um Ghost Tour, não é ir a Edimburgo. Por se tratar de uma cidade medieval, tem várias lendas de arrepiar dos cabelos até os pés. Eu confesso que fiquei uns quatro dias sem dormir direito, achando que o pé que ficou arrepiado seria o que viriam puxar, mas mesmo assim, valeu muito a pena.

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O tour começa no fial da tarde, em torno de 19h (dependendo do dia da semana), na Mercat Cross, na Parliament Square – bem no centro e perto dos pubs! Então para não ter que ir até a Dona Karin e voltar, aproveitei e experimentei alguns uísques diferentes, o que particularmente acho que deixou o passeio bem mais legal. Enfim, depois o tour segue até os porões que são conhecidos como “vaults”, onde o guia conta tudo que aconteceu por lá. Não vou contar por que não quero que vocês não tomem sustos. Bricadeiras a parte, independentemente de você acreditar ou não em fantasmas, indicamos que você faça esse tour porque vale para aprender bastante sobre a história de Edimburgo além de poder visitar os porões da South Bridge. No centro tem vários cartazes oferencendo o tour, que dura cerca de uma hora e meia e custa em torno de 13 libras (para um adulto). Oportunidade imperdível!

Depois desse passeio, você vai querer mais umas doses de uísques, então sugiro que vá até a Grassmarket, a rua dos pubs. Tem pub para tudo que é gosto, com nomes engraçados e atrativos. Eu particularmente, adoro o Biddy Mulligans . Com música ao vivo, gritaria, gente bonita e muita paquera, é o lugar perfeito para terminar seus dias em Edimburgo. No verão, a Grassmarket, fica cheia de mesinhas na calçada! Com sol, fica um clima delícia para tomar uma cervejinha.

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Dos lugares bem turísticos, tem dois que não podem faltar: andar pelas ruas de Old Town e ver Edimburgo do alto do Arthur’s Seat.

Old Town ou Cidade Velha, é aquela parte da cidade com um ar mais medieval e é ali que fica o imponente Castelo de Edimburgo (que na minha opinião não vale a pena entrar, mas a Gabi Brunelli com certeza vai ter dizer que vale hehehe). A dica aqui é: caminhe, caminhe, caminhe. Entre nas ruazinhas, olhe para todos os lados e bata muita foto.

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Dentro do Holyrood Park, o maior parque por lá, ficam as trilhas que levam até o topo do Arthur’s Seat. Há quatro trilhas que os guias sugerem, mas nós acabamos fazendo a nossa própria trilha, que se resume basicamente em: olhar para o topo do morro e atalhar pelo meio do morro para ver se chega logo e acaba a tortura. Foi mais de uma hora de subida, mas valeu muito a pena. A vista é incrível e o lugar é realmente fascinante.

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Poderia ficar até amanhã escrevendo sobre esta cidade que tem meu coração. Reuni um pouco do que me fez e me faz amar Edimburgo.  Clique AQUI para ver um vídeo da segunda vez em que fui para lá, e que está beeeem “díver”!

Espero ter convencido ou  despertado a curiosidade em vocês para conhecer um pouco da Escócia, que tem outros lugares sensacionais também!

Vamos montar esse roteiro então? Escreve para a gente que montamos um roteiro que, prometo, ficará a sua cara!

See you!

Beijos com carinho!

Gabi S.

Seu filho também vai para o mundo! Você conhece o CISV?

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Dizem que filho de peixe peixinho é… Nem sempre é assim, mas na minha casa acho que foi.

Meus pais sempre me ensinaram que tudo que entrasse pelos meus olhos e meus ouvidos era o que de mais valioso eu teria. E que viajar, conhecer, aprender, era o maior investimento que poderia ser feito na vida. Eles não mediram esforços para que eu e meu irmão tivéssemos todas as oportunidades de viajar desde cedo. E, só depois disso, eles mesmo partiram para conhecer o mundo. E fazem isso até hoje. Acreditem, viajam muito mais que eu. Mas isso, é história para outro post…

Quando chegou a minha vez de ensinar, quis que minha filha também tivesse a oportunidade de sentir a maravilha que é CONHECER. E acho que ela herdou esse gene. Ela adora um avião. Viaja desacompanhada desde os seis anos, e nunca teve problema em estar longe do pai e da mãe.

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Eu e a Luiza em uma de nossas primeiras viagens, em Amsterdam.

E foi buscando oportunidades e experiências que envolvessem viajar para a Luiza que conheci o CISV. E acho que foi a coisa mais sensacional que eu poderia ter proporcionado para minha filha. Tenho certeza que fazer parte do CISV mudou e continua mudando a vida dela para sempre. E está ajudando a formar uma cidadã muito melhor.

Mas que raios é o CISV? E o que isso tem a ver com viagem?

HISTÓRIA. Logo após a Segunda Guerra Mundial, a psicoterapeuta americana Doris Allen, empenhada em desenvolver uma iniciativa que ajudasse a construir e manter a paz entre os povos, criou o Children’s International Summer Villages (CISV), uma organização internacional sem fins lucrativos que proporciona programas educacionais para crianças e jovens no mundo todo.

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Doris acreditava que apenas as crianças poderiam ser a fonte da paz mundial a longo prazo. Seguindo esta convicção, teve a ideia de juntar meninos e meninas de diferentes nacionalidades para que, convivendo pudessem aprender a respeitar costumes, hábitos, culturas e valores diferentes. Dessa forma, criando laços de amizades profundos e duradouros entre os jovens, naturalmente diminuiria a possibilidade de conflitos, afinal, quem gostaria de ver seu amigo enfrentando uma guerra??

Assim, em 1951, quando representantes de oito países se reuniram em Cincinati (EUA), surgiu o VILLAGE, que é o principal programa do CISV, voltado para crianças de 11 anos. Segundo Dóris, nessa idade, as crianças já estão preparadas para viver a experiência de um “camp” sozinhos, mas ainda estão livres de “pré conceitos” sobre raças, religiões, culturas, enfim, suas diferenças.

(cá entre nós, dizem que é só nessa idade também que os pais já estão preparados para soltar as crias… hahaha, se bem que eu acho que muitos de nós nunca estarão)

CURIOSIDADE. Doris Allen foi indicada em 1979 para o Prêmio Nobel da Paz, sendo que perdeu para ninguém menos que Madre Teresa de Calcutá.

Delegações em uma atividade no primeiro VIllage, em 1951

Delegações em uma atividade no primeiro VIllage, em 1951

Atualmente, o CISV está presente em 70 países, com “chapters” (que são as sedes) em mais de 200 cidades, que hospedam e/ou enviam participantes para programas ao redor do mundo, todos os anos, envolvendo anualmente em torno de 250 mil crianças. Além do Village, existem outros sete programas, para faixas etárias diferentes, que permitem ao participante continuar vivenciando a filosofia de vida do CISV por muitos anos.

Mas você deve estar curioso para entender o que as crianças fazem nesses programas, não?

Para alcançar o objetivo de criar esses laços de amizades interculturais entre as crianças, eles convivem intensamente durante um período de tempo num acampamento ou intercâmbio familiar, realizando atividades práticas que desenvolvam o senso de cidadania e de paz. Sim, eles viajam para outro país e ficam 28 dias (no caso do Village) em imersão, com poucos passeios fora do camp e apenas dois finais de semana em casas de famílias do CISV. Não se engane, CISV não é turismo. Mas é tão ou mais enriquecedor quanto. Acredite.

Todas as atividades são baseadas nos quatro pilares do CISV, que são:

DIVERSIDADE: a criança é incentivada a pensar na sua identidade e do amigo, e a questionar como se comporta em sua comunidade e em termos globais

DIREITOS HUMANOS: meninos e meninas aprendem como os direitos humanos afetam vários aspectos de nossas vidas e como as violações a eles são a raiz de problemas como a pobreza, a violência e a ilegalidade

CONFLITOS E SOLUÇÕES: todos são incentivados a entender a origem dos conflitos no mundo e o que se pode fazer para conseguir sua resolução pacífica.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: despertar nos jovens a busca de métodos integrados para promover o bem-estar social e econômico, enquanto protege o meio ambiente com o uso responsável dos recursos naturais

Exemplo de uma turma de Village

Exemplo de uma turma de Village

Agora imagine uma criança da Mongólia, uma da Suécia, uma do Brasil, uma da Costa Rica e uma da Tailândia, juntas, todas de 11 anos, pensando em como o mundo pode ser melhor? Não sei você, mas meu coração de viajante, que acredita no intercâmbio entre os povos, arrepia só de imaginar!

E então minha filha viveu isso… Aos 11 anos vi minha pequena embarcar e viver a experiência fantástica de passar 32 dias na Indonésia com crianças de vários países. Mas isso vou contar no próximo post… :)

Luiza e sua delegação embarcando para Jakarta

Luiza e sua delegação embarcando para Jakarta

Enquanto isso, aproveita e conhece um pouco mais do CISV:

www.cisv.org

www.cisv-sp.org.br

5 dicas para amar Londres

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Por Gabriela Sarturi em Vai Para o Mundo

Não sabe para onde ir? Vá para Londres!!!!

Londres é, entre as cidades que eu já passei, a mais multicultural. E não foi à toa que eu morei lá por quase três anos.

Em virtude do triste acontecimento recente, não seria justo esse post não ser dedicado ao lugar que eu escolhi para criar minha base antes de sair por esse mundão.

Londres é aquele lugar que parece que tem um ímã que atrai as pessoas e depois que você conhece, estará para sempre na sua lista de “lugares que quero voltar mais de uma vez na vida”. Acredite em mim. Aconteceu comigo. Meu primeiro contato com Londres foi em 2013, para uma visita de oito dias. Menos de um ano depois eu voltei de mala e cuia.

Todo mundo tem um amigo que já morou ou, pelo menos, já esteve em Londres, né? Eu não conheço ninguém que diga: “Não gostei de Londres”. Então eu resolvi compartilhar com vocês os 5 lugares em Londres que eu mais AMO e MORRO DE SAUDADE.

1. TOWER BRIDGE: Tchê, que coisa linda essa ponte.

Juro para vocês, foi amor à primeira vista. Em 2013, quando eu e a Amanda fomos, lembro que eu olhei para ela, com meu jeito “delicado” e disse: esse troço é a coisa mais linda que eu já vi. E desde então virou meu refúgio. Foi o lugar que eu criei uma relação com um banco. Quando a saudade dos meus pais e amigos batia, era para lá que eu corria para continuar firme “que nem pudim”. Foi nela que fiz fotos com cupcakes e balões para comemorar o aniversário das minhas duas melhores amigas. Foi nela o primeiro final de semana com um namoradinho e também, logo depois, onde chorei quando tomei um pé na bunda. Tinha dias que eu pegava dois ônibus, ficava no trânsito, só para subir no segundo andar do bus e passar por ela. E eu sempre achava algum detalhe novo.
Não sei, mas acho que como a conheci junto com a Amanda, era um lugar que sempre me fazia sentir perto das pessoas que eu amo. Além do fato de que ela fica em London Bridge, uns dos meus bairros preferidos, e que tem o Borough Market, que é “o” market de Londres. Enfim, visitem. Casos de amor a gente não questiona, né?

#DicaVaiparaomundo: Faça um picnic com bastante vinho no gramado em frente à Torre. Espere o pôr do sol e depois me diga se estou exagerando.

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2. GREENWICH

Um bairro que está fora dos roteiros básicos de quem vai para Londres, mas que eu sempre indico para todos os meus amigos. E todos amam e agradecem. É um bairro cheio de ingleses, onde se pode viver um pouco da rotina deles. Para mim, o Greenwich Park deixa o tão famoso Hyde Park no chinelo.
Lá tem o Observatório Real de Greenwich a partir do qual é definido o Meridiano de Greenwich, tem um market com uma comidinha chinesa por 5 libras que é dos deuses, tem lindeza, tem gente feliz, tem um barco que virou museu e um típico pub bem em frente a ele, o Gipsy Moth. Apesar de nos finais de semana as redondezas ficarem apinhadas de turistas visitando o Greenwich Park, o observatório e o mercado, eu não trocaria esse bairro por nenhum outro! Quando você for pesquisar sobre Greenwich, pode parecer que é longe, mas o que não é longe em Londres?

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3. TROY 22: vá sem medo!!!

Esse lugar eu aposto que você nunca ouviu falar. Pois é, eu também nunca pensei que estaria na minha lista de lugares preferidos, mas está no top 5 e virou meu bar preferido.
O Troy 22 é um lugarzinho, beeeem pequeno que fica no centro de Londres. Naquelas ruazinhas que de noite você não encontra nada. Pois numa esquina lá está essa maravilha!
Com bebidas baratas, atendimento engraçado, alguns possíveis shots de graça e com hits dos anos 70 e 80, o Troy 22 é aquele lugar que quem vai, nunca para de ir.
É bem quente até quando está nevando na rua. Mas por favor, não deixe de ir. Você não vai encontrar turistas por lá, não vai paquerar (porque é pequeno até para isso), mas você vai dançar até se acabar. Vai pular que nem se pula em trio da Ivete no carnaval. Vai ouvir desde Jack Five até Valerie. Eu não conheço ninguém que foi lá apenas uma vez. A música torna esse lugar uma alma. Ah! Que saudade das minhas sextas-feiras em que eu perdia 3 kilos pulando.

#DicaVaiparaomundo: Chegando lá procure pelo André. Ele é o dono. Fala que viu a indicação aqui e te garanto que vai provar todos os shots da casa. Site: https://www.facebook.com/troy22uk/

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4. THE BREAKFAST CLUB

Você vai acordar de ressaca após a sua visita ao Troy. Então nada melhor que comer um típico English breakfast. Esse troço levanta até defunto.
Eu indico que seja no The Breakfast club. Com algumas unidades espalhadas por Londres, uma decoração sempre bem descolada e um cardápio que oferece desde o Full English Breakfast até as versões bem americanas de desjejum, com direito a muito maple syrup, ovos e bacon. Como é dedicado à refeição mais importante do dia, então faça com gosto. A música é presente, as conversas são seguidas de gargalhadas, definitivamente é para aquelas pessoas que já acordam no humor em alta rotação, se você é daqueles que quer ler o jornal, tomando um café enquanto desperta, ouvindo as vozes da sua cabeça, definitivamente deve procurar outro lugar. Ali é alegria, afinal é a cara de Londres. Com comidinhas frescas e um preço bem bacana, é certeza de que será um excelente encontro, pois como está escrito sempre nas plaquinhas que ficam na fachada: “Today is going to be a good day”! Site: https://www.thebreakfastclubcafes.com

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5. FOUNDERS ARMS PUB

Como uma boa inglesa que tentei virar, não poderia faltar na minha lista um bom pub inglês, e entre todos que conheci (e não foram poucos), tenho firmeza em dizer que o meu preferido é o Founders Arms. Eu adoro um deck, vento na cara, sol no corpo, então achei esse lugar a minha cara.
Na beira do Tâmisa e com vista privilegiada para a St Paul’s Cathedral, esse pub serve para todas as ocasiões: reuniões, almoço, happy hour, jantar. Com mesas típicas dos pubs ingleses, grandes, para grupos diferentes, oferece vários tipos de cerveja em um ambiente acolhedor, animado e ao mesmo tempo sofisticado. Ali você vai encontrar desde executivos bem-sucedidos, até amigas solteiras em busca de um boy magia. Mas, principalmente, você vai encontrar energia boa, alegria, paz e cerveja gelada!!
Já saí de lá várias vezes trocando os pés. E tem uma estação de metrô a menos de dois minutos do pub.
Aqui você pode provar o tradicional “fish and chips”, que eu ainda não sei se gosto. Enfim, um lugar onde eu guardo grandes lembranças.

#DicaVaiparaomundo: Tome um prosseco e faça lindas fotos com a Catedral ao fundo! Pague de rica, amiga! Hahaha!

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Esses são os lugares que eu listei com muito carinho para vocês. Lembre-se sempre que se você cansar de Londres, terá cansado da vida!

Se precisar dicas sobre bairros para ficar, mais lugares imperdíveis para conhecer, imigração, enfim, qualquer coisa, é só escrever para a gente. Meu lado “English girl quase bem sucedida”, promete ajudar!

Beijos com carinho.

Ps: London, I miss you baby! Wait for me. I will always come back.

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Santiago: América do Sul ou Europa?

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Por Gabriela Sarturi em Vai Para o Mundo

Já havia lido que Santiago era a cidade na América do Sul mais parecida com a Europa, mas não tinha ideia que daria até para mantar um pouco a saudade da minha segunda casa (Londres). Com ruas largas e arborizadas , trânsito intenso, preços altos, Santiago encanta pelo seu espanhol complicado de entender e pelas lindas montanhas que a rodeiam.

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Chegamos de madrugada em Santiago e optamos por um transfer até o nosso apartamento. Custou aproximadamente R$ 100,00. Durante o dia, as opções são metrô, táxi e mini vans que levam até os bairros.

Com a ideia de fazer a viagem toda custar até R$ 2 mil, conseguimos alugar, pelo booking.com, um apartamento na região de Providência, que estava em promoção com 52% de desconto, por R$ 750,00 (5 diárias). Clique aqui para ver o apartamento que alugamos.

O lugar é uma graça, super seguro, com várias opções de restaurantes de todos os preços e estações de metrô para todos os lados. Por ser uma região bastante residencial e com muitos escritórios, é possível acompanhar um pouco a rotina dos santiaguinos.

#DicaVaiparaomundo: pague a hospedagem em Dólar para não ter pagar o IVA (imposto sobre valor agregado, que é de 19% sobre o valor)

DIA 1: Explorando Santiago!

Compras para o café da manhã feitas, mapa rabiscado, é hora de bater perna. Começamos pelo centro da cidade. Não nos surpreendeu muito. Achamos um pouco sujo, uma área bastante comercial e com restaurantes bem caros.

Descemos na estação U. de Chile, que fica em frente ao Passeo Ahumada, um enorme calçadão que lembra muito as Ramblas de Barcelona, seguimos pelo passeo até a Plaza de Armas, onde está a Catedral Metropolitana de Santiago. Caminhamos um pouco mais e chegamos ao Palacio La Moneda, sede do governo Chileno. O lugar é muito bacana e com a maior bandeira que eu já vi. Ainda na região central encontra-se o Mercado Central de Santiago, cheio de restaurantes típicos e com preços bem salgados. O bom é que tudo é super perto e dá para fazer tudo a pé no meio da correria da vida chilena.

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Eu e a Amanda na frente do Palácio La Moneda

Caminhando um pouco mais, chegamos ao Cerro Santa Lucía, onde pode você pode subir 300 degraus e ver a cidade de cima!

A partir daí começamos a nos apaixonar pela cidade. Fomos passeando e chegamos no bairro Lastarria, cheio de barzinhos fofos e mais adiante chegamos ao bairro Bellavista, mega badalado, com muitos bares e restaurantes. Músicas animadas, aquela gritaria gostosa nas mesas de rua e muita gente talentosa tentando ganhar a vida.

Apesar do Chile fabricar muitos vinhos, um bom chopp também é uma opção barata.

Um lugar como a fábrica de cerveja KrossBar, só poderia estar situada no Bellavista! Com um menu variado de cerveja artesanais, recomendo pedir a degustação de cervejas da casa, assim é possível provar todos os tipos e gastar pouco. Pedimos uma pizza e um sanduíche com creme de abacate (comam!), para compartilhar. A regra da cervejaria é promover a amizade, para isso as mesas são compartilhadas (no estilo dos pubs europeus) para até seis pessoas e não têm wi fi. Tudo isso custou R$ 60 por pessoa.

 

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Dia 2: O mais legal da viagem!

Estávamos em dúvida entre Cajón Del Maipo ou Vale Nevado, ambos nas montanhas. Como a época de neve começa em junho, optamos em ir para Cajon Del Maipo. Com uma turma animadíssima, saímos de manhã cedo a caminho do paraíso.

No meio da estrada, paramos em um túnel desativado, que conta a história de William. Em 1998, ele suicidou-se por amor e hoje em dia é considerado “um santo” para alguns chilenos. Na saída do túnel foi feito um altar para o guri, onde todos agradecem por seus milagres.

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Oferendas para o Willy

Cajón Del Maipo fica no meio das Cordilheiras dos Andes e proporciona uma paisagem de tirar o fôlego. Por lá, o trânsito de caminhões é intenso, portanto, é preciso andar com atenção. No final, nosso guia nos preparou um “mini picnic”, onde provamos “Pisco Sour” (uma bebida típica peruana, mas comum no Chile também, com elevado teor alcoólico), tomamos bastante vinho, comemos queijos, salame, azeitonas e fizemos lindas fotos. Um dia para guardar no coração!

 

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Olha a alegria das crianças!!

O passeio durou o dia todo e custou R$ 100 por pessoa. Achamos o valor bastante alto, mas por ter um difícil acesso, com estradas estreitas e muitas montanhas, recomendamos que faça esse passeio através de agências.

Hora do picnic!

Hora do picnic!

#DicaVaiparaomundo: faça esse passeio em dias de semana, pois o preço é mais baixo. Nos finais de semana, aumenta o valor para R$150.

À noite, fomos jantar no restaurante La Casa Vieja. Um local bem recomendado por alguns blogs de viagem. Foi nossa primeira decepção. Com 35 anos de tradição, o restaurante oferece comida típica chilena, com preços altos e um serviço bem mais ou menos. Por indicação de algumas pessoas e do garçom, pedimos de entrada Machas (Um marisco servido na sua concha). Não gostamos muito, pois tinha muito queijo. Para o prato principal, eu pedi “Pastel de Jaiba” (um crustáceo, parecido com siri) e a Amanda uma “Plateada” (carne de costela com batatas). O pastel de Jaiba, que não tem nada a ver com o nosso pastel, nada mais é que um pirão feito com carne de siri. Estava gostoso, o vinho era bom, mas pelo preço (em média R$ 100 por pessoa), deixa muito a desejar.

DIA 3: Ixi, pensa em uma roubada!

Animadíssimas para mais um passeio, Viña Del Mar e Valparaíso nos decepcionaram. Todos os turistas que vão a Santiago, provavelmente vão até essas duas cidades, que ficam na costa do Pacífico.

Nossa primeira parada foi em um “outlet de vinhos“, que de outlet não tinha nada. Depois seguimos para Valparaíso. Considerado patrimônio da Unesco, fica em torno de 1h30min de Santiago. Desenvolvida sobre morros, a cidade possui muitas lombas, ruelas com casinhas coloridas de 1922, muitas paredes com grafite e um porto, onde fica a parte mais moderna da cidade.

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Grafites de Valparaíso

Para realmente conhecer Valparaíso e gostar, sugerimos que façam o passeio a pé, para que consigam desfrutar de suas ruelas coloridas e aproveitar mais a cidade. Porém precisa ter força nas pernas por que é cada lomba que nem rezando dez ave marias eu daria conta :).

Não tenho muito o que escrever sobre esse passeio porque eu realmente não o recomendo, mas vai meu alerta: quase todas as excursões param em um restaurante que fica em Viña Del Mar, bem afastado dos demais. Passando o relógio da cidade (que é outra atração sem graça), logo em seguida fica o restaurante. Nosso guia parou ali junto com muitos outros. O lugar custa uma fortuna. Clima chato, gente chata. Nós montamos uma “mini rebelião” com mais 14 brasileiros e fizemos o guia (que ficou bem “fulo” da vida), nos levar em uma área que nosso bolso nos permitisse pagar. Portanto, cuidado!

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O relógio considerado “ponto turístico” em Viña Del Mar

À noite, passamos no supermercado, compramos vinhos e demos risada na sacada do apartamento sobre esse dia caótico, que teve até a van empurrada pelos passageiros! Mas como diz a Amanda: “viajando, até quando é ruim, é bom”, portanto fizemos vários brindes a esse dia!

DIA 4: Vinhos e sorrisos!

Deus nos presenteou com um lindo dia de sol e com um casal maravilhoso dividindo a van conosco. Por R$ 100, optamos em conhecer uma vinícola menos famosa no Brasil e, portanto, menos movimentada: a Vinícola Undurraga. Que dia, que vinícola, que tour!

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Corre para o mundo!!

Aproximadamente a 40 minutos de Santiago, a charmosa Vinícula Undurruga, fundada em 1870, produz vinhos de todos os tipos. A visita guiada dura aproximadamente 1h30min e a guia fala todas as línguas. A degustação tem quatro vinhos e são todos divinos! Ao final da degustação, você pode levar a taça para casa. Há uma loja para vendas de vinhos e espumantes com preços bem atrativos e boa variedade.

#DicaVaiparaomundo: nós optamos por ir em uma excursão, mas é possível ir por conta. Todas as informações estão no site da Undurruga.

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Resumindo, foi assim que nos divertimos e dividimos nossos quatro dias em Santiago!

Um cidade cheia de charme, que recomendamos muito e está na nossa lista para voltarmos no inverno e montarmos altos bonequinhos na neve!

Dúvidas, escreve para a gente aqui embaixo que a será um prazer ajudar!

See you!

 

IMPORTANTE: a Letícia, nossa leitora, deu uma baita dica, e aqui vai uma atualização importante: esta viagem rolou no meio do mês de março. Isso faz bastante diferença nos tipos de passeio a fazer. :)

Quanto custa sua mala?

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Mais uma super colaboradora do Vai para o mundo aparecendo por aqui! A Deise também é apaixonada por viagens e uma super jornalista que, com certeza, vai contribuir muito com dicas valiosíssimas!

Quem nunca deixou um “rastro” pelo caminho em uma viagem prolongada ou com vários pontos de parada? Ou teve uma big surpresa com as restrições e os custos para despachar a bagagem, tão carinhosamente montada com as peças mais queridas e práticas?

Se essa situação já atormenta, há algum tempo, quem voa com empresas low-cost (baixo custo) na Europa, os ares começam a mudar por aqui também. As regras para bagagem no Brasil também estão em processo de mudança (com algumas idas e vindas judiciais).

Há dez anos, no meu primeiro tour europeu da era moderna, com as companhias aéreas de baixo custo à disposição, deixei chinelo, pochete, canga e blusa espalhados entre Bruxelas, na Bélgica, e Veneza, na Itália. Espero que tenha sido útil para alguma funcionária de hotel e pousada!

Isso porque eu e meu companheiro de viagem utilizamos empresas como a Ryanair, uma das empresas de baixo custo que atendem cidades europeias, para fazer trajetos mais distantes.

Em tese, essas empresas cobram mais barato pela passagem, mas também taxam qualquer serviço utilizado pelo passageiro. Entre os custos, podem ser acrescidos o de alimentação, check-in feito no aeroporto e de bagagem –tanto a despachada quanto a levada dentro do voo.

Por isso, é muito importante, durante o planejamento de uma viagem, redobrar a atenção às regras de cada companhia e do país de origem. Os valores podem ser bem salgados e comprometer qualquer orçamento bem feito. Ciente das regras, no entanto, é possível já prever o “excesso”, na hora de fazer a reserva, e pagar (cerca de 20 euros) pela possibilidade de transportar um quilinhos a mais e evitar uma taxa maior (que pode chegar a 70 euros) na hora do embarque.

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#DicaVaiparaomundo: Na hora de comprar sua passagem no site das companhias low-cost, fique atenta para não comprar o “pacote” que inclui, bagagem + comida + assento. Muitas vezes vale mais pular esse pacote e comprar logo em seguida somente a bagagem, por um preço bem mais em conta. Afinal, nem todo voo precisamos comida né?

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Aqui no Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou uma série de mudanças nos serviços prestados pelas companhias aéreas para voos nacionais e internacionais, do despacho de bagagens até as condições de reembolso de bilhetes.

No caso das bagagens, as empresas poderão cobrar (e ter suas próprias regras) pelos volumes que viajarão no porão do avião. A norma entraria em vigor no dia 14 deste mês, mas foi suspensa após liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo. Seguem mantidas, então, as regras que autorizam os passageiros a despachar um volume de até 23 kg nos voos nacionais e dois volumes de até 32 kg nos internacionais.

Pela regra aprovada pela Anac e suspensa, o passageiro passaria a pagar uma taxa extra por volumes despachados em voos nacionais e internacionais. Em contrapartida, a bagagem de mão passaria de 5 quilos para 10 quilos.

A LATAM já havia informado que passaria a cobrar R$ 50 por bagagens de até 23 quilos em destinos nacionais. Para o exterior, continuaria grátis uma mala de 23 quilos para a América do Sul e dois volumes com mesmo peso para os demais destinos.

Novas regras, sobre cancelamento de voos e reembolso, por exemplo, não foram atingidas pela liminar da justiça. Vivemos novos tempos da era moderna do turismo nacional. Leia as regras, informe-se sobre as condições de viagem de cada companhia aérea e proteja seu bolso e seu tour.

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#DicaVaiparaomundo: encontramos alguns links que podem ajudar você a se informar sobre as regras no Brasil e nas principais companhias aéreas mundo afora. Acessa aí:

– Para saber mais sobre as novas regras que já estão em vigência no Brasil, clique aqui.

– Para conhecer os critérios de algumas empresas internacionais para bagagens, clique aqui.

 

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DEISE DE OLIVEIRA é jornalista que adora inventar pra depois ter histórias (reais) pra contar

 

 

 

 

 

 

 

 

Partir e voltar, é só começar…

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Eu estava aqui acompanhando as aventuras da Gabi Sarturi em Santiago (se preparem que ela trará mil dicas maravilhosas para curtir a cidade num post completo!!), com aquela invejinha básica de quem está trabalhando enquanto a amiga viaja… :)

Que atire a primeira mala quem nunca quis que o face tivesse um botão “ocultar amigos em férias”… hahahaha.

Mas no meio da dor de cotovelo, me lembrei daquelas perguntas que sempre ouço: como vocês conseguem viajar tanto? Não trabalha mais? De onde sai tanto dinheiro? Tenho certeza de que toda “viajante” já ouviu essas inDIRETAS alguma vez.

Então resolvi aproveitar para escrever um pouco sobre como dar o primeiro passo para ser uma viajante constante. Ou seja, como se planejar.

Cada um sabe sobre seu trabalho, suas obrigações familiares e suas finanças, mas seguindo um “roteirinho” bem básico, acho que qualquer pessoa consegue se organizar e realizar uma viagem legal. Ah, mas tem que se organizar. Não adianta sentar e esperar que não cai do céu.

Mas vamos lá:

  1. Identifique quantos dias livres você terá num ano: isso inclui férias, feriados, banco de horas, etc.
  1. Defina os períodos que você poderá viajar: após definido os dias livres, você já pode prever em que épocas poderá viajar. Ex: posso tirar 10 dias no primeiro semestre, 10 junto com o feriado em setembro, e por aí vai. Dica: viajar em maio ou setembro sempre é recomendável, pois é período de baixa temporada e as temperaturas são mais agradáveis, sem extremos.
  1. Faça seu orçamento: defina quanto você tem para gastar em cada viagem. Isso é importantíssimo! Nada de se endividar para viajar! Caso contrário, o que é pra ser um prazer vira um tormento. O ideal é pagar tudo antes de embarcar, e evitar usar cartão de crédito na viagem. Assim, quando voltar, já dá pra começar a investir na próxima trip. Além dos custos de passagem, lembre-se sempre de definir um valor por dia para hospedagem, para refeições, para passeios e para compras.
  1. Defina locais que gostaria de conhecer: você já tem datas e orçamento, agora pode selecionar alguns locais que gostaria de conhecer. Escolha mais de um, pois podem surgir promoções de passagens, hotéis, etc, para algum desses locais.
  1. Fique atento às promoções de passagens e compre a sua: esse momento parece tenso, porque pode não surgir aquela passagem barata de que você gostaria, mas como um bom planejamento deveria começar pelo menos uns seis meses antes de qualquer viagem, você terá tempo suficiente para encontrar uma boa oferta para um dos destinos dos seus sonhos.
  1. Faça o roteiro: com a passagem comprada, é hora de definir o roteiro interno da viagem, que pode incluir uma ou mais cidades, ou os passeios que você gostaria de fazer em torno da cidade onde vai. Importante: este item pode vir antes da compra da passagem, caso você resolva fazer um roteiro mais elaborado e vá entrar por uma cidade e sair por outra. Mas isso já é um um planejamento mais “complexo”. Hoje estamos tratando de um “manual básico”, para ajudar quem quer dar o primeiro passo.
  1. Reserve hotel ou apartamento: agora que você já sabe onde estará cada dia da sua viagem, bora reservar um lugar legal (ou mais de um) para ficar. O ideal é reservar nos sites que permitem cancelamento sem custo, caso você queira trocar, ou algo assim. Não esqueça que você já definiu um valor diário para sua hospedagem (no orçamento). Não se empolgue com hotéis maravilhosos e acabe gastando mais. Com certeza você vai encontrar um boa opção dentro do seu orçamento. Prometo detalhar mais opções de hospedagem em um outro post, com valores adequados, dicas de localização, etc.
  1. Detalhes finais: agora que a estrutura está pronta, hora de ver os detalhes que dependem do destino que você escolheu: seguro viagem, visto, vacina, aluguel de carro ou passagens internas (trem ou avião), reserva de passeios importantes, etc.

Então, achou difícil? Ou dá para tentar? Se você gosta de uma planilha, como eu, vale criar a sua e ir salvando tudo. Posso sugerir uns modelos que uso em um para quem quiser (manda aí um comentário!).

Beautiful Girl jumping with balloons on the beach

Se você nunca planejou a sua viagem e está louca para tentar, Santiago, Buenos Aires e Montevideu são ótimas alternativas para a primeira experiência internacional. Além de serem cidades muito legais, são superacessíveis, não exigem visto nem passaporte (basta carteira de identidade com validade inferior a 10 anos) e a viagem não é tão longa.

E, para se inspirar, vá acompanhando as fotos e os vídeos da Gabi e da Amanda no nosso instagram @vaiparaomundo! Santiago é demais!