Estou escrevendo esse post no auge da empolgação, então me perdoem o excesso e “oba” e “yey”! Há cerca de dois meses fiz microblading para finalmente dar um jeito na minha sobrancelha falhada e torta. Várias pessoas pediram para relatar o processo, mas decidi esperar até o retoque (que é feito 30 dias depois do procedimento) para contar tudo em detalhes. Mas vai já um spoiler: estou nas nuvens com o resultado!

Dicionário rapidex: microblading é um processo de preenchimento ou “criação” de sobrancelhas que imita fios naturais. Mas naturais mesmo, daquele tipo que ninguém percebe. Eu queria há muito tempo fazer. Tinha trauma da minha sobrancelha, que era totalmente falhada e torta. Mas fazer algo tão poderoso me dava medo. E se ficasse ruim? E se eu não gostasse? E se ficasse pior? Teria que aguentar o microblading feioso até ele desaparecer (diferente de tatuagem definitiva, que muita gente confunde com microblading, o micro vai ficando mais fraco com o tempo (mas são meses de eficácia garantida). Depois de sumidinha a gente faz retoques e vive feliz para sempre. Pelo menos é a promessa.

Quando era adolescente eu fiz a patetice aguda de tirar muito fio da minha sobrancelha (lembram quando era moda deixar bem fininha?). Pois então. Na hora eu amei, mas com o correr dos anos bateu um belo de um arrependimento. Muito porque (OMG!) os meus pelos não voltaram como antes. Inclusive fiquei com falhas horrorosas na sobrancelha direita, com um pedaço faltando. Para consertar, só passando lápis todo santo dia e aguentar as agruras de nunca ficar bem natural.

Pois eis que esse ano eu decidi encarar o medo. Ouvi um monte de gente que fez, pedi mil recomendações e achei ao nome da Andréa Garcia. Vi váááárias fotos de antes e depois e fui lá conversar (ela atende no Visualité da Dom Pedro). Ao invés de me sentar na cadeira e sair fazendo, ela conversou um tempão comigo. Tempão mesmo. Explicou tudo, falou como a sobrancelha ficaria bonita de acordo com meu tipo de rosto. Mostrou produtos, fez uma previsão de quando ficaria perfeita. Peguei confiança e me joguei.

O microblading inicial assusta um pouco, pois o pigmento fica bem escuro. Aos poucos, vai ficando natural e perfeitinho. Mas mesmo com ele escuro ainda eu já saí beijando a Andréa. Meus olhos são fundos e tenho olheiras. Minha sobrancelha era torta, mais reta, sem ângulo, e isso “pesava” o meu rosto. A Déia desenhou uma sobrancelha com leve arco e preencheu todas as falhas. A foto acima é minha na semana do microblading. Pigmento ainda meio escuro, mas eu toda contente tirando selfie faceira.

Dói? Na-di-nha. Antes de desenhar a sobrancelha é passado um anestésico. Dessa forma a gente só sente a pressão da canetinha desenhando os pelos. Nessa espécie de caneta é acoplado algo como um pente bem pequeno com micro, micro dentes. E são eles que possibilitam desenhar o fio natural.

Como é o processo certinho (e vou falar aqui como a Déia fez, ok)? Ela mediu meu rosto para entender onde a sobrancelha deveria começar e terminar, onde teria o arco. Me mostrou e eu aprovei. Ela passou o anestésico (uma pomadinha), eu esperei 30 minutos e depois passamos para o microblading. Saindo de lá, o pigmento, como eu disse, ficou mais forte e preto. Depois uma casquinha começou a se formar (afinal, o microblading faz pequenos furinhos na pele para o pigmento entrar). Quando a casca cai a gente fica meio em pânico: parece que tudo foi em vão, pois o desenho aparece pouco. Isso é totalmente normal e dentro da previsão. O pigmento está agindo na pele e cerca de uma semana depois ele fica na sua forma final e musa. Cerca de 30 dias depois a gente volta no salão e faz retoques de algum cantinho que precise. Ah! Detalhe mega importante: o produto que a Déia usa é à base de água e óleo. Pelo amor dos deuses, nunca façam com quem usa chumbo para fazer o desenho. Se fica feio, às vezes tem até que fazer procedimento a laser para remover.

Sem mais delongas, capta meu antes e depois. Disclaimer: eu fui bem menina má e fiz meu retoque só 60 dias depois (o que não é indicado). A foto do antes é do estado deplorável da sobrancelha original, a de depois é de como eu fiquei depois de fazer o procedimento (olha como o pigmento está mais forte). A de 60 dias foi feita hoje. Repara como a cor já está ajustada e com pequenos retoques.

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A sobrancelha direita. Repara como os pelos eram bagunçados. Só com aqueles produtinhos tipo gel eu conseguia domar. E mesmo deixando crescer (como na foto) nunca dava para consertar o desenho.

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O olho esquerdo. Cheguei na Déia com ela bem mal feita. Tinha deixado crescer pra ver se a Déia fazia milagre. Mas ela limpou e desenhou, pois ela ainda não opera com ajuda dos anjos.

Repara como o arco ficou mais evidente. Era esse arco que eu não conseguia desenhar nem com lápis. Agora ele ficou certinho e todo mundo está perguntando o que é que eu fiz no rosto. Acham que eu emagreci, pois o efeito da sobrancelha mais cheia e arqueada “aliviou” meu rosto.

Abaixo, minha foto de perfil do Facebook (que será mudada djá, djá). Ela é de março. Olha como eu não tinha o arco.

Em suma, gente. Tô bem feliz. Esse é um post sincerão. A Déia não me pagou nada (só pagou em amor), não tem nadica de publieditorial. Se eu recomendo ela? De olhos fechados (e de sobrancelha musa). Vale a pena ligar para ela, agendar um horário e ir abrir o coração. O valor varia de acordo com o tamanho do que você precisa fazer.

O telefone da Déia é (51) 9842.25555. O Visualité fica na Rua Dom Pedro II, 1619, bairro Auxiliadora, em Porto Alegre.

Yey! Oba! Maravilha! Essa é uma Gabi feliz que está jogando fora todos os lápis de sobrancelha. Adeus, drama de maquiagem!

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