Hvar: a badalada e paradisíaca ilha na Croácia!

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Já comentei no post sobre Dubrovnik (se não leu ainda, corre lá!), o quanto nos apaixonamos pela Croácia. E em Hvar não foi diferente.

Para chegar na famosa ilha, alugamos um carro em Dubrovnik e seguimos em direção a Split, onde atravessamos de ferry para Hvar. Você também pode ir de barco direto de Dubrovnik, a viagem em barco rápido dura em torno de 3 horas.

De carro, você pode chegar a Hvar de duas maneiras: através do porto de Drvernik, ou através do porto de Split.

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Rotas de Dubrovnik parar Hvar

Dá pra ver pelo mapa que apesar de o caminho por Drvernik ser 100km mais curto, leva apenas 20 minutos a menos. Isso acontece porque os 70 km já dentro da ilha de Hvar são de uma estrada bem estreita e cheia de curvas, uma via para ir e outra para voltar.

Como nossa terceira parada seria Split, optamos por ir até lá, deixar o carro em um estacionamento na cidade e atravessar com o Catamaram (barco rápido, só de passageiros, que nos deixaria direto na cidade principal de Hvar, onde nos hospedaríamos). A viagem levaria uma hora.

A estrada até Split é uma atração por si só. Paisagens lindas, intercalando o mar azul e montanhas de rocha pura, além de uma passagem de 10 minutos pela Bósnia (vale dar check in?? Heheh).

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No percurso, paramos para almoçar numa pequena cidade chamada Ston, cuja grande atação é uma muralha de 7 km (considerada a segunda maior muralha do mundo, perdendo apenas para a da China). Não tivemos tempo de subir, mas a cidade é uma graça, e para quem curte corridas, tem uma feita na muralha (essa é para os fortes!).

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E por falar em tempo, nesse dia cometemos um erro primário: não verificamos os horários do Catamaram de Split para Hvar. Quando chegamos no porto de Split, descobrimos que o último tinha acabado de partir, às 17:30. Nos restava então a opção do Ferry, que partiria às 20:30.

O Ferry, além de ser mais lento (leva em torno de 2 horas), não para na cidade de Hvar, mas no porto de Stari Grad (a 20 km da cidade). Então optamos por levar o carro. O que no fim acabou compensando, pois o usamos para vários passeios dentro da ilha.

#DicaVaiparaoMundo: verifique os horários de ferrys e catamarans AQUI

Estas três horas esperando no porto de Split nos renderam belas imagem do por-do-sol, antes de embarcar no ferry. O percurso de 2 horas até Stari Grad custa 318 kunas o carro, e mais 47 kunas por pessoa. Total para um carro e 4 pessoas em torno de 68 euros.

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Porto de Split

Segue então as principias dicas e o que achamos imperdível em Hvar:

1. Fique perto do centro da cidade de Hvar

A ilha é bem grande, e você encontrará locais para se hospedar em várias praias. Mas o bom mesmo é ficar o mais perto possível do centrinho da cidade de Hvar (que tem o mesmo nome da ilha). Há hotéis ou apartamentos para alugar que cabem em todos os bolsos. E ali você poderá fazer tudo a pé, restaurantes, lojas, baladas, e também a saída dos passeios de barco ou do catamaram.

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Vista da cidade de Hvar e a Fortaleza Espanhola

Nós ficamos no Hostel Villa Zorana, que recomendo muito. Apesar do nome “hostel”, tem várias opções de quartos privados, inclusive o apartamento que ficamos, que tinha 2 quartos, banheiro e cozinha. Sem contar com a sacada e a vista sensacional para o mar.

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Vista da sacada quarto

O hostel fica perto do Mosteiro Franciscano, tem uma prainha fofa do lado e é aberto à visistação. Íamos a pés para o “centrinho” em 10 minutos, pela beira do mar. Realmente um baita custo-benefício.

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Mosteiro Franciscano

No centrinho é onde chegam os catamarans vindos do continente ou de outras ilhas, onde os barcos para passeio saem e onde ficam ancorados iates e veleiros enormes. Na frente deste verdadeiro estacionamento de barcos, há um calçadão com vários restaurantes e baladinhas.

Curiosidade: tivemos a oportunidade de estar em Hvar durante a Yacht Week, que é um evento famoso que acontece em vários lugares do mundo, onde vários veleiros percorrem ilhas e praias, parando e fazendo festas nos locais. Você pode juntar uma turma e “alugar” um dos barcos para participar, ou até mesmo encontrar uma “vaga” em algum deles com gente do mundo todo. A festa corre solta… dia e noite. Para saber mais, clica aqui em Yacht Week.

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Alguns dos barcos ancorados no centrinho

Caminhando pela ruelas ao lado da praça da Catedral de Santo Estevão, onde também está a Torre do Relógio e o Palácio Hktorovic, você vai encontrar um monte de restaurantes, bares simpáticos e lojinhas. Seguindo pelo calçadão, pela beira do mar, há mais pubs que viram baladas animadas quando anoitece.

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2. Dance do por-do-sol ao amanhecer: Hula Hula e Carpem Diem

Falando em balada, Hvar é conhecida por ter uma vida noturna bem agitada. Além dos bares e pubs, tem dois locais que são imperdíveis para quem gosta do agito.

Hula Hula Beach Bar: considerado o melhor lugar para assistir o belíssimo por-do-sol de Hvar. Mas prepare-se para o agito! Até umas, 18h, o clima é mais tranquilo, com o pessoal curtindo o sol e tomando um drink. Conforme vai ficando mais tarde, a intensidade de festa vai aumentando, com muita música eletrônica rolando e a pista enchendo.

Gostando ou não de agitação, com certeza o visual na hora do por-do-sol é incrível. Vale a pena conferir. Para chegar lá a partir do centro, basta caminhar seguindo a beira do mar em direção contrária à praça principal.

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Por-do-sol no Hula Hula

Carpe Diem: depois que o sol se for, hora de pensar na noitada. Não se assuste, a balada mesmo na Croácia começa bem tarde, depois da meia noite. E em Hvar, com certeza o ponto mais procurador é o Carpe Diem. A casa tem um bar/restaurante no calçadão de onde partem os catamarans. Mas o mais legal é o seu Beach Bar, que fica numa ilha em frente à cidade.

Durante o dia, funciona como Beach Bar, mas à noite, a ilha ferve numa balada com música eletrônica e performances de bailarinos e afins. Para ir até lá, eles têm um barco que sai da frente do bar do calçadão. Cada noite, a festa tem um tema (como a White Party) e você encontrará “promoters” por toda a ilha, oferecendo as pulseirinhas que dão desconto na entrada (que custa em torno de 150 kunas).

Mesmo se você não é um grande fã de música eletrônica, como eu, vale a pena ir pelo menos numa noite. O lugar é lindo, pessoas bonitas e muita animação. Mas prepare seu bolso, pois as bebidas não são muito baratas. Um drink custa em torno de 80 kunas (10 euros) e uma cerveja 48 kunas (6 euros).

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Um pouco da festa e da ilha do Carpe Diem Beach

3. Passeio de barco pelas ilhas vizinhas. IMPERDÍVEL!

Impossível ir a Hvar e não fazer um passeio pelas praias das ilhas vizinhas. Tem várias opções, desde alugar seu próprio barco, pegar um taxi boat até as ilhas mais próximas, ou fazer o passeio mais longo, que inclui as maravilhosas Green e Blue Cave, e as ilhas Vis e Plakeni.

Nós fizemos o passeio longo, que durou em torno de 7 horas. Os preços desses passeios variam entre 400 e 500 kunas (50 a 60 euros) – vale negociar um desconto – e as lanchas têm capacidade para até 10 pessoas. As saídas são entre 9 e 11 horas e, dependendo das condições do mar pode incluir a Gruta Azul ou não. Nós demos sorte, pois o mar melhorou apenas no dia em que marcamos a saída.

Veja nosso roteiro:

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Paramos primeiro para um mergulho numa enseada chamada de Green Lagoon (1). A água é super cristalina e um pouco gelada, mas rende ótimas fotos! Seguimos para a Green Cave (2), uma gruta com duas entradas, que tem um “buraco” no teto (dizem ter sido feito durante a guerra), por onde entra um feixe de luz que deixa o cenário de águas verde esmeralda mais lindo ainda. Pra quem gosta de adrenalina, dá para pular de cima da entrada da gruta. Eu fiz e, apesar do medo na hora e da caída meio de lado que me deixou doída, valeu muito a pena!

A próxima parada foi a deslumbrante praia Stivina (3), que originalmente era um gruta, cujo teto despencou. Os barcos param na entrada, e você tem que nadar para chegar até a praia, mas é bem tranquilo. Pena que ficamos pouco tempo lá, pois a paisagem é incrível mesmo.

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#DicaVaiparaoMundo: todas as praias que estivemos têm pedra, em vez de areia. Entao recomendamos muito comprar as sapatilhas de neopreme, como sola de borracha. Senão, fica praticamente impossível caminhar. As barraquinhas perto do píer vendem por cerca de 50 kunas (em torno de 6 euros). Foi o melhor investimento que fiz, pois ainda estou usando no Brasil e vai comigo pra Ásia enfrentar corais e pedras.

Partimos então para a famosa Blue Cave (4). Ela fica em outra ilha, chamada Bisevo. Você para numa espécie de “ponto de apoio”, onde tem lanchonete e banheiros, e paga a taxa de visitação da caverna (40 kunas). Dali saem os barquinhos (menores) que conseguem passar pela entrada da gruta (onde precisamos inclusive abaixar a cabeça).

Não é permitido nadar na Blue Cave porque o lugar é pequeno e muitos barcos entram e saem o tempo inteiro. Os barcos também não ficam muito tempo lá dentro, só dá uma volta e sai. Mas com certeza vale cada centavo! A luz do sol entra por um buraco na pedra, bem no fundo, refletindo o branco da areia e das pedras, deixando tudo azul. É quase impossível registrar em foto a beleza real do lugar.

Antes de parar para o almoço (aliás, leve algum lanchinho, pois pode demorar para chegar no local do almoço, dependendo do roteiro que for feito), entramos num bunker para submarinos (5), feito na II Guerra. A ilha de Vis foi uma base militar dos aliados durante a guerra. As marcas daquele período estão por todo lado. Além do bunker, vimos abrigos militares nas rochas, e até marcas de tiros de canhão feitas por treinamentos.

Paramos para almoçar numa praia perto do bunker e seguimos para a última parada, já bem próximo de Hvar, nas ilhas Plakeni. Palmizana Beach (6) é um local super badalado, com vários “beach bars”. Ali curtimos o início do por-do-sol com um cenário incrível (e uma cervejinha para refrescar).

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Apesar de todos os lugares incríveis, achamos que nosso passeio podeia ter ficado mais tempo em alguns deles. Sugiro que você negocie com o skipper as paradas antes de sair. Assim poderá curtir de verdade cada paraíso.

Dá uma olhada no vídeo abaixo para ver um pedacinho desse dia incrível.

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Melhores momentos do passeio pelas ilhas

4. Desbrave as praias na própria ilha de Hvar

A Ilha de Hvar também tem praias incríveis. Estivemos em Dubovica e Milna (as duas bem perto da cidade (no máximo 10 km). Para chegar até elas, você vai precisar de um carro (ou alugar um motinho). Em Dubovica, é preciso estacionar na beira da estrada e descer todo o morro a pé. Não é uma trilha difícil, mas cansativa pela altura e o calor. Mas a praia e o visual merecem o esforço.

Milna já é mais urbana, com restaurantes e hotel, e pode chegar com o carro direto. Você pode alugar uma cadeira e um guarda-sol por ali e relaxar nas águas calmas e recarregar as energias para mais uma noitada.

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Há mais praias na ilha e no entorno. Se puder ficar mais um dias, aproveite e descubra cada cantinho desse verdadeiro paraíso no mar Adriático. Difícil é pegar o ferry para ir embora. Ainda mais com um por-do-sol destes no trajeto…

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Vista do ferry para Split

 

 

Pura vida! Os vulcões da Costa Rica

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Mais uma amiga e colaboradora do Vai para o mundo, a Carol Risueño adora viajar sozinha, e descobriu uma paixão inusitada: vulcões! Conheça um pouco desta paixão e da bela Costa Rica no relato desta aventura da Carol.

Costa Rica e a minha paixão por vulcões

Decidi ir para a Costa Rica por um mero acaso do destino. Precisava tirar férias do trabalho, e queria ir para um lugar diferente que tivesse praias bonitas, muito sol e uma passagem aérea por menos de R$ 2 mil reais, ou seja, precisava do famoso destino BBB (Bom, Bonito e Barato). Quando surgiu uma promoção comprei a passagem e comecei a pesquisar sobre o país e percebi que seria uma viagem surpreendente.

O país é conhecido por brasileiros através do surf e mundialmente é referência em ecoturismo. A Costa Rica é responsável por 5% da biodiversidade do planeta, já que mais de 25% do seu território são de áreas verdes protegidas pelo governo, entre reservas e parques nacionais.

Também é famosa pela hospitalidade dos costarriquenhos, logo que você chega ao país, começa a escutar ‘Pura Vida’ nas saudações, que significa obrigado, olá, bom dia, boa tarde, seja feliz, enfim, tudo de bom que a vida pode lhe oferecer. E foi nesse clima de ‘Pura Vida’ que me encantei por esse país e pela forma simples de ver a vida dos costarriquenhos.

Bom, mas afinal o que tem de tão interessante nesse país tão pequeno na América Central?

Em primeiro lugar eu diria: VULCÕES, sim vulcões, muitos deles. O país possui mais de 60 vulcões, sendo que em torno de 7 ainda são ativos. É uma das regiões mais vulcânicas do mundo. E foi lá que fiquei fascinada por eles, com sua beleza e grandiosidade. Eu visitei três vulcões. Quer conhecê-los?

Vulcão Poás

Fica próximo da capital do país, San José, você pode fazer um bate-volta contratando um tour (80/100 dólares) ou pegar um ônibus (6 dólares ida e volta) que sai da cidade Alajuela (onde fica o aeroporto internacional) às 9h da manhã e retorna às 15h30. Eu, como adoro um modo super econômico, BBB, fui de transporte público e foi muito tranquilo, pois haviam praticamente turistas e alguns moradores da região no ônibus. Mas atenção, se você perder este ônibus terá que pegar um uber ou taxi para ir até o vulcão ou ainda tentar ir outro dia, pois há somente um horário de ônibus.

Em torno de 1h30 depois de muita subida e curvas chegamos ao Parque Nacional Vulcão Poás (entrada 15 dólares por pessoa). Para chegar à cratera do vulcão é preciso andar cerca de 2 km em uma estrada asfaltada, partir da entrada do Parque.

Quando cheguei, olhei para a cratera não vi nada além de nuvens, pois os gases do vulcão costumam encobrir a cratera. Ou seja, é uma questão de sorte. Mesmo assim, resolvi esperar as condições melhorarem, mas ao invés disso começou a chover e ventar muito.

 

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Caminho até a cratera

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Na cratera com chuva

Depois de esperar por quase 2 horas de baixo de chuva e frio, fui ao restaurante do Parque me aquecer. Então por volta das 13h o motorista perguntou se gostaríamos de retornar antes do horário combinado (14h30), já que não podíamos ver o vulcão. Eis que quando estávamos quase partindo, o inesperado acontece, o SOL aparece e todos saem correndo para ver a cratera do vulcão. E a gente se depara com essa linda e impressionante paisagem.

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A cratera do vulcão

Nossa! Foi muito emocionante estar ali tão pertinho de algo tão grandioso e lindo. Mais que isso, foi mágico. Quando a gente menos espera a Costa Rica nos surpreende com momentos lindos como esse.

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Minha primeira selfie com um vulcão

Curiosidades: O vulcão tem 2.708 metros de altura e sua cratera possui mais de 1,5 quilômetro de largura e 300 metros de profundidade. Ainda expele fumaça e contém um lago azul feito de água ácida.

#DicasVaiparaoMundo:

  1. Se agasalhe bem para visitar o vulcão, pois costuma fazer muito frio por lá.
  2. Se for de carro, vá bem cedo, pois dizem que a visibilidade é melhor.
  3. Fique hospedado no Centro de Alajuela para visitar o vulcão, assim você evita o intenso trânsito entre San José e Alajuela e otimiza seu tempo.

Vulcão Arenal

Foi paixão à primeira vista. Ele fica localizado numa cidadezinha chamada La Fortuna, super fofa, bem do jeito que eu gosto, tranquila, com restaurantes, umas lojinhas e um gigante ao fundo observando a cidade: o vulcão Arenal. La Fortuna fica a 120 km de San José, em torno de 5 horas de ônibus, que vai parando em todos os povoados que existem pelo caminho. O trajeto tem muitas curvas, num sobe e desce de montanhas sem fim e uma paisagem linda durante todo o percurso. A estrada não possui mão dupla, o que torna a viagem ainda mais lenta e perigosa. Mas se você não tem pressa e nem tanto dinheiro para gastar com o transfer, (50/60 dólares), vá de ônibus (8 dólares ida e volta) e curta a paisagem. O transfer pode ser contratado no seu hostel/hotel. E o ônibus para La Fortuna sai do Centro de San José.

La Fortuna é a cidade base para quem vai visitar o vulcão Arenal, onde você pode fazer muitas atividades de ecoturismo, como rafting, arvorismo, rappel, trilhas, passeios a cavalo, ou ainda relaxar com banho nas águas geladas das cachoeiras ou nas águas quentes das fontes termais vindas do vulcão.

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Vista do vulcão Arenal da cidade de La Fortuna

Como o Arenal ainda é um vulcão ativo, não é possível chegar muito perto dele, mas no Parque Nacional do Vulcão Arenal é possível fazer trilhas de bike, à cavalo ou ir caminhando para apreciar a natureza em torno do vulcão.

Curiosidades: É dos poucos vulcões com um formato perfeito de cone e uns dos mais jovens da Costa Rica. Tem 1.633 metros de altura e possui duas crateras.

#DicasVaiparaoMundo:

  1. Fique hospedado no Centrinho de La Fortuna pelo menos duas noites, para desfrutar das atividades do entorno. Eu fiquei três noites, mas dá para ficar mais tempo dependendo do que você quiser fazer por lá.
  2. Pague uma diária para passar o dia relaxando nas águas termais nos resorts em torno do vulcão.
  3. Leve dois tênis, pois com certeza um você vai molhar.

Vulcão Cerro Chato

Esse fica ao lado do Arenal, porém é menor, e a sua cratera possui uma lagoa verde, onde é possível nadar. Calma, ele não é ativo, por isso é possível curtir a lagoa. Apesar de eu estar viajando sozinha, ter medo de altura e de água, encarei meus medos e fui viver essa experiência única.

Para chegar até a lagoa, é preciso fazer uma trilha na floresta, que dura em torno de 6 horas. Como não é seguro fazer trilha sozinha, contratei um tour (60 dólares) que incluía a trilha para o Chato, Arenal, Cachoeira e banho num rio de águas termais.

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Visão aérea do vulcão Chato e do Arenal

A trilha rumo ao cume do Chato começa no Parque Nacional Vulcão Arenal. Lembra da chuva do Poás? Então… Ela me acompanhou durante toda a trilha no Chato, foram muitas subidas e descidas íngremes na floresta fechada, no meio da chuva e da lama. Mas foram todos esses obstáculos que nos faziam rir e ajudar quando alguém do grupo caía no meio da lama. Com certeza foi a trilha mais difícil que já fiz na vida e diversas vezes eu pensei que não conseguiria finalizar a caminhada com o grupo, mas os guias super atenciosos sempre estavam ao meu lado me ajudando a praticamente escalar aquela floresta.

Quando cheguei à lagoa verde, nem acreditei que tinha conseguido alcançar meu objetivo. Finalmente tinha chegado à cratera do vulcão. E lá estava ela encoberta de nuvens, mas infelizmente dessa vez não tínhamos muito tempo para esperar a visibilidade melhorar, então entrei na lagoa cheia de nuvens e debaixo de chuva. E foi incrível pensar que eu, que tenho medo de água e de altura estava dentro da cratera de um vulcão.

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Criando coragem para seguir a trilha super íngreme

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Na cratera do vulcão Cerro Chato

Depois de curtir a lagoa, subimos e descemos mais alguns quilômetros pela floresta e chegamos num bosque lindo onde é possível ver o Arenal e o Chato, um ao lado do outro. Olhando de longe, os vulcões parecem apenas duas montanhas, e eu olhava para elas e me perguntava: Como eu consegui subir aquela montanha? Eu estava me sentindo muito feliz por ter completado a trilha, que parecia impossível para mim, e o Chato me ensinou que por mais difícil que seja o caminho a gente precisa ter coragem para não desistir.

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Em frente ao Arenal coberto de nuvens

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Em frente ao Chato, feliz por terminar a trilha do vulcão

Ainda no parque, seguimos caminhando para visitar uma cachoeira muito linda. No caminho até a cachoeira havia algumas pontes suspensas muito altas que usamos para atravessar a floresta. Foi bem divertido, pois as pontes balançavam muito e pareciam que iam cair, mas elas eram bem seguras, ufa, ainda bem… rsrsrs

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Ponte suspensa na floresta

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Cachoeira do Parque Nacional do Vulcão Arenal

 

E para finalizar o tour com chave de ouro, fomos relaxar nas águas termais do vulcão Arenal. Os guias nos levaram num rio com quedas de águas quentes no meio da floresta, e como já estava escuro só era possível ver as outras pessoas que estavam lá com as lanternas que os guias usavam. Foi demais!

De volta a La Fortuna, ao final desse dia inesquecível só me restava comer um bom prato de casado (arroz com feijão e carne, prato típico do país, custa em torno de 7 dólares num restaurante BBB) e dormir como se não houvesse amanhã.

Curiosidades: O Chato é formado por um cone vulcânico e no seu topo tem uma lagoa verde com quase 19 metros de profundidade. Está inativo há cerca de 3.500 anos.

#DicasVaiparaoMundo:

  1. Durma bem na noite anterior da caminhada.
  2. Tome um café da manhã bem reforçado.
  3. Leve água e lanches leves para comer durante a trilha.
  4. Coloque na sua mochila repelente, protetor solar, capa de chuva e toalha pequena.

Voltei da Costa Rica completamente encantada por vulcões, já pensando qual seria o próximo que iria conhecer. Acreditem, isso vicia. Os vulcões me ensinaram que ter coragem, força e esperança, são elementos essenciais para seguirmos em frente e nos surpreendermos com o melhor que o mundo e a vida tem a oferecer. Pura Vida!

#DicasVaiparaoMundo:

Alugue um carro (a partir de 15 dólares a diária): Se você gosta de dirigir alugue um carro, dessa forma você poderá conhecer melhor o país parando nas cidades que achar bacana pelo caminho. Além de ser mais econômico do que pagar um tour, e mais confortável e rápido do que um ônibus.

Cias áreas: Existem boas opções de voos nas cias ( Avianca, Copa Airlines, United Airlines, American Airlines, Latam) que fazem o trajeto Brasil – San José, a partir de R$ 2 mil.

Ônibus: não existem rodoviárias na Costa Rica, e sim terminais de ônibus. Ao chegar no aeroporto procure o Centro de Informações Turísticas e pegue um guia da Costa Rica e dos ônibus, pois eles alteram os horários e os locais de embarques com uma certa frequência.

San José: muito segura durante o dia, com muitos policiais pelas ruas, mas a noite nem pense em caminhar pelo Centro da cidade. Escazu e San Pedro são as melhores regiões e mais seguras para se hospedar, onde ficam os melhores hotéis e restaurantes.

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CAROLINE RISUEÑO

Viaja sozinha com uma mochila nas costas, com a inquietação de descobrir pessoas, culturas e lugares diferentes. É curiosa, quer sempre saber o que tem do outro lado, adora o desconhecido e desafiar seus medos. Ama natureza, praia, cultura e uma boa aventura. Monet, pintor impressionista francês, é seu grande ídolo. Relações Públicas, gaúcha, pisciana, intolerante a lactose e a glúten. Acredita que viajar torna as pessoas melhores e mais felizes.

 

Em busca do equilíbrio: como planejar uma rotina saudável na viagem!

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Por Gabriela Sarturi em Vai Para o Mundo

História clássica! Sempre fui gordinha: criança, adolescente e adulta!

Em 2009, fiz primeira dieta e perdi 16kg. Fiz lipoaspiração, me cuidei por um tempo e depois… tudo igual. Em 2012, já tava gordinha de novo.

Tive um sério agravante quando me mudei para Londres em 2014, que resultou em 15 kilos a mais nos primeiros meses chegando aos quase 85 kilos.  Todos os meus problemas por lá, como não falar inglês, não conhecer ninguém, grana acabando, procura de trabalho, eu descontava na comida, snickers ou em cerveja!

Depois de 6 meses morando lá, meus pais foram me visitar e tomaram um susto. Meu pai, todo “delicado” lá das grotas de Santiago (RS), me olhou e disse: “Tá gordinha né, filha?” Ouvir isso da pessoa que mais te ama é um belo chute no estômago, por que é verdade pura, né? Eles foram embora e eu fui para o super comprar coisas para iniciar mais uma tentativa de emagrecer.

Tive sorte, por que na época, minha flatmate, que depois virou minha irmã de alma, estava fazendo a dieta Dukan, e eu me agarrei nela como parasita. Na primeira semana, tinha perdido 5 kilos e no total, depois de meio ano, o resultado era menos 23 kilos.

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Essa loira abraçada na amiga, sou eu – uma semana antes de começar a dieta – Londres, 2014.

Desde lá, eu vinha controlando a minha alimentação, porém nada muito regrado. Digamos que eu era metade fat e metade fit.  Não fazia nenhum tipo de atividade física, que resultou em eu chegar nos 62 kilos e mesmo sem comer, não emagrecia e não via mais mudanças no meu corpo.

Voltei para o Brasil em novembro de 2016. Daí foi aquele encontra amigos um dia, bebe um pouquinho. Sai, encontra amigos de novo, bebe novamente. Acorda de ressaca, bebe um litro de coca, tem vontade de xis bacon, porque na gringa não existe… come… e assim vai! Quando vi, estava com 6 kilos a mais em 6 meses. Meu pai que não é bobo nem nada, me olhou fofinho e pah novamente: “Filha, deu uma engordadinha, né? Vai colocar tudo fora que conquistou nesses dois anos?”

Soco no estômago novamente. Dois socos na real. Um por que eu estava engordado, e outro quando parei para refletir, e percebi que eu estava novamente indo por um lado que eu não achava mais legal. Fumando uns cigarrinhos quase todos os dias, bebendo red bull que nem água, cerveja toda semana, glúten e fritura como se fossem coisas boas para a saúde… ladeira abaixo again!

Os minutos que eu pensei foram o suficiente para eu achar aquela força de vontade que eu achei lá em Londres, na primeira vez.

E aí começou a melhor fase da minha vida! Desde o dia 1º de maio eu virei saudável real oficial, rata de academia e tudo que vem nesse pacote mara que é ser saudável!!!

 

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A foto da esquerda, foi batida no dia 23.04.17 com meu percentual de gordura em 30% e a da direita foi no dia 20.07.17, com percentual em 14%.

Parei de vez com os cigarrinhos de todos os dias, refrigerante nem por decreto, álcool muito raramente, glútem nem pensar… No meio disso, eu resolvi também entender como os alimentos agem no meu corpo, o que gera isso e aquilo…  Então estou sempre pesquisando, vendo documentários, comprando livros, testando receitas…. Esses dias, assistindo no Netflix o documentário chamado “What the health”, resolvi TENTAR parar de comer carne vermelha, porque entendi que não faz bem para a saúde – Ainda mais eu que fiz a dieta Dukan por meses.  Não sei se vou conseguir, mas eu quero tentar!

O mais legal de todas essas minha mudanças, não é meu corpo, que Jesus do céu, como mudou (queria ter coragem de postar uma foto do meu antes e depois), mas é ver que hoje quase todas as pessoas que me rodeiam estão se inspirando e sendo contaminadas pela minha nova energia e se redendo a esse universo maravilhoso que é ser saudável!

Todo mundo vem me perguntando como eu faço para manter meu “foco tão focado” e como farei em viagens. Ainda não saí do Brasil desde que comecei essa nova fase mas, já senti o que vem pela frente quando viajo para qualquer lugar aqui pertinho mesmo.

É difícil achar restaurantes em que o chef aceite mudar um pouquinho o prato, seja tirando a batada cozinha e colocando uma saladinha ou somente um peixe separado. Uma paradinha no posto para abastecer e não encontrar uma barrinha sem açúcar. Chegar no aeroporto e só achar pão de queijo, salgados, fast food… enfim, por aí vai.

Então, resolvi escrever desta vez para mostrar como estou me preparando para enfrenter as duas próximas trips, que serão para Porto de Galinhas e depois para dois países asiáticos, onde os temperos e comidas são totalmente diferente das nossas – onde as embalagens não são em inglês e nem em português, para que eu saiba exatamente o que estou comendo…. E serão 35 dias fora de casa e da minha rotina!

Será a primeira vez que eu vou viajar amando fazer exercícios todos os dias e amando só comer coisas naturais.

Confesso que eu estou bem nervosa e ansiosa. Estou tentando me programar desde já, e pensando em tudo que possa me ajudar, pois eu quero esse estilo de vida, para sempre. Seja em Porto Alegre ou na Síria. Tô naquela fase que eu penso mais em quais comidinhas levar do que minhas roupas.

Para mim, é mais fácil escrever dando dicas, então vou manter a linha dos meus últimos posts e vou escrever 5 coisas que eu estou fazendo para aproveitar as férias como elas merecem e tentar não sair da linha.

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1. Programação.

Nossas viagens sempre são planejadas e bem planilhadas também. Desta vez, o nosso excell ganhou uma nova aba – montei uma planilha com todos os dias da viagem. Lá, eu estou fazendo um levantamento do quê e qual quantidade vou precisar de cada coisa que eu não posso ficar sem.

Estou colocando alguns produtinhos que eu já consumo no meu dia a dia e que irão me facilitar muito durante os passeios. Assim, acabo também economizando uma graninha, continuo comendo certo e posso investir em outras coisas durante a viagem.

Abaixo, algumas opções que já estão na minha lista e que acredito serem super fáceis de levar na mochila:

  • Mix de nuts, chips de coco, bolachas sem glúten e açúcar, chocolate 85% cacau, snacks de banana e de batata doce;
  • Sachês de óleo de coco;
  • Sachês de whey protein de sabores diferentes;
  • Canela em pó e pimenta caiena;
  • Cápsulas de vitamina C, spirulina, açafrão, óleo de peixe, colágeno, própolis em gota, ômega 3 (Minha ideia aqui é organizar já em saquinhos por dia contendo a quantidade diária. Vou ver quanto espaço isso vai precisar e conto nos “stories” depois como ficou);
  • Barrinha de cereal e barrinhas proteicas.

Dá uma olhada no vídeo abaixo, que também está lá no nosso canal do youtube, a saga que foi eu escolhendo os produtos na Mundo Verde do Shopping Total.

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#DicaVaiparaoMundo: Despachando a mala não tem problema levar esses produtos. Se for mala pequena de levar na cabine, o limite é líquidos até 100ml cada, colocados depois num saquinho transparente.

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2. Onde ficar?

O lugar onde ficar é sempre mega importante. Para me ajudar, estamos reservados hotéis que tenham café da manhã já incluso, ou alugando apartamentos que tenham cozinha. Com essas duas opções, acredito que vai ser fácil eu me virar fazendo algumas marmitas e ter um café da manhã do jeito que eu estou acostumada, sem precisar abrir mão de tomar meu café preto, com óleo de coco e manteiga ghee todos os dias. Vou poder comer meu omelete com cúrcuma, já que tudo isso faz um bem danado para o meu intestino, além de me dar energia para acordar e segurar a minha fome até a próxima parada. Comprei um mixer portátil, bem fininho que cabe em qualquer cantinho na mala, para ter o meu café como costumo ter em casa.

Achar hotel com academia não é tão fácil como eu achei que seria. Então, montei um plano B, que conto logo abaixo na dica 4.

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3. O plano é caminhar, caminhar e beber água que nem camelo!

Aqui eu tenho sorte de novo! Minhas parceiras adoram optar por “walk tour”. Na verdade, era eu que sempre reclamava dessa opção. Apesar de ser bem mais divertido, barato, intimista, eu achava um saco ficar 2h caminhando para lá e cá. Mas, acho que desta vez eu vou amar! Já estou procurando nas cidades que vamos passar os mais indicados e fazendo as reservas! Também vamos aderir às bikes públicas.

Pelos meus cálculos, o que vamos caminhar nesses passeios, já será um baita cárdio. Vamos ver se vai funcionar!

Comprei uma garrafinha de água de 1litro especialmente para a viagem. Vou leva-la para cima e para baixo. Assim, saberei exatamente quantos litros tomei e não esqueço de me hidratar.

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4. Exercícios – como vou manter?

Como eu já disse, eu comecei a malhar em maio.  Nunca tinha gostado de academia, até por que eu sou mega desengonçada, sem ritmo e meus músculos não existiam. Juro, minha única tentativa de ser fitness, tinha sido quando comecei a correr em Londres e não durou nem 2 meses.

Eu quero muito manter uma rotina de exercícios na viagem, até por que eu peguei gosto pelo negócio, então eu pedi para o personal (que super indico, inclusive) montar um treino que eu consiga realizar em qualquer lugar, seja no quarto ou no pátio do hotel, na praia, na praça…

Estamos montando um treino de 1 hora que vai ser mais aeróbico eu acho, por ser mais fácil de fazer em qualquer lugar – quando tiver certinho, eu posso postar se quiserem – e também combinamos que nas últimas duas semanas só faremos os exercícios que estarão no plano, para que depois eu consiga fazer sozinha sem errar.

Para me ajudar, encontrei na VitaQuali uma corda que é super levinha e ainda conta os pulos, um elástico para fazer uma série de outros exercícios e outros acessórios ótimos!. Também estou levando um relógio que me ajuda a controlar as distâncias, tempo de exercício e calorias gastas.

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Kit para manter o ritmo de exercícios na viagem.

 

Uma dica que funciona muito para mim, e que tentarei manter especialmente durante a viagem, é fazer exercícios pela parte da manhã. Isso me ajuda a manter o foco durante o dia todo. Juro, acordo sendo saudável e quero continuar sendo saudável até dormir.

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5. Bom senso – estamos trabalhando desde já! hahaha!

Eu estou muito muito regrada nesse meu novo projeto de vida. Então, além de todas essas preparações, eu estou preparando meu psicológico também. Não quero estar lá, na praia que é considerada a mais linda do mundo, me culpando por que resolvi tomar um vinho vendo o pôr – do-sol.  Para isso, eu já estou preparando minha cabeça para não ficar a louca surtada da vida saúdavel que não vive. Quero conseguir chegar ao equilíbrio que tanto falam que existe. E vou conseguir!!

Estou fazendo uma pesquisa online sobre possíveis lugares saudáveis para que possamos ir jantar e que tenha opções para as meninas também!

Em Bali, ano passado, que eu não tinha todo esse foco, já as fiz rodarem a ilha comigo para ir em um quiosque que servia açaí, avocado e mais umas coisinhas maras, então imaginem como será esse ano, no mínimo engraçado eu diria!

Quero conhecer os temperos dos lugares que iremos, experimentar as comidas diferentes, só que talvez seja beliscando as das meninas do que pedindo um prato só para mim! E pelas pesquisas que já fiz, irei comer muitas frutas diferentes e saladas coloridas… Pensamento positivo sempre!

Tomara que não aconteça o mesmo que aconteceu na Tailândia quando eu resolvi experimentar uma saladinha! Olha o que aconteceu no vídeo abaixo:

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Tenho certeza que tudo que está nesse post, vai ser melhor ainda quando eu tiver executando todos esses planos. Eu escolhi esse estilo de vida para mim. Viajar é minha paixão, preciso fazer dessa primeira experiência juntando essas duas coisas super importantes para mim uma coisa bacana, do bem, legal e, principalmente, fácil!

Torçam por mim e acompanhem como será toda essa nova saga nas redes do Vai para o Mundo.

Conto com o apoio de vocês, do Santo do foco e da dieta e principalmente, comigo mesma!

Quem tiver dicas para me ajudar, manda ai!

Beijos,

Gabi Sarturi

 

Cozinhar viajando: nossa aula de culinária tailandesa em Bangkok

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Por Amanda Schenkel em Vai Para o Mundo

Para os amantes da gastronomia, seja ela “alta” ou “bem baixinha”, como um bom e velho cachorro-quente de esquina, por exemplo, viajar é, sem dúvida, uma excelente maneira de viver essa paixão.

Viajando você tem a oportunidade de conhecer restaurantes incríveis com novos sabores e temperos.

Aqui no #vaiparaomundo somos 3 amigas com gostos diferentes. Por exemplo: nem todas gostam de cozinhar, tem gente que ama cozinha saudável e tem quem seja apaixonada só por cozinha, seja ela qual for. Pois bem, mesmo com todas essas diferenças, existem programas que são obrigatórios em nossas viagens, como conhecer o mercado público local.

Passamos pelos mercados de todas as cidades que visitamos. Nesses locais, é possível compreender bastante sobre a cultura do lugar. E também sobre sua culinária. Alguns dos mercados que já fomos, no quesito gastronomia se destacam: Borough Market em Londres, onde se pode comer muito bem e barato; o mercado de especiarias de Istambul, onde se pode comprar todos os tipos de temperos e o Floating Market pertinho de Bangkok, onde se pode provar iguarias da culinária tailandesa preparadas de dentro de um barquinho…

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Borough Market em Londres

 

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Spice Market em Istambul

 

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Floating Marketing, perto de Bangkok

Curiosidade: no mesmo dia que conhecemos o Floating Market, fomos conhecer o Meaklong Railway Market, um mercado sobre trilhos que é no mínimo pitoresco. Um detalhe importante, a cada hora as pessoas correm pra recolher as barracas porque o trem passa literalmente no meio do mercado. É muito doido. Achamos tudo muito engraçado e diferente, mas não tivemos coragem de comprar nada e nem de comer nada por lá, porque é tudo meio sujo. Apesar disso, é um passeio muito bacana. Confere NESTE VÍDEO como é bizarro.

E por falar em Tailândia, em Bangkok tivemos uma das experiências gastronômicas mais bacanas entre todas as nossas viagens. Isso porque fizemos uma aula de culinária. Simmmmmm, nós passamos uma tarde aprendendo a cozinhar. Foi uma delícia.

Ficamos sabendo que havia essa aula e fomos pesquisar. São muitas as escolas que oferecem essa modalidade de curso para turistas em Bangkok. Escolhemos a Green Garden Cooking School e como não tínhamos muito tempo, optamos pelo curso somente no turno da tarde. Mas há ainda opções de dia inteiro e nesse caso, você vai junto com a professora ao mercado e ela ensina também a comprar os melhores ingredientes. Infelizmente perdemos isso. :(

O pessoal da escola te busca no hotel. No nosso caso, a Pon (dona da escola e também nossa professora) estava nos esperando com um tuk tuk e bananas verdes chips bem na porta do hotel. A experiência já começa aí, porque andar nesse transporte pelas ruas de Bangkok é uma aventura e tanto. Ah, e os chips de banana estavam deliciosos. Aliás, a Pon contribuiu muito para que essa coisa toda fosse ainda mais legal. Ela é extremamente simpática como todo bom tailandês e tem uma paciência pra ensinar como poucos.

A escola fica na casa da Pon e isso já te faz sentir em um clima caseiro. Eles te entregam uma apostila (um xerox mesmo) com as 4 receitas que serão feitas ao longo do curso. Foram 3 pratos salgados, entre eles o famoso Pad Thai, tradicional prato da cozinha tailandesa feito com macarrão de arroz, camarões, frango, tofu, amendoim, ovos e mais uma porção de ingredientes que garantem um sabor delicioso, além de 1 sobremesa surpreendente feita de arroz doce com manga e banana. Uma delícia!!!! Em Bangkok você pode encontrar Pad Thai em todas as esquinas, mas modéstia à parte, o nosso ficou incrível!!!

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Nossas “obras de arte” e o contato da escola

A gente mostra um pouco dessa experiência fantástica NESTE VÍDEO. Aproveita e se inscreve no nosso canal no Youtube. Iremos postar muitos vídeos de nossas aventuras lá!

Como eu disse antes, nosso curso durou meio turno e custou em torno de R$ 50,00. Você optar pelo dia inteiro e isso vai custar em média R$ 150,00. Cozinhamos, tomamos vinho e fomos muito felizes. Como tudo rolou na casa da Pon, o final do dia ainda nos reservou outra surpresa, a família dela foi chegando e quando vimos estávamos sentadas à mesa com eles, dividindo sua bebida, sua comida e um bom papo com ela e toda sua família. Foi muuuuuuito legal!!!

Essa experiência de cozinhar em um curso rápido, pode ser encontrada no mundo todo. Basta pesquisar um pouco e se jogar nessa aventura.

Dubrovnik: a capital dos sete reinos existe! E fica na linda Croácia.

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Você pode não conhecer a premiada série de TV Game of Thrones, muito menos quais são os sete reinos de Westeros. Mas com certeza também vai se encantar pela mágica cidade de Dubrovnik.

Patrimônio Mundial da Unesco desde 1979, a cidade conhecida como “Pérola do Adriático” já foi uma república autônoma chamada Ragusa, com importante atuação no comércio marítimo do Mediterrâneo, assim como Veneza, com quem rivalizava na época.

Mesmo passando por várias destruições, como nas disputas entre impérios, num terremoto em 1667 e no criminoso bombardeio durante a guerra civil de 1991, que culminou com a separação dos países que formavam a antiga Iugoslávia, Dubrovnik conseguiu conservar um patrimônio histórico e arquitetônico de uma beleza sem igual.

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Vista da Ulica Stradun – rua principal da Old Town

A “Old Town”, cercada pelas imponentes muralhas construídas a partir do século X na beira do azul brilhante do mar Adriático, é uma cidade medieval formada por ruas e casas de pedra, que abriga dezenas de restaurantes, bares, lojas, igrejas e museus. Ali dentro, você se sente em outra época. Não é à toa que a cidade é cenário de filmes como Robin Hood, Star Wars, e, claro, é o local onde foram gravadas grande parte das cenas de Game of Thrones.

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O porto de Dubrovnik

De tantas coisas que nos encantaram em Dubronvnik, vamos deixar algumas dicas sobre as que achamos imperdíveis.

#1. Se hospede dentro da Old Town

A cidade de Dubrovnik se estende além das muralhas. No entanto, o melhor para estar perto das atrações e sentir o clima medieval caminhando pelas ruas e escadas estreitas, é ficar dentro da Old Town. Melhor ainda é poder curtir o clima agradável dos barzinhos e restaurantes no fim de tarde e início de noite, quando a maior parte dos turistas que lotam a cidade durante o dia já partiu nos cruzeiros.

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O mais comum em Dubrovnik é alugar apartamentos em vez de hotéis ou hostels. Você vê plaquinhas de “apartments” por todas as portas. Apesar das construções antigas, os apartamentos são na maioria modernos internamente, bem equipados e com ar condicionado (o que é imprescindível, pois faz muito calor no verão na Croácia; chegamos a pegar mais de 35ºC em junho).

O único problema que sentimos foi a questão da água quente. A maioria dos apartamentos têm aquecedores de água de armazenamento (e não de passagem, como é mais comum no Brasil), e o volume de água aquecida é pequeno. Imagina quatro mulheres tomando banho na sequência? Até percebermos o problema e montarmos o esquema, a última da fila ficou com banho frio.

Nosso apartamento era uma espécie de duplex, com um sótão gracinha, de onde se tinha uma linda vista dos telhados de Dubrovnik. Super bem localizado, perto de restaurantes, mercado, etc, ainda era exatamente em cima da principal loja de souvernirs de Game of Thrones, onde o boneco do Tyrion Lannister nos esperava todo final de dia ao lado do trono de ferro. Quer melhor que isso para uma fã da série?? :)

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Nosso anfitrião Tyrion

Quem quiser cotar nosso duplex em “Kingsland”, este é o LINK. Valeu super a pena.

#2 Descubra bares e baladas escondidos na noite da Old Town

Quando anoitece, Dubrovnik parece ficar ainda mais linda. Se você estiver andando na Ulica Stradun, a rua principal, vindo da entrada da Old Town em direção à praça central, entre em qualquer uma das ruelas à esquerda. Durante o dia, a maioria delas são escadarias com lanchonetes ou mercados. À noite, vários pubs e barzinhos com música surgem do nada e lotam de gente tomando uma cerveja e fazendo o aquece para a noitada.

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Em busca da balada perdida

Mas não pense que a noite de Dubrovnik fica apenas nos pubs. A balada na Croácia começa bem tarde. E num determinado momento, já bem depois da meia noite, os bares esvaziam (ou a polícia educadamente vai passando e pedindo que sejam fechados) e a galera vai para os clubs.

Conhecemos um dos mais “badalados”, o Culture Club Revelin. Localizado dentro de um forte do século XV, o club embala turistas e croatas ao som de muita música eletrônica, performances de dançarinos e bartenders até o amanhecer. Pra quem quiser dar um tempo do ritmo frenético da balada, o terraço do club tem uma bela vista do mar.

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Performance no Revelin

#3. Faça o walking tour Game Of Thrones

Não, não pule esta dica, mesmo se você nunca ouviu falar na série, e acha que Jon Snow é apenas algum João que gosta de esquiar.

Como grande parte das cidades europeias, o walking tour é uma ótima maneira de conhecer a história da cidade de uma maneira mais próxima. E no caso de Dubrovnik, você tem a opção de conhecer a história da cidade e – de quebra – as locações onde foram filmadas inúmeras cenas de Game of Thrones.

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Cenas de Game of Thrones

A cidade já incorporou a série como uma atração turística. Por onde se anda, souvernirs de “GOT” estão presentes, e até bonecos dos personagens em tamanho real você encontra. Algumas locações, como a escadaria onde Cersei Lannister fez sua famosa “Walk of Shame”, é quase como a Fontana de Trevi, de tanta gente tirando fotos. Na próxima dica ensinamos como escapar desse mar de gente para tirar aquela fotinho. 😉

Mas o bom do tour é que o guia vai mostrando detalhes da história da cidade, e a relação das gravações com a população da local também. Uma curiosidade é que, quando há gravações (de outros filmes também, como Star Wars ou Robin Wood), a cidade fica fechada aos turistas, portanto acontece quase sempre no inverno. O que poderia ser um prejuízo para os comerciantes, acaba sendo um benefício, pois além dos estúdios pagarem, os empregados acabam tendo férias, que são raras em cidades turísitcas.

Um dos pontos altos do tour é a visita ao Forte Saint Lawrence, que foi palco de várias cenas da série, e de onde se tem as vistas mais bonitas da Old Town. Realmente de perder o fôlego.

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Fort St Lawrence

Nosso tour acaba na loja que tem o trono de ferro, para a galera tirar a foto. O que curiosamente era aquela embaixo do nosso apartamento! :))

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Rainha dos sete reinos… só que não!

A única coisa que fica faltando no tour, para os fãs da série, é uma visita á Ilha de Lokrum onde foram gravadas cenas da cidade fictícia de Qarth, no lendário Mar de Jade, visitada por Daenerys Targaryen. Mas você pode pegar um barco no porto da Old Towm e chegar lá em 10 minutinhos. Tem saídas de hora e hora. Infelizmente não deu tempo de fazermos este passeio, mas quem já foi diz ser muito bonito. Mais um motivo para voltar a Dubrovnik.

Fizemos o tour com a Dublovnik Walking Tours. O passeio custou 150 kunas + a entrada no forte (que você paga lá mesmo). No SITE tem 5% de desconto e outras opções de tours para quem não é fã da série.

#4 Tire fotos de madrugada na famosa escadaria da “Walk of Shame”

Uma das cenas mais emblemáticas de Game of Thrones é a famosa “Walk of Shame”, ou caminhada da vergonha, vivida pela Cersei Lannister (não entrarei em detalhes aqui em respeito aos que ainda não assistiram :) ).

Obviamente, todos os dias milhares de pessoas se aglomeram nos degraus famosos, e tirar uma foto legal é quase impossível.

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Ela de dia…

Mas se você seguiu nossa primeira dica e está hospedado na Old Town, já leva vantagem: você está perto do local dia e noite. Então siga a dica 2: aproveite os pubs. E quando estiver na hora de ir pra casa, ou quando você notar que a cidade está ficando vazia… Corra pra escadaria!

Se ainda tiver um ou dois desavisados por ali, peça licença e se esbalde fazendo todas as fotos que quiser. A iluminação da cidade ajuda, e você vai poder voltar pra casa com sua recordação perfeita!

Importante (spoiler alert!!): não recomendamos imitar a cena, pois você poderá ser preso por atentado ao pudor. A população de Dubrovnik é bem conservadora.

:)

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O cenário todinho pra nós

#5. Caminhe pelas muralhas durante o por-do-sol

As muralhas que cercam a Old Town são uma atração à parte. Têm até 25 metros de altura em alguns pontos, e caminhar sobre elas, dando a volta completa de cerca de 2 km é simplesmente imperdível.

Você terá vistas incríveis do mar Adriático e das casas de pedra enquanto caminha por torres e fortes. E durante o por-do-sol, estas imagens ficam ainda mais maravilhosas. Só cuide o horário de fechamento. Na alta temporada (a partir de 1º de junho) o acesso fecha às 7:30 pm. O por-do-sol acontece entre 8 e 8:30 pm. Então o ideal é começar o passeio lá pelas 6 pm para dar tempo de percorrer com calma toda a volta e tirar as milhares de fotos que com certeza você vai querer

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O ingresso para as muralhas cura 100 kunas. Mas se você vai visitar outros museus e atrações da cidade, vale a pena comprar o Dubrovnik Card , que tem opções de 1, 3 e 7 dias, que incluir entradas grátis e descontos em vários lugares, além de acesso ao transporte público municipal.

Das atrações do cartão, recomendamos visitar o Mosteiro e Museu Franciscano e o Museu Historico Cultural. A entrada com o Dubrovnik Card é gratuita. Infelizmente o Card não dá desconto no Cable Car para o Mount Srdj, que é outro passeio bem legal.

#6. Converse com os croatas

Ficamos encantadas com a atenção e o cuidado dos croatas ao receber e atender as pessoas. Todos com quem conversamos têm orgulho de falar da história da cidade e do país. Dubrovnik foi nossa primeira parada, mas pudemos constatar o mesmo nos destinos seguintes.

A Croácia é um destino relativamente novo, mas com certeza a sua beleza natural, sua história, a boa estrutura, e a hospitalidade do seu povo deixam aquele gostinho de quero mais. E há muito mais a conhecer. Acompanhe nos próximos posts as maravilhas de Split, Hvar e Plitvice.

Zgobom!

 

Alemanha: destino de viagem que dá pra voltar e voltar e voltar…

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Hoje temos mais uma participação especialíssima no blog. A Chai é uma amigona nossa que encontrou no amor da vida dela – o Augusto – um baita parceiro e apaixonado por viagens como ela. Juntos, eles contam suas aventuras no blog Viajar é Demais (confere lá que é show!). Uma delas, foi uma super viagem pela Alemanha, da qual a Chai reuniu as melhores dicas para compartilhar aqui com a gente. Puxa o caneco de cerveja e aproveita!

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Na primeira vez que pensei na Alemanha como um destino de viagem viável de acontecer, meu coraçãozin chegou a parar e voltar a bater nos segundos seguintes de forma acelerada! Não apenas por conta da descendência germânica de família e da região do RS onde nasci e cresci – a divisa entre os municípios de São Leopoldo e Novo Hamburgo  ( o famoso “feitoria-lomba grande), mas também por todas as opções que o país oferece em termos de turismo. Paisagens fascinantes, comida gostosa, passado histórico instigante e claro, cerveja boa!

Pois bem, passagens compradas e um universo de possibilidades se descortinou! Ufa! Tem que fazer esse roteiro de 13 dias render, pensei eu! Mas o marido também pensou e já estava super empolgado com o computador com mil abas abertas no navegador em mapas, dicas em blogs e sites de viagem. Aí foi montar a planilha com o cronograma e passar algumas [muitas] noites juntos pesquisando e decidindo em quais cidades íamos passar mais tempo, que outras iríamos fazer bate e volta (#dica), quais as melhores rotas e opções de deslocamento e quais passeios imperdíveis. Ah! E quais cervejas e restaurantes com comidas típicas eram daqueles que não se pode deixar de experimentar.

Pra ajudar quem está pensando na Alemanha como destino e facilitar a organização, vou dar dicas e contar um pouco de cada cidade que visitamos nesses 13 dias de roteiro pela Alemanha.

Primeiro é importante dizer que escolhemos fazer nossa rota pelo sul da Alemanha, partindo de Frankfurt (que é o maior e principal aeroporto de operação de vôos internacionais do país). A época do ano é outra informação importante, já que viajamos final de novembro e início de dezembro, um período onde já é frio e os dias são mais curtos. Mas em contra-partida, as decorações e o clima natalino deixa o visual espetacular, especialmente nos Mercados de Natal que são tradição em todas as cidades.

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#1: Frankfurt – 3 noites

Em Frankfurt tem muita coisa pra se fazer, independentemente do perfil do viajante. Desde museus e pontos turísticos históricos, até parques e passeios pela margem do rio ou mesmo de barco. Isso claro, sem falar das opções gastronômicas e de compras disponíveis para todos os bolsos. A Alemanha é um dos países europeus com melhor custo-benefício para viajantes, ou seja, o custo de hospedagem, alimentação e passeios são bem mais em conta do que em outros destinos da Europa. A lista de dicas de programas imperdíveis em Frankfurt é extensa mas eu destaco aqui pelo menos um de cada segmento:

Pontos turísticos: a DOM – Catedral de Frankfurt que fica na região central e a Euro Tower, com o famoso monumento do símbolo do Euro onde dá pra tirar a foto clássica.

Museu: a dica aqui é o Deutsches FilmMuseum, muito interessante pra quem se gosta de história do cinema de maneira geral

Gastronomia: a primeira dica é o Atschel, restaurante com comida típica, tradicional, top 10 em avaliações de clientes, frequentado por locais e com preços na média. Há também o Zu den 12 Apostoln, da mesma linha, com comida típica, bom ambiente, sem pegadinhas para turistas.

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Símbolo do Euro em frente a Euro Tower e a DOM Frankfurt – Catedral de Frankfurt

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#2 Heidelberg – um dia de bate e volta partindo de Frankfurt

Em nossa estadia por Frankfurt separamos um dia para um bate e volta até alguma cidade próxima, e nossas pesquisas nos levaram a escolher Heidelberg, a primeira cidade universitária da Alemanha. Heidelberg fica a cerca de 90km de Frankfurt, uma distância bem tranquila para um passeio de 1 dia.

Optamos por fazer de ônibus leito esse trajeto de ida e volta. O que foi uma ótima escolha, pois o transporte rodoviário da Alemanha é excelente também. Chegando na estação de Heidelberg, fizemos o caminho até a cidade antiga (histórica) à pé, curtindo o trajeto e parando para beber um cappuccino em uma padaria de bairro.

A dica é caminhar com calma, aproveitando cada momento, cada fachada histórica, cada lojinha, cada ruazinha que corta a principal (e que você vai querer entrar e se perder, tenho certeza).
Mas além de se perder pelas ruazinhas e lojinhas, tem mais dicas de destaque em Heidelberg.

Pontos turísticos: O funicular de Heidelberg é o mais antigo e também o mais moderno de toda a Alemanha, sendo talvez “o” grande passeio turístico da cidade. O trajeto do Heidelberger Bergbahnen possui ao todo três paradas possíveis: Schloss Heidelberg (o castelo, com visitação incluida), Molkenkur e a KönigStuhl. As duas últimas são basicamente mirantes para a vista (incrível) da cidade de Heidelberg. Vale super a pena fazer esse passeio, que pode ser feito tranquilamente até a segunda parada apenas: sai mais em conta e leva menos tempo, sem prejuízo.

Gastronomia: capuccino quentinho na Casa Del Caffè e almoço ou jantar no Vetter’s Alt que, além de restaurante, é também uma cervejaria \o/ num um ambiente legal, com decoração típica e imensos barris de cerveja.

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Heidelberger Bergbahnen, com a vista da segunda parada, a Molkenkur

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Schloss Heidelberg

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#3 Nuremberg – 4 noites

Nosso roteiro por Nuremberg consistiu em um total de cinco dias: o dia de chegada, vindo de Frankfurt (que só começou pra valer a partir das 12:30); o dia de saída às 10h da manhã para Munique; dois dias “full-time” por Nuremberg e um dia de bate e volta para Bamberg.

Arrisco a dizer que essa foi a cidade mais encantadora da viagem, talvez por ser grande, mas aconchegante como uma cidade “pequena”. Ou ainda porque estávamos no meio da viagem, já adaptados com o ritmo e até mesmo um pouco da cultura alemã.

Nuremberg é uma cidade incrível para quem aprecia a arquitetura de cidades medievais. Apesar de ter sido quase que totalmente destruída na 2ª Guerra Mundial, o trabalho de reconstrução por toda a cidade é primoroso, e por alguns momentos você se sente mesmo em uma aldeia de outros tempos

Mas vamos partir logo para os destaques entre tantas dicas de programas imperdíveis em Nuremberg:

Pontos turísticos: O centro histórico de Nuremberg, no entorno da Hauptmarkt, incluindo a belíssima Frauenkirche Nürnberg (Igreja de Nossa Senhora), de estilo gótico, com visitação gratuita. E claro, caminhar pelas pontes que cortam o rio Pegnitz e suas margens.  Ponte e visual lindíssimos, daquele tipo de lugar que pra onde você aponta a câmera, a foto sai incrível.

Castelos: Kaiserburg – Castelo Imperial, no qual a visita consiste em três partes: 1) Interior do castelo e seu vasto acervo ; 2) Subida a Sinwellturm, (a torre do castelo); 3) Fonte “Tiefe Brunnen”, onde fica o poço do castelo. Os jardins do castelo não estavam abertos na época que fomos, mas no verão podem ser visitados.  

Museu: O super Germanisches Museum, no qual nos surpreendemos com o tamanho do acervo. O museu é simplesmente GIGANTE. Daria pra se perder por horas e horas ali dentro, em cada uma das alas que vão desde arte rupestre a pinturas e esculturas de nomes como Renoir e Rembrandt. E também o Spielzelgmuseum, ou Museu do Brinquedo. O destaque acaba sendo sempre para os brinquedos da época do Nazismo, que estampam soldadinhos com a suástica, aviões, tanques e todo tipo de referência a esse período tenebroso da história alemã. Dá pra visitar tudo em cerca de 30/40 minutos.

Gastronomia: com certeza o restaurante Zum Gulden Stern, que funciona em uma casa do ano de 1419. Só esse fato já é motivo – quase um compromisso histórico – pra visitar o local. Neste restaurante também são servidas as famosas salsichas de Nuremberg, uma iguaria que não se pode deixar de experimentar, pois é um estilo de lá que é exportado pro mundo todo.

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Spielzelgmuseum, o Museu do Brinquedo

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Vista e Sinwellturm, a torre do Kaiserburg – Castelo Imperial

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As pontes que cortam o rio Pegnitz

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#4 Bamberg – um dia de bate e volta partindo de Frankfurt

As duas razões principais para escolher Bamberg para um bate e volta foram a distância, já que a cidade ficava a 50 minutos de trem de Nuremberg; e também a cerveja, claro! Bamberg é a cidade da região da francônia na Baviera que tem a maior tradição e cultura cervejeira, totalizando mais de 300 cervejarias. O estilo mais famoso de lá é a Rauchbier, um tipo de cerveja produzida a partir de malte defumado, caracterizando um sabor parecido com o de carne defumada. Sim! Você leu certinho! É gosto de carne defumada. Mas é incrivelmente boa. Pronto! Só isso já é suficiente para escolher esse passeio, não acha? E tem ainda as belezas naturais e arquitetônicas da cidade, além dos restaurantes e cafés! Só amor essa Bamberg! Mas vamos aos destaques entre todas as dicas do que é imperdível nesta cidade linda!

Pontos turísticos: A Ponte Kettenbrücke, que é a ponte dos cadeados do amor de Bamberg, a Altes Rathaus, a antiga e lindíssima Prefeitura que fica sobre uma ponte e o Kloster Michaelsberg, o Monastério de São Michel, onde lá do alto se tem uma vista maravilhosa da cidade!

Gastronomia: um cappuccino com torta na confeitaria Alfred Seel BäckereiKonditorei e o almoço no restaurante Kachelofen, com comida excelente e cerveja maravilhosa.

Cervejarias: nossos destaques entre as cervejarias são um pint da Rauchbier da Schlenkerla, die historische Rauchbierbrauerei e outro pint lá na cervejaria Fässla. Ambas servem comidas maravilhosas, o que garante um belo almoço ou jantar se você quiser juntar as coisas :D.

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Ponte Kettenbrücke

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Prefeitura antiga de Bamberg, sobre a ponte

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Kloster São Michel

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#5 Munique – 5 noites

Munique é sem dúvidas um dos principais destinos turísticos da Alemanha. Tanto é que decidimos dedicar vários dias (e noites) à capital da Baviera para dar conta de conhecer e viver a cidade, tanto quanto fosse possível. Cidade grande e cosmopolita, Munique tem espaço para todo perfil de turista. Dos mais focados em Museus e atrações culturais como teatro e ópera, aos mais mochileiros e andarilhos, com parques lindíssimos enormes onde até surfar (sim!) é possível! E tem, é claro, os cervejeiros de plantão que vão à Munique para a Oktoberfest, a original.

Pontos turísticos: a principal praça, a Marienplatz, cercada por construções espetaculares como a Neues Rathaus (Nova Prefeitura), a Altes Rathaus (Antiga Prefeitura) e a Peterskirche (Igreja de São Pedro), além de muitas lojas. Não deixe de conferir e admirar às 11h ou às 17h, o espetáculo Glockenspiel im Neuen Rathaus. É como se o prédio se transformasse em um gigantesco relógio cuco, no qual 43 sinos e 32 figuras em tamanho natural que, ao longo de cerca de 13 minutos no total dão vida à histórias antigas da Alemanha. Ainda tem o Englischer Garten (English Garden, ou Jardim Inglês), o maior parque urbano de Munique (tem cerca de 4,17 km) que tem o Eisbach, um rio artificial que em alguns trechos é tão caudaloso que se tornou point para… surfistas!

Compras: não se pode deixar de percorrer as ruas do centro e conferir os famosos relógios cucos e enfeites decorativos típicos na MaxKrug, ou aproveitar as ofertas das loja de departamento como a Galeria Kaufhof. Tem ainda Viktualienmarkt, o maior mercado de alimentos a céu aberto de Munique. Sua origem vem dos mercados de fazendeiros e produtores agrícolas locais.

Gastronomia: o Gaststätte “Zum Brünnstein” com comida típica e boa avaliação no TripAdvisor e o imperdível famoso restaurante Haxnbauer, que tem o tradicional joelho de porco assado no espeto.  

Cervejarias: a cervejaria Hofbräuhaus onde também é possível comer petiscos e pratos deliciosos.

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Altes Rathaus (Antiga Prefeitura) na Marienplatz

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Experimentando delícias no Viktualienmarkt

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Haxnbauer, que tem o tradicional joelho de porco assado no espeto

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Ufa! São tantas coisas imperdíveis quando o destino é a Alemanha que fica muito difícil selecionar dicas. Aliás, se quiser saber mais detalhes dos roteiros de cada cidade e outras curiosidades germânicas, segue a gente no Insta pelo @viajaredemais e dá uma olhada no 13 dias de roteiro pela Alemanha. Mas já digo uma coisa: pra saber tudo mesmo, o único jeito é viajando <3. E não uma, mas várias vezes porque voltar e voltar para esta terra cheia de encantos é uma delícia!

E aí, curtiu as dicas? Ajudou no planejamento da sua viagem? Conta pra gente!

 

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CHAIANE THIESEN BITELO

Uma gaúcha que decidiu voar para viver o grande amor no Rio de Janeiro e de lá para o mundo, por onde bons ventos a levarem (ou promoções e milhas aéreas), sempre na melhor companhia:  seu carioca Augusto <3.  Se quiser acompanhar os registros de viagem da Chai e do Guto, segue lá no @viajaredemais.

 

ISTAMBUL: a cidade que respira história entre dois continentes – Parte 1

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

Uma das minhas grandes paixões é história, especialmente história antiga e medieval. Por isso, quando penso no próximo destino de uma viagem, meus olhos brilham ao me imaginar em algum lugar com cultura e história diferentes. Sou daquelas que compra guias e que estuda a história de cada pedacinho da cidade antes de ir. Saber o que aconteceu ali, e como se formaram aquele povo e seus costumes me encanta.

Por isso Istambul, e a Turquia toda, sempre me atraíram. Só de pensar em estar naquela cidade, a antiga Constantinopla, que já foi praticamente a “capital do mundo”, ficava ansiosíssima.

Saber que uma decisão do povo que a dominava (de fechar a rota comercial para a Ásia), fez com que os países europeus desenvolvessem as navegações e, consequentemente, “descobrissem” a América, é sensacional! Eu PRE-CI-SA-VA conhecer esse lugar. E que bom que a Gabi e a Amanda também sentiam essa mesma vontade. :)

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Vamos dar aqui algumas dicas de experiências e lugares incríveis para visitar na hoje moderna e dinâmica Istambul. Mas, para você entender porque essa cidade é tão diferente, uma verdadeira mistura étnica e cultural, e aproveitar melhor cada lugar, é preciso entender um pouquinho da sua história. Em cada fase desta história, novos palácios, mesquitas, igrejas, e muito mais, surgem para encantar!

Mas como Istambul é um lugar que não dá para aproveitar em pouco tempo, também não caberia em um post apenas. Por isso, vamos dividir as dicas em duas partes, assim como foi a história da cidade.

Vamos lá…

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A ORIGEM

Antes de ser “oficialmente fundada” como Constantinopla, Istambul foi uma importante cidade-estado grega, conhecida como Bizâncio (devido ao colonizador grego Bizas, que liderou a expedição que deu início ao povoado em 667 a.C.). Conquistada pelo Império Romano, em 64 a.C., foi devastada pelos próprios romanos em 195 a.C. na disputa entre rivais pelo trono imperial.

Em 324 d.C., Constantino torna-se o único governante do Império Romano e muda a capital do império de Roma para Bizâncio, que apesar de ser oficialmente batizada como “Nova Roma”, ficou popularmente conhecida como Constantinopla.

Após a morte de Constantino, em 337, o Império Romano passou por um processo de divisão, unificação e divisão novamente. Na época de Justiniano o Império chegou a ser reunificado e posteriormente se separou definitivamente.

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CONSTANTINOPLA – Capital do Império Romano do Oriente

Após a separação dos impérios, Constantinopla passou a ser conhecida como capital do Império Romano do oriente, chamado então de Império Bizantino, devido às origens de sua capital. Por quase mil anos, foi a cidade mais rica do mundo cristão. Entre diversos palácios e igrejas, a cidade irradiava poder através de seus três grandes “marcos”: o Hipódromo, que comportava até 100 mil pessoas e hoje é um jardim público; o Grande Palácio (grandioso complexo de prédios sem igual na Europa, dos quais hoje restam apenas ruínas da muralha do Palácio Bucoleone, de frente para o mar); e, finalmente, a nossa primeira #DicaVaiparaoMundo, a Basílica de Santa Sofia.

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BASÍLICA DE SANTA SOFIA: também conhecida como Ayasofya, ou Igreja da Sabedoria Sagrada, com mais de 1.400 anos, é uma das maiores realizações arquitetônicas do mundo. Construída sobre duas igrejas, seu interior foi projetado para ser um reflexo do céu na terra, devido a sua imensa amplitude com o domo que atinge 55 metros.

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Foto: site Ayasofya

No século XV, os otomanos a transformaram em mesquita, incluindo minaretes, túmulos, fontes, além de símbolos mulçumanos junto aos mosaicos cristãos. Desde 1935, a Santa Sofia é um museu que, além da sua própria arquitetura (que já é em si uma obra de arte) abriga mosaicos figurativos bizantinos no século IX entre outros exemplos de tesouros e relíquias históricas.

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A visitação pode ser feita todos os dias das 9h às 17h (se estendendo até às 19h no verão) e custa 40 liras turcas. Vale a pena conhecer e ver no mesmo lugar a fé cristã e muçulmana convivendo lado a lado.

Mais informações sobre as visitas clique aqui.

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Outra obra sensacional do período bizantino e que também é outra #DicaVaiparaoMundo é a:

CISTERNA DA BASÍLICA: é incrível pensar que no ano de 532 a engenharia projetava e construía uma imensa cisterna subterrânea, para atender à necessidade de crescimento do Grande Palácio. Localizada ao lado da Santa Sofia e da Mesquita Azul, este reservatório cavernoso tinha originalmente uma área de 9.800 m² (hoje apenas dois terços são visíveis) e comportava 100 milhões de litros de água, que vinham da floresta Belgrado, 20 km ao norte de Istambul, através do Arqueduto de Valens. Sua cobertura é sustentada por 336 colunas com mais de 8 metros de altura.

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Você pode caminhar pelas passarelas, entre as colunas, ao som de música erudita e água gotejando. Não deixe de procurar a coluna com a cara da medusa entalhada. A visitação é feita das 9h às 17:30. Clique aqui para mais informações.

ALERTA! Na entrada você ficará tentado a tirar aquelas fotos com roupas típicas turcas…. nós tiramos, mas não achamos que valeu a pena. E ninguém viu aquela foto. Proibida! :)
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Já ficou com vontade de estar passeando por lá?? Então espera só pra ver quanta coisa legal ainda tem pra ver no segundo post… Vem com a gente conhecer a Istambul após a conquista dos otomanos e até os dias de hoje. Leia a Parte 2.

ISTAMBUL: a cidade que respira história entre dois continentes – Parte 2

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Por Gabriela Brunelli em Vai Para o Mundo

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A CONQUISTA DE CONSTANTINOPLA – O Império Otomano

O ano de 1453 marca o início da época dos sultões em Istambul, quando Mehmet 2º ocupa a cidade após um cerco de 54 dias. A partir da conquista muçulmana, gente de todo o Império Otomano se mudou para a cidade, onde conviviam com judeus e cristãos em uma sociedade cosmopolita. Baita exemplo para o mundo atual!

Nos anos seguintes foram construídos mais três lugares imperdíveis para quem visita Istambul. Anota aí mais esta #DicaVaiparaoMundo:

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MESQUITA AZUL: O nome desta que é uma das mais famosas mesquitas do mundo, vem dos azulejos feitos pelos artesões da cidade de Iznik, predominantemente azuis, que decoram o seu interior. O projeto, que foi muito criticado na época, por ter seis minaretes (característica que se dizia tentativa de competir com Meca), levou oito anos para ser concluído.

Sem dúvida, impossível deixar Istambul sem visitar a Mesquita Azul. Prepare-se para longas filas, mas não se assuste, pois elas andam rápido. Se quiser evitar, chegue bem cedo. A visitação é feita das 8h30 às 12h e das 13h45 às 16h30. Só não é permitido visitar nos 6 horários de reza diários.

Curiosidade: os horários de reza muçulmanos são definidos pela posição solar, então variam de acordo com a época do ano em determinada cidade. Para saber quais os horários das rezas em qualquer cidade do mundo, use este site.

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Também não se pode entrar numa mesquita vestido de qualquer jeito. O calor em Istambul no verão é bem forte, e provavelmente você estará de bermuda ou regata. Mas não se preocupe, pois na entrada eles oferecem o “kit completo” para as mulheres cobrirem ombros, pernas e cabeça, e para os homens cobrirem ombros e pernas. Foi uma experiência interessante estar vestida como uma muçulmana. Também é preciso tirar os sapatos para entrar, por isso na entrada também há sacos plásticos para isso.

Com certeza tudo isso vai valer a pena. A Mesquita Azul é realmente esplendorosa e transmite uma paz impressionante.

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GRANDE BAZAR: eis o paraíso para quem gosta comprar e, especialmente, de pechinchar! A tradição do comércio turco diz que devemos sempre negociar. Eu confesso que morro de vergonha, mas a Amanda é nossa especialista no assunto e sempre me salva!

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Fundado por Mehmet 2º logo após a conquista otomana da cidade, o Grande Bazar é um labirinto de ruas cobertas por abóbadas, onde milhares de barraquinhas e vendedores literalmente te “atacam”. De temperos a camisetas de times, passando por luminárias lindas, tapetes, joias caríssimas ou aquelas lembrancinhas que a gente adora, você vai encontrar de tudo lá. Mas prepare-se para ter tempo e paciência… o lugar é realmente grande, lotado, e barulhento. No final da maratona, experimente um dos coloridos doces turcos e relaxe num dos cafés. Vai vale a pena.

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PALÁCIO TOPKAPI: Construído logo após a tomada de Constantinopla em uma ampla área costeando o Bósforo, o Topkapi junta diversos salões, jardins, pavilhões e pátios que abrigaram sultões durantes vários séculos.

Apesar de ser um lugar lindo, com um acervo impressionante, achamos a visita um pouco cansativa e confusa. É difícil de encontrar os locais onde estão as exposições mais interessantes, como as joias (onde fica o incrível diamante de 86 quilates), a armadura de diamantes de Mustafá III, ou até mesmo o Harém, a área onde residiam as mulheres, concubinas e filhos do sultão. Se for no verão, chegue cedo para não enfrentar muito calor.

O horário de visita começa às 9h e vai até às 16h45 no inverno e 18h45 no verão. O ingresso custa 40 liras turcas e para o Harém mais 25 liras turcas.

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A ISTAMBUL MODERNA

A história moderna da Turquia destaca a figura do militar Mustafa Kemal Pasa, que virou político e ficou conhecido como Atatürk, ou “pai dos turcos”. Ele comandou uma reforma política e social que acabou com o sultanato, em 1922, e criou a república laica no ano seguinte. Durante as reformas, o alfabeto árabe foi substituído pelo romano, as mulheres ganharam mais direitos políticos e sociais, e a capital do país foi transferida para Ancara (no lado asiático do país).

Istambul se modernizou e se preparou para receber milhares de turistas, que todos os anos se encantam com a mistura de culturas e costumes que a transformam numa cidade única no mundo, onde o moderno convive com a tradição diariamente.

E uma dessas tradições é uma das nossas #DicaVaiparaoMundo mais especiais:

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BANHO TURCO: uma das experiências mais legais que tivemos na Turquia foi o banho turco, ou hamam. Pra quem está naquela pegada de turista, caminhando horrores, o dia todo, não tem coisa melhor. Pode ter certeza que você nunca se sentiu tão limpo como vai se sentir depois de sair de lá.

Há diversas opções de banhos em Istambul, dos mais caros, em hotéis de luxo, passando pelos mais tradicionais e turísticos, aos mais simples, usados pelos locais.  Nós optamos por conhecer um que fosse bem local, para experimentar o que um cidadão de Istambul frequenta.

A maioria dos banhos possui entradas separadas para homens e mulheres. No camekan (hall de entrada), o visitante troca de roupa, recebendo uma toalha e chinelos. Depois você passa pelo sogukluk, que é uma passagem que leva ao salão principal, chamado hararet. Esse salão é normalmente todo de mármore, com o teto em cúpula e com “buraquinhos”que iluminam o local. Nosso banho começou com uma sauna, depois voltamos ao hararet, onde mulheres nos esfregaram com uma luva áspera ensaboada (chamada kese) e em seguida nos lavaram. Nós compramos o pacote com massagem, que recebemos em seguida. Após esse momento relax, nova ensaboada, lavada e um descanso em uma piscina.

Despois de tudo isso, a gente sai quase dormindo de tão relaxada. Vale o investimento com certeza! Como obviamente não dá para levar celular, as fotos abaixo são de divulgação dos Cagaloglu (um dos mais antigos).

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E depois de todos esses passeios e o banho relaxante, para terminar um dia sensacional em Istambul, nada como um jantar admirando o pôr-do-sol.  Então vá direto para nossa última #DicaVaiparaoMundo:

NOSTRA CASA CAFÉ & RESTAURANT: este lugar foi um verdadeiro achado! Bem perto da Mesquita Azul, e dos demais principais pontos turísticos, ao procurar um lugar para jantar, encontramos este simpático restaurante. Não se assuste com a entrada, pois ela não faz jus ao resto. Suba até o terraço e aí começa a experiência. Curtindo uma decoração muito legal, a simpatia do seu Turgay (o chef e proprietário) e sua família, e uma vista inacreditável, você vai apreciar pratos deliciosos, tomar um vinho geladinho, enquanto admira a bela Istambul acendendo as luzes no entardecer. Com certeza um momento daqueles para ficar pra sempre na memória. Para encontrar este pequeno paraíso, entre aqui no site.

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Bizâncio, Nova Roma, Constantinopla, Istambul… Não importa que nome esta cidade teve ou terá, sempre será uma mistura de culturas, de tradições, e de experiências inesquecíveis para todos que passarem pelas suas ruas europeias ou asiáticas.

Até a próxima…

Gabi Brunelli

 

Fontes: Guia Visual Folha de São Paulo, História da Arte – Graça Proença – Editora Ática, historiacomgosto.blogspot.com.br, blogrumo.com.br, viagemeturismo.abril.com.br, drieverywhere.net, www.imagensviagens.com,  wikipedia, e nossos vários folhetos dos dias maravilhosos que passamos em Istambul.

BALI: O lugar mais mágico do mundo!

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Por Gabriela Sarturi em Vai Para o Mundo

Com certeza, esse post será bem difícil de escrever.

Nem que eu soubesse o significado de todas as palavras do dicionário, eu conseguiria expressar o que Bali significa para mim.

Eu costumo dizer para as pessoas: “Vá para Bali; faça isso por você pelo menos uma vez na vida.”

Com uma energia indescritível, uma fé inabalável, pessoas felizes, paisagens maravilhosas e preços para todos os bolsos, Bali é o lugar mais mágico que eu já tive a sorte de visitar.

Gostamos de compartilhar nossas experiências através dos 5 momentos mais especiais da viagem. Estão gostando assim? Comentem se estamos no caminho certo.

Vamos lá.. Vou tentar descrever um pouco, mas bem pouco mesmo, o que é Bali.

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1. GILI: o paraíso existe!

Todas as praias que visitamos em Bali eram lindas, mas nós queríamos mesmo era conhecer um paraíso. Descobrimos então que paraíso tem nome e se chama: Gili Islands.

 

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Gili Islands são três pequenas ilhas, acessadas apenas por barco, que ficam a três horas de Bali. Nós optamos por conhecer a Gili Trawagan, pois das três, é a que tem uma vida noturna mais animada.

Lá você vai encontrar opções de hotéis para todos os bolsos e, geralmente, eles oferecem grátis as bikes para que você possa desbravar a ilha.

A ilha é tão pequenina que pedalando por duas horas é possível conhecê-la toda. Não existe carro por lá, nem moto, nem asfalto; as ruas são de areia, o transporte é à pé, de bike ou charrete. Com uma arquitetura simples, estilo “havaiano”, essa ilha foi um dos lugares mais maravilhosos que eu já fui.

A vida noturna por lá é realmente bem animada e, digamos, até meio maluca. Nossa dica é que você aproveite bem o dia fazendo todos os “snorkels” possíveis, para nadar com tartarugas e peixinhos coloridos, faça uma aula de yoga no final do dia na beira da praia, e termine o dia tomando um bom vinho branco geladinho, admirando o pôr do sol à beira mar. Gili é um lugar para relaxar. Admire aquele mar azulzinho com água morna e esqueça da resto!

Vida noturna, deixe para fazer em Bali. Será muito injusto da sua parte, acordar de ressaca nesse paraíso. Gili é aquele lugar para você lembrar que a vida sempre vale a pena!

Ah! Lembre de tirar foto nos balanços que ficam espalhados pela orla! Ficam maravilhosas né?

 

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2. LA FAVELA: Imperdível!

Só em lugares mágicos, é possível encontrar um lugar que tenha a palavra “favela” no meio do nome e seja incrivelmente maravilhoso.

Localizado no “centrinho” da praia de Seminyak, esse é o lugar que você deve se jogar na pista. Deve tomar uma biritas e fazer a ressaca do outro dia valer a pena. Esse é o lugar! Poucas vezes eu me diverti tanto em uma festa como aqui!

Com uma decoração surpreendente e moderna, uma pista que toca todos os hits do momento, gente bonita de todos os cantos do mundo e preço justíssimo, La Favela é um lugar imperdível para qualquer roteiro. Para a família e casalzinho, eles servem até as 22h uma comida divina; para as migas solteiras, a pista bomba até de manhã… Enfim, é para qualquer gosto, ocasião, público, bolso… lugar bom é assim né? Recebe gente de tudo que é canto do mundo e consegue agradar a todos!

#DicaVaiparaoMundo: Pesquisamos muito sobre lugares legais sobre a noite em Bali. Vários posts que li, recomendavam o bar Potato HeadNós fomos ate lá.. E em minha opinião o lugar é muito chic, caríssimo para o meu bolso e não senti muito o clima de Bali. Pessoas falando baixo, sentadas com as pernas cruzadas e tomando vinhos caros, nunca combinaram comigo… Mas, vou tentar novamente e conto para vocês.

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Fotos: facebook LaFavela

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3.  OS ANJOS DE BALI!

Particularmente “escrevendo”, acho que o que faz um lugar ser mais incrível são as pessoas. E em Bali, as pessoas não são só incríveis, elas são mágicas.

O povo de Bali é, talvez, um dos mais doces do mundo.

No aeroporto já é possível sentir o que vem pela frente: no meio daquela correria que existe em qualquer desembarque de cidade turística, você será recebido por sorrisos gentilmente perguntando se fez uma boa viagem.

Os balineses cantarolam pelas ruas. Eles sorriem o tempo todo.

Os vendedores são “chatos gentis”. Eles podem lhe dar flores na rua, simplesmente porque você está ali e eles estão com uma flor na mão.

Você pode estar caminhando e de repete receber um abraço, porque eles acreditam na sua energia. Beleza, bondade, tolerância: estas são as diretrizes do povo de Bali.

 

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Os balineses levam a vida de uma maneira muito leve e com a sua fé acima de qualquer coisa. Dá para rever os próprios conceitos quando você se depara com tanta pobreza e ao mesmo tempo tanta união, positividade, sorrisos. Eles realmente acreditam que o que você tem é o suficiente, pois foi o que Deus lhe designou.

Aconteceram muitos exemplos de toda essa generosidade conosco.

O mais mágico foi quando a Gabi Brunelli estava no mar na praia de Padang Padang e entrou um ouriço no seu dedo. Foi só ela sair do mar e fazer algumas caras feias para mim e Amanda que o problema estava quase resolvido.

Prontamente, uma senhora que trabalha por ali e que provavelmente já estava acostumada com aquela situação, veio nos ajudar. Junto com outros balineses, todos sem falar nada de inglês, com uma fruta que jamais saberemos o que era, uma faca “meio estranha”, assim digamos, muita habilidade, carinho e assopros… minutos depois já estávamos todos rindo daquele sufoco!

Clique aqui para ver como um balinês tira espinho de ouriço do dedo. (E, se puder, traduza para nós.)

Eu li uma vez que Bali é uma terra cheia de Deuses. Para mim, Bali tem um único Deus e milhares de anjos iluminados!

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4. TIRTA EMPUL: um banho de benção!

Eu nunca tinha visto água “brotando” do chão. Com tudo que já tinha visto por Bali, com esse “plus”, era o que precisava para acreditar que aquele dia era mais um dia de sorte!

Localizado perto da cidade de Tampaksiring, e cercado de praticantes da religião hindu, que acreditam que as fontes que nascem ali são sagradas, Tirta Empul é um entre os muitos templos que você pode visitar em Bali. A entrada custa 5,000 IDR (R$ 4) e já inclui o aluguel do sarong que você precisa usar para entrar no templo.

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Já na chegada é possível sentir a magia desse local. Um lugar rodeado de verde e uma espiritualidade incrível no ar. Primeiro você fará um tour para conhecer o templo e também para ver a nascente sagrada – é possível ver bem direitinho a água brotando do chão. É maravilhoso de ver a importância e a sacralidade daquele fenômeno da natureza.

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E a melhor parte ainda estava por vir: o famoso banho das águas sagradas.

O banho sagrado consiste em 13 fontes, cada uma com um significado ou propósito específico. Reza a lenda que para cada fonte, você deve fazer 13 pedidos. Todas fizemos, óbvio!

No começo a água é bem gelada, mas segundos depois, a chuva de benção te deixa tão leve e feliz que você só se sente em paz!

Eu sai de lá, me sentindo devidamente abençoada para pôr em prática todas as mudanças que eu fiz na minha este ano. E posso garantir que o Vai para o mundo já nasceu abençoado!

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5. ULUWATU TEMPLE: o pôr do sol mais lindo da minha vida!

O que esperar de um templo que fica no topo de um penhasco de 70 metros sobre o Oceano Índico? O pôr do sol mais lindo da vida, né?

Viajamos um mês pela Ásia. O que mais conhecemos foram templos. Para mim, Uluwatu Temple é disparado o mais lindo e maravilhoso.

Pelo que pesquisei, esse tipo de templo é considerado um dos “templos direcionais” porque tem a função de proteger a região contra os maus espíritos. Além disso, possui uma importância religiosa muito grande: Dhang Hyang Dwijeandra, o peregrino que fundou a forma atual de Hindu–Dharma no século XV, passou seus últimos dias no local. Acredita-se que foi lá que ele atingiu a união com Deus, durante suas meditações.

Juro, chego a me arrepiar ao compartilhar isso com vocês!

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Uma vez por mês acontecem as cerimônias em homenagens aos Deuses. E adivinhem? Sem querer, fomos bem no dia. Foi maravilhoso poder vivenciar um pouco daquilo. Mais uma vez, os balineses nos surpreenderam ao comprovar sua fé, de uma forma alegre, com muita música, oferendas lindas e puro amor.

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Como já disse, por ficar em um penhasco, o templo tem vistas espetaculares de ambas as partes do penhasco. Reza a lenda que quem vir uma tartaruga lá de cima terá sorte para sempre!

Com tudo isso já teria te convencido a conhecer o templo, né?

Mas, o que eu ainda não contei é que eu chorei como uma menininha vendo o pôr do sol nesse dia. Literalmente.

Dizem que não existem pores do sol iguais. E eu acredito que seja verdade. Aquele que nós vimos lá será diferente daquele que você irá ver, mas o que não será diferente é que você provavelmente também vai chorar e querer que aquele momento dure para sempre.

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Para o ingresso na área do templo é cobrada uma taxa de 6.000 IDR, aproximadamente R$ 3. Chegue lá no máximo às 16h, para ter tempo de conhecer tudo e poder sentar-se em lugar privilegiado para receber mais esse presente mágico de Bali.

#DicaVaiparaoMundo: Cuidado com os macacos! Eles são super fofinhos sim, mas também mega experts em roubaras coisas! Fique ligado no seu óculos, celular, câmera… depois que eles pegam, já era!!

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6. UBUD TRADITIONAL ART MARKET: uma perdição!

No centro de Ubud fica o “Ubud Traditional art market”. Um espaço com centenas de lojinhas e barracas, vendendo todo tipo de presente balinês.

A primeira impressão é ver um “camelódromo”, meio bagunçado, e na verdade é. Requer um pouco de paciência, pois o mercado é enorme. Mas para salvar o bolso em viagens, paciência é o que mais temos, né?

No Market você vai encontrar muitas esculturas religiosas, peças lindas representado o artesanato local e, o melhor de tudo, preços incríveis!

Sabe aqueles souvenirs que você tem que levar para o chefe, cunhado, amigos? Esse é o lugar para você comprar! E ainda vai poder levar cangas para toda a família, se tiver lugar na mala! É de verdade tudo muito barato!

O Mercado de Ubud vale a visita! Seu bolso agradece. E quem vai ganhar os presentes também!

#DicaVaiparaoMundo:  Tudo já é bem barato, mas sempre dá pra conseguir um preço melhor, por isso a dica é: pechinchar!!! Negociando por 5 minutos, conseguimos comprar presentes com até 70% de desconto!

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Eu fui muito abençoada por ter tido a chance de conhecer Bali. Viajar para esse lugar me fez ver quanta sorte eu tenho na vida.

Bali me mudou.

Eu voltei com a alma lavada. Voltei com a fé renovada. Voltei diferente. Voltei com a certeza que é nesse lugar que eu quero casar com o homem da minha vida, rodeada por todas as pessoas que eu mais amo.

Você também vai voltar de lá assim.

Você vai entender que coisas mais lindas de Bali não tem preço.

E vai se lembrar que as coisas mais lindas na nossa vida não estão à venda.

E nunca estarão.

Beijos,

Gabi S

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Edimburgo: a terra das surpresas!

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Por Gabriela Sarturi em Vai Para o Mundo

Na minha humilde opinião, não é a toa que Edimburgo é considerada uma das cidades mais bonitas do Reino Unido. Confesso, quando fui a primeira vez, não estava muito entusiasmada, mas eu me apaixonei por esse lugar de uma maneira, que entrou no meu The top 5 cities in Europe.

Como vocês já devem ter percebido, aqui no Vai para o mundo, buscamos trazer dicas que fujam um pouco dos roteiros mais tradicionais – claro, sem nunca excluir o que é imperdível! – mas dando sugestões de experiências e lugares legais que descobrimos e que marcaram nossas passagens por cada cidade ou país. Edimburgo com certeza tem tantos desses lugares que merece estar sempre no roteiro de quem está indo passear pelo velho mundo!

O que fez Edimburgo entrar no meu seleto “Top 5”?

Foi muita música escocesa pelas ruas, um mix de paisagens urbanas e rurais, uísque barato para esquentar o frio e, claro, um monte de escoceses gatos usando kilt (a tradicional saia escocesa ) e tocando gaita de foles nos pubs.

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Primeiro, minha dica de ouro é: alugue um quarto no Bed and Breakfast da Dona Karin (link aqui). Não importa se você está indo em lua de mel, com amigos, sozinho… alugue um quarto!

A Dona Karin é uma senhorinha típica alemã, que fala alto. Com orgulho, espalhou pela casa todas as medalhas que o marido ganhou durante a guerra, e faz você se sentir mais em casa do que na sua própria casa. Preço justíssimo, casinha aconchegante como de vó, e a melhor parte: a Dona Karin faz o seu english breakfast na hora que você desce de pijama mesmo, com os ovos do jeito que você quiser. Juro, tudo nessa casa é uma delícia!

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Para digerir todas essas delícias, vá caminhando até a orla da praia. Sim, tem praia em Edimburgo! Eu não consegui entrar no mar (por motivo óbvio de muito frio), mas vale a pena o passeio para fazer fotos legais e, principalmente, para ver como é a rotina dos escoceses, pois a orla fica fora dos roteiros turísticos em uma zona bem residencial.

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Quem me conhece sabe que eu me “borro” toda de medo de espíritos, mas ir a Edimburgo e não fazer um Ghost Tour, não é ir a Edimburgo. Por se tratar de uma cidade medieval, tem várias lendas de arrepiar dos cabelos até os pés. Eu confesso que fiquei uns quatro dias sem dormir direito, achando que o pé que ficou arrepiado seria o que viriam puxar, mas mesmo assim, valeu muito a pena.

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O tour começa no fial da tarde, em torno de 19h (dependendo do dia da semana), na Mercat Cross, na Parliament Square – bem no centro e perto dos pubs! Então para não ter que ir até a Dona Karin e voltar, aproveitei e experimentei alguns uísques diferentes, o que particularmente acho que deixou o passeio bem mais legal. Enfim, depois o tour segue até os porões que são conhecidos como “vaults”, onde o guia conta tudo que aconteceu por lá. Não vou contar por que não quero que vocês não tomem sustos. Bricadeiras a parte, independentemente de você acreditar ou não em fantasmas, indicamos que você faça esse tour porque vale para aprender bastante sobre a história de Edimburgo além de poder visitar os porões da South Bridge. No centro tem vários cartazes oferencendo o tour, que dura cerca de uma hora e meia e custa em torno de 13 libras (para um adulto). Oportunidade imperdível!

Depois desse passeio, você vai querer mais umas doses de uísques, então sugiro que vá até a Grassmarket, a rua dos pubs. Tem pub para tudo que é gosto, com nomes engraçados e atrativos. Eu particularmente, adoro o Biddy Mulligans . Com música ao vivo, gritaria, gente bonita e muita paquera, é o lugar perfeito para terminar seus dias em Edimburgo. No verão, a Grassmarket, fica cheia de mesinhas na calçada! Com sol, fica um clima delícia para tomar uma cervejinha.

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Dos lugares bem turísticos, tem dois que não podem faltar: andar pelas ruas de Old Town e ver Edimburgo do alto do Arthur’s Seat.

Old Town ou Cidade Velha, é aquela parte da cidade com um ar mais medieval e é ali que fica o imponente Castelo de Edimburgo (que na minha opinião não vale a pena entrar, mas a Gabi Brunelli com certeza vai ter dizer que vale hehehe). A dica aqui é: caminhe, caminhe, caminhe. Entre nas ruazinhas, olhe para todos os lados e bata muita foto.

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Dentro do Holyrood Park, o maior parque por lá, ficam as trilhas que levam até o topo do Arthur’s Seat. Há quatro trilhas que os guias sugerem, mas nós acabamos fazendo a nossa própria trilha, que se resume basicamente em: olhar para o topo do morro e atalhar pelo meio do morro para ver se chega logo e acaba a tortura. Foi mais de uma hora de subida, mas valeu muito a pena. A vista é incrível e o lugar é realmente fascinante.

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Poderia ficar até amanhã escrevendo sobre esta cidade que tem meu coração. Reuni um pouco do que me fez e me faz amar Edimburgo.  Clique AQUI para ver um vídeo da segunda vez em que fui para lá, e que está beeeem “díver”!

Espero ter convencido ou  despertado a curiosidade em vocês para conhecer um pouco da Escócia, que tem outros lugares sensacionais também!

Vamos montar esse roteiro então? Escreve para a gente que montamos um roteiro que, prometo, ficará a sua cara!

See you!

Beijos com carinho!

Gabi S.