Dance Moms, no canal Lifetime: já viu?

É um programa sobre meninas que dançam em um estúdio com uma professora totalmente grosseira e suas mães observando todos os ensaios. De vez em sempre rola um pega pra capar entre mãe + mãe ou entre mães + professora. Por que eu assisto e dediquei um post a Dance Moms? Porque é (sorry pelo palavrão) so fucking good! Se você ama os barracos de reality show, taí um pra se apegar. E pra fazer pensar.

A professora se chama Abby Lee Miller. Trata as mães e até as crianças de um jeito tão grosso e sem respeito que chega a surpreender e dar vontade de chorar. Toda semana as meninas ensaiam uma coreografia para concorrer em competições de dança pelo país. E pra essas competições a professora também escolhe algumas que farão apresentações solo (coisa que as pequenas e as mães mais desejam). Depois do concurso acabar, Abby faz uma pirâmide na frente de todos ranqueando da pior à melhor. É aí, normalmente, que o sangue ferve. Humilhação desnecessária.

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A doida Abby fazendo cara de fofa. Detalhezinho atualizado sobre a vida da Abby: neste momento ela está presa. Não por tratar as pessoas de forma estúpida, mas por ter fraudado a Receita. Pegou um ano detenção e o show, que já tem 7 temporadas, ninguém sabe ao certo se vai continuar.

A tal Abby Lee tem uma preferida no estúdio. Ela é perfeita, segundo a professora. E mesmo que você não veja o programa, garanto que você conhece a menina Maddie. É ela que swing on the chandelier, aquele clipe da Sia com uma garotinha de peruca loira. A Sia via Dance Moms e convidou a Maddie para fazer o vídeo. Swing aí comigo, povo!

Esse vídeo tem mais de um milhão de visualizações no You Tube e foi eleito pela MTV como um dos mais incríveis dos últimos 10 anos. Not bad, hein Maddie?

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Esse é o grupo atual de meninas. A Maddie, preferida, ficou tão famosa que se mandou. Eu confesso que tenho uma preferida. É a Kalani, a morena bem na frente.

Quer ter uma ideia de barraco generalizado? Separei um filé do Dance Moms, onde uma mãe, completamente transtornada com o jeito da Abby tratar ela e as filhas, parte pra vias de fato e dá uns tabefes na professora. Apesar de ser errado ter violência na tevê, a maioria dos telespectadores sentiram um leve alívio por alguém ter dado uns para-te-quieto na mulher. A mãe, Kelly, obviamente, acabou sendo processada e expulsa do programa. Peguei a versão dublada em português.

Pesado, hein?

Agora que expliquei todo o trelelê do Dance Moms, deixa eu dizer o porquê de ter trazido o assunto pra cá. Eu não sou mãe, mas sou tia e dinda e tenho mil amigas que são mães. Sempre que os filhos delas participam de alguma competição (futebol, judô, ballet, a mãe sempre quer que seu filho fique em primeiro lugar. É natural e é fofo. Mas existe gente que leva isso a um nível absurdo, questionando professor por uma eventual escalação, batendo boca com outras mães, instigando os filhos a ficarem contra os “inimigos” de competição.

Vi isso claramente num torneio de futebol entre escolas, que fui acompanhando uma amiga. Nem uma, nem duas mães gritavam na beira da quadra. Questionavam o juiz com palavras nada bonitas (ouvi um “filho da puta”) entravam em quadra pra reclamar. Depois que o time dessa mãe exaltada perdeu, passando para disputar o terceiro lugar, a mulher ficou possuída e começou a chamar as demais mães do time pra se retirarem. Ninguém foi. Daí ela saiu e retornou com cartazes em cartolina com as frases “esse juiz não presta” e “competição comprada”. Um ela segurava e o outro ela fazia a filha de uns 10 anos levantar. Constrangimento total no ginásio.

Outra vez acompanhei um concurso que iria escolher a rainha de uma festa regional. As concorrentes tinham 18, 19 anos. A mais velha deveria ter uns 25. E era dela a mãe mais exaltada. O que ela fez? Antes da preferida do público entrar na passarela, a mulher puxou o cabelo da coitada, desmanchando todo o coque. Era surreal de ver. A mãe foi retirada do local e não viu a moça descabelada acabar ganhando o troféu. Bem feito.

Agora eu quero saber das mães que leem esse bloguinho. Me contem: qual o limite do comportamento da mãe em casos de competição? E como vocês fazem pra que as crianças não adotem comportamentos de gente maluca? Deve ser difícil ensinar nesse mundo de descontrole, bullying virtual e estresse, ensinar as crianças que é errado xingar, menosprezar, machucar adversários. Como vocês agem com seus pequenos?