A decisão de hoje no STF tem tudo a ver com o que aconteceu no primeiro jogo entre Grêmio e Brasil – PE. Não percebeu o paralelo? Eu explico.
No primeiro jogo da final do Gauchão o juiz expulsou um jogador do Brasil por falta em Luan, que diga-se de passagem, estava sofrendo um óbvio, planejado e maldoso rodízio de faltas. O jogador do time de Pelotas pulou com o joelho nas costas do craque gremista, um lance muito perigoso e que se pega de jeito poderia causar uma lesão séria, como aconteceu com o Neymar na última Copa, em lance semelhante. Mas a expulsão causou uma ampla discussão, porque embora a falta tenha sido claramente para cartão, muitas pessoas acham que por ser uma final, por se tratar de um time do interior, por ser teoricamente o time mais fraco, o juiz deveria considerar o contexto e “ajeitar” para o jogador do Brasil não ser expulso, para não “estragar o espetáculo”.
Pois bem, o que vemos hoje no STF? Existe uma regra, a prisão após condenação em segunda instância. Ampla e exemplarmente aplicada nos outros casos da Lava Jato contra os corruptos condenados, como foi Lula. Mas o réu dessa vez é um ex presidente. É popular. É candidato. E, principalmente, indicou ou tem laços com quem indicou esses ministros ao STF.
Percebe a semelhança? A única e fundamental diferença é que o árbitro de Grêmio x Brasil ignorou o contexto e cumpriu a regra. Já o STF eu não tenho a menor dúvida do que vai fazer.
Vc tem dúvidas? Amigo, acorde, nós vivemos no país do jeitinho, em que quem cumpre a regra é questionado. O negócio aqui é não “estragar o espetáculo”.