Eu tenho pai: mas até quando?

Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Título meio forte para um post, eu sei. Mas, nos últimos anos, essa pergunta me massacra, me inquieta, me faz chorar. Eu tento afastar o pensamento da cabeça, mas ele insiste em voltar. Hoje meu pai faz 76 anos. Está inteiraço, apesar de ter o coração todo remendado. Eu e a minha mana achamos que ele irá mais longe que todos nós, mas estou vendo muitos amigos da minha idade se despedindo dos seus pais e mães. A ficha começou a cair devagarinho e eu achei que deveria me preparar: não são mais muitos aniversários que eu vou passar com o “véio Plínio”.

Meu pai é um grande contador de histórias, escreve poesias, tem uma vida cheia de emoções. Quando a gente se vê ele me conta as mesmas histórias sempre. Lá pelos meus 20 e poucos eu largava uns “pai, o senhor já me contou isso”. Hoje, quando ele começa a recitar poemas, falar de quando era criança, eu viro discretamente o celular para ele e gravo em vídeo. Sem ele ver. Sem ele saber. É que eu tenho medo de esquecer de alguma dessas histórias um dia. E elas são tão especiais que merecem passar por gerações e gerações na minha família.

“Ah, mas só pensa no teu pai?”. 

Não. Perder a minha mãe seria igualmente desolador. Mas o pai é (lá vem clichê) meu melhor amigo. Eu sou parecida com ele, física e psicologicamente falando. Dizem que somos o focinho um do outro. Vocês podem avaliar abaixo.

Nunca deixei de curtir os momentos com o meu pai. Não tenho nenhuma urgência de mudar meu comportamento e me esforçar para passar mais tempo com ele para não me arrepender depois. Estou bem nesse quesito. A gente se fala por telefone, a gente bebe cervejas e vinho juntos, a gente passa horas conversando (na real, ele falando e eu ouvindo – eita, homem que gosta de falar), a gente samba, a gente se joga em piscinas de bolinhas. A gente ri mais do que o normal.

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Não sei mais como afastar o tal pensamento sobre uma despedida dele ali na frente. Não sei se todo mundo que tem pais com idade mais avançada já passa ou passou por isso. Que grande porcaria é ter esse sentimento. Que grande *m é não conseguir correr com ele da minha cabeça e substituir pelos momentos bons.

Eu simplesmente não sei como.

Quer comprar o sapato da Meghan Markle?

Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Eu não sei o que é que bate no povo quando alguma famosa aparece usando um vestido, uma calça um sapato específico e todo mundo sai batendo cabeça atrás da peça, fazendo sair o site da loja, a peça esgotar rapidinho e os donos da marca abrirem uma espumante marota no fim do dia para celebrar o equivalente a um ano de vendas em 2 horas. Mas quem sou eu para criticar, né? Hoje, 27 de novembro de 2017, vim trabalhar usando o tênis da delegação britânica nas Olimpíadas do Rio.

Aham, aquele que pisca. Foi só os atletas aparecerem com ele que eu tive certeza de que nada mais importava na minha vida além de ter aquele tênis. Fucei, fucei. Achei. Comprei. Usei numa gincana e fez o maior sucesso. Mas daí passou a gincana e eu percebi que nunca mais teria onde usar o bendito sem chamar atenção e parecer uma doida. Hoje que me deu na telha que posso usar o tênis desligado, sem piscar. Sim, meu povo. O tênis liga e desliga. E carrega com cabo USB.

Tá, tá, mas deixa isso para depois. O sapato que importa hoje é o que a Meghan Markle usou para as fotos oficiais do noivado com o Príncipe Harry.

Prince Harry and Meghan Markle engagement announcement, Kensington Palace, London, UK - 27 Nov 2017

Fofos!

O casaco, coitado, esgotou em minutos. Mas o sapato ainda vive, minha gente! Aaaaaaaand tem entrega no Brasil! Então, se a senhorita curte fazer um look do dia by, Meghan, tá aí embaixo a fórmula.

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A Meghan usou scarpin de camurça da marca Aquazzura. O modelo se chama Matilde Crisscross Suede 105mm Pump. Onde tem? Na Neiman Marcus online tá até com desconto. Estava US$ 695 e caiu para US$ 417 (sabe-se lá se por causa das Black Fridays da vida ou se por esperteza da loja de fazer algo mega procurado ficar mais acessível). Apesar de estar em promo, ainda fica na casa dos R$ 1.500, o que é levemente fora da minha curva de gastos. Se por aí a grana estiver de boas, o link para comprar é esse aqui.

Eu olhei o sapato da Meghan, achei lindo e tive um momento flashback. Achei que já tinha visto em algum lugar. Pior: achei que já tinha quase comprado. E eu estava certa.

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Esse modelo aqui. É da Renner. Eu lembro de ter visto e ter amado. Mas ele está esgotado (clica aqui para ver o link de compra dele). Rolou uma lágrima aqui. VOLTA COM ELE, RENNER! POR FAVOR!

Enquanto espero o retorno da Renner (como se eu fosse a pessoa mais importante da vida e o Diretor de Marketing fosse berrar um “PAREM AS MÁQUINAS, VAMOS VOLTAR COM ESSE SAPATO JÁ!“), vou ligar meu tênis e mostrar para as gurias do escritório tomarem um susto. E, pensando bem, pode ser que ele não vá para o lixo tão cedo. Inspirada nos atletas britânicos eu posso ir para shows usando o tal. Daí na hora da música favorita eu fico só de meia balançando o tênis para não gastar a bateria do celular.

Te mete comigo!

Mais sobre Harry + Meghan: clica aqui pra ver meu vídeo de descontrole/não estou sabendo lidar com esse noivado.

Wianey, meu Tata, meu paizão pra sempre

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Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Escrevo aos prantos. Escrevo destruída. Mas escrever sobre as minhas perdas, meus sentimentos mais latentes, pelo menos pra mim, sempre foi uma forma de colocar para fora o que me consome por dentro.  É o que está acontecendo agora.

Acabei de ouvir na Rádio Gaúcha que morreu meu segundo pai, meu amigo, meu parceiro, meu padrinho de casamento. O cara que mais me ajudou na minha carreira. Um cara exemplar, amigo de todos. Meu paizão. Meu paizão.

Para quem conheceu o Wianey Carlet e para quem não conheceu também, espero honrar com essas palavras a grande pessoa que ele foi e sempre será.

Wianey era jornalista esportivo com décadas de experiência. No ar e no papel era chamado de “azedinho” por causa do seu perfil brabinho, reclamão, famoso por arrumar umas brigas com torcedores, dirigentes de clubes e com os colegas de microfone. Quantas e quantas vezes eu ouvi de amigos um “como é que tu aguenta o Wianey”. E eu sempre respondia contando quem era o verdadeiro Wianey. Bem diferente daquele personagem ranzinza que incorporou para falar de futebol. Quando desligava o microfone a gente via quem era ele. Um cara simples, humilde, com o melhor dos corações. Um cara que ajudava todo mundo e arrancava risadas pelos corredores. Era querido por todos os colegas. E, para mim, era meu exemplo de profissional.

Me aproximei do Wianey em 2007. A Rádio Gaúcha tinha programas gravados nos sábados pela manhã e a direção decidiu lançar um programa ao vivo para acompanhar a agilidade das notícias do fim de semana. Formataram um programa leve, misto de esporte, jornalismo, mas de uma forma descontraída, como pede um sábado de manhã. Batizaram de Supersábado e precisavam de dois apresentadores que tivessem aquele perfil jornalístico/descolado. Ideal seria que fossem um homem e uma mulher. A direção da rádio escolheu o Wianey, figuraça conhecida da audiência. E decidiram fazer um teste comigo como parceira dele.

Eu era produtora da rádio. Trabalhava nos bastidores. Tinha pouquíssima experiência com microfone. Fazia reportagens, mas nunca tinha apresentado um programa. Fomos para o tal do teste. Simulamos como se estivéssemos no ar. E a sintonia foi absurda, imediata. Formamos uma dupla e tanto. Eu tremia como vara verde no primeiro programa. Que responsa: estava do lado de um ícone do jornalismo, que poderia me fazer parecer uma boba despreparada. Só de sentar do lado dele me dava calafrios. Mas o que o Wianey fez? Minutos antes do programa entrar no ar ele me disse o quanto eu era perfeita para a função. Como eu iria amar. Como seria bacana.

Com os passar das semanas, o Wianey apagou um pouco o seu brilho para me deixar brilhar. Me dava espaço igual, me dava dicas quando entrava o intervalo. O reconhecimento que ganhei durante os 7 anos apresentando o Supersábado todo fim de semana se deve a ele. O Wianey poderia ter me apagado. Poderia ter feito do Supersábado o “programa do Wianey”com participação mínima minha. E nunca foi o que aconteceu. Nunca. Éramos o Tata e a Pispirica (nossos apelidos carinhosos que, às vezes, escapavam no ar).

Depois de 7 anos eu pedi demissão para poder me dedicar a outros projetos. No dia do programa de despedida ele me disse, no ar, as palavras mais doces que eu já ouvi. Para todos os milhares de ouvintes entenderem. Nos abraçamos, choramos. E eu jamais deixei de ouvir o Supersábado para ter a companhia dele no meu rádio.

Para eventuais leitores que tenham a lembrança do Wianey como o “azedinho” do esporte, me permitam contar algumas histórias maravilhosas do cara que eu conheci.

De tempos em tempos o Supersábado era apresentado fora do estúdio, em outras cidades. Era só a gente entrar na van (eu, produtores, técnicos de áudio, motorista) que o Tata começava a cantar sua musiquinha tradicional das viagens. E puxava um coro de “todo mundo, todo mundo!”. Não tinha viagem ruim com ele. “Dona Chiquinha o seu gato deu 25 pirocadas na bunda do meu / Dona Chiquinha o seu gato deu 25 pirocadas na bunda do meu / Seu deu, fez muito bem / Piroca não mata ninguém”. Típico Tata.

Uma outra vez o Wianey estava organizando a carteira e tirou um monte de contas de luz. De rabo de olho comecei a espiar os valores e dava mais de R$ 1 mil. Perguntei se ele tinha uma fábrica em casa e ele, completamente humilde, me disse que pagava as contas de várias pessoas além das contas da casa dele. Coração grande, grande.

Convidei o Tata para ser meu padrinho de casamento. E convidei no ar, durante um programa. Ele aceitou feliz e foi lá aprontar no grande dia. Quando eu saio da igreja, com os padrinhos alinhados na escada, dá para ouvir no vídeo um grito de “finalmente desencalhou”. De quem será que era?

Certa vez eu passei pela maior tristeza da minha vida. Um problema de saúde envolvendo alguém querido. Chorei dias a fio. E em todos estes dias o Wianey me ligou para saber como eu estava. Em todos. 

O Wianey sabia que eu sou colorada fanática. Que ia aos jogos e ficava roendo as unhas. Certa vez ele me disse antes de uma partida que o Inter iria ganhar de 2×0. E ganhou. Daí eu passei a considerar ele um oráculo. Sempre antes de qualquer jogo eu ligava para ele em busca de boas previsões. Sempre acertava: se o Inter iria ganhar, se iria perder. Em 2008 o Inter jogava pela Sul-Americana e a coisa não andava muito boa em campo. Comecei a ligar para ele de dentro do estádio. Em pânico de torcedora. Ele dizia” “Te acalma, Pispirica, que vai dar. Tô com a minha bola de cristal aqui. Vai ter gol no finalzinho”. E teve. Na prorrogação. 

Eu poderia escrever infinitamente sobre as qualidades do ser humano Wianey. De como era querido e amado por seus colegas. E de como era amado por mim e pela minha família. Meus pais consideravam o Tata como meu benfeitor, que me impulsionou a carreira ao me deixar brilhar, sem essa de ofuscar a novata. A gente se divertiu muito. Esse vídeo abaixo mostra. Nosso produtor me flagrou dançando ABBA enquanto rolava o intervalo. O Wianey foi cúmplice da pegadinha. Olha a cara de blasé do rapaz.

Tenho eterna dívida contigo, Tata. E vou te amar e relembrar tua bondade todos os dias da minha vida. Fica em paz, paizão. Eu te amo.

 

Vamos falar de Dance Moms?

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Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Dance Moms, no canal Lifetime: já viu?

É um programa sobre meninas que dançam em um estúdio com uma professora totalmente grosseira e suas mães observando todos os ensaios. De vez em sempre rola um pega pra capar entre mãe + mãe ou entre mães + professora. Por que eu assisto e dediquei um post a Dance Moms? Porque é (sorry pelo palavrão) so fucking good! Se você ama os barracos de reality show, taí um pra se apegar. E pra fazer pensar.

A professora se chama Abby Lee Miller. Trata as mães e até as crianças de um jeito tão grosso e sem respeito que chega a surpreender e dar vontade de chorar. Toda semana as meninas ensaiam uma coreografia para concorrer em competições de dança pelo país. E pra essas competições a professora também escolhe algumas que farão apresentações solo (coisa que as pequenas e as mães mais desejam). Depois do concurso acabar, Abby faz uma pirâmide na frente de todos ranqueando da pior à melhor. É aí, normalmente, que o sangue ferve. Humilhação desnecessária.

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A doida Abby fazendo cara de fofa. Detalhezinho atualizado sobre a vida da Abby: neste momento ela está presa. Não por tratar as pessoas de forma estúpida, mas por ter fraudado a Receita. Pegou um ano detenção e o show, que já tem 7 temporadas, ninguém sabe ao certo se vai continuar.

A tal Abby Lee tem uma preferida no estúdio. Ela é perfeita, segundo a professora. E mesmo que você não veja o programa, garanto que você conhece a menina Maddie. É ela que swing on the chandelier, aquele clipe da Sia com uma garotinha de peruca loira. A Sia via Dance Moms e convidou a Maddie para fazer o vídeo. Swing aí comigo, povo!

Esse vídeo tem mais de um milhão de visualizações no You Tube e foi eleito pela MTV como um dos mais incríveis dos últimos 10 anos. Not bad, hein Maddie?

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Esse é o grupo atual de meninas. A Maddie, preferida, ficou tão famosa que se mandou. Eu confesso que tenho uma preferida. É a Kalani, a morena bem na frente.

Quer ter uma ideia de barraco generalizado? Separei um filé do Dance Moms, onde uma mãe, completamente transtornada com o jeito da Abby tratar ela e as filhas, parte pra vias de fato e dá uns tabefes na professora. Apesar de ser errado ter violência na tevê, a maioria dos telespectadores sentiram um leve alívio por alguém ter dado uns para-te-quieto na mulher. A mãe, Kelly, obviamente, acabou sendo processada e expulsa do programa. Peguei a versão dublada em português.

Pesado, hein?

Agora que expliquei todo o trelelê do Dance Moms, deixa eu dizer o porquê de ter trazido o assunto pra cá. Eu não sou mãe, mas sou tia e dinda e tenho mil amigas que são mães. Sempre que os filhos delas participam de alguma competição (futebol, judô, ballet, a mãe sempre quer que seu filho fique em primeiro lugar. É natural e é fofo. Mas existe gente que leva isso a um nível absurdo, questionando professor por uma eventual escalação, batendo boca com outras mães, instigando os filhos a ficarem contra os “inimigos” de competição.

Vi isso claramente num torneio de futebol entre escolas, que fui acompanhando uma amiga. Nem uma, nem duas mães gritavam na beira da quadra. Questionavam o juiz com palavras nada bonitas (ouvi um “filho da puta”) entravam em quadra pra reclamar. Depois que o time dessa mãe exaltada perdeu, passando para disputar o terceiro lugar, a mulher ficou possuída e começou a chamar as demais mães do time pra se retirarem. Ninguém foi. Daí ela saiu e retornou com cartazes em cartolina com as frases “esse juiz não presta” e “competição comprada”. Um ela segurava e o outro ela fazia a filha de uns 10 anos levantar. Constrangimento total no ginásio.

Outra vez acompanhei um concurso que iria escolher a rainha de uma festa regional. As concorrentes tinham 18, 19 anos. A mais velha deveria ter uns 25. E era dela a mãe mais exaltada. O que ela fez? Antes da preferida do público entrar na passarela, a mulher puxou o cabelo da coitada, desmanchando todo o coque. Era surreal de ver. A mãe foi retirada do local e não viu a moça descabelada acabar ganhando o troféu. Bem feito.

Agora eu quero saber das mães que leem esse bloguinho. Me contem: qual o limite do comportamento da mãe em casos de competição? E como vocês fazem pra que as crianças não adotem comportamentos de gente maluca? Deve ser difícil ensinar nesse mundo de descontrole, bullying virtual e estresse, ensinar as crianças que é errado xingar, menosprezar, machucar adversários. Como vocês agem com seus pequenos?

Para aquela amiga que talvez nem saiba o quanto significa pra mim

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Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Era um sábado de noite e eu tinha terminado um namoro naquele dia. Morava junto com o namorado e fiquei me perguntando pra onde iria. Daí lembrei de pedir ajuda para a Jeane, amiga de anos, mas com quem eu não falava mais tanto como antes (aquela coisa que acontece com muita gente quando começa a namorar: acaba fazendo mais coisas com o namorado do que com as amigas).

Minha família mora em Gravataí (para quem não é do Rio Grande do Sul: a minha cidade natal fica a 30km de Porto Alegre e eu não queria incomodar meus pais com notícia chata). Resolvi ligar para a Jeane e perguntar se poderia dormir lá. Ela mal falou comigo. Rápida e gentil, além de me deixar ficar lá, disse que estava pegando o carro para ir me buscar.

Chegou no apartamento, subiu e foi me ajudando a arrumar malas. Eu não precisava sair no mesmo dia. Não era daqueles relacionamentos que acabam e as pessoas passam a se odiar. Mas eu também não queria ficar onde morava sabendo que o relacionamento estava acabado. Em alguns minutos ela já estava com malas de roupas colocando tudo no carro. Me levou para a casa dela e me ouviu por horas chorar, falar, desembuchar todos os meus problemas. E olha que eu fui longe, longe. Entramos a madrugada. Parecia que nunca tínhamos nos afastado. Ela ainda me amava como um amigo de verdade ama e quer ver o outro bem.

Acabei ficando na casa dela por um mês, enquanto procurava um outro apê. A Jeane fez com que eu me sentisse em casa, fazendo comidinhas boas, me ensinando como ligar a tevê maluca dela para assistir Friends. Foi comigo ver o apartamento novo, deu o selo de aprovação e, again, me ajudou a arrumar minhas coisas. A essa altura eu já estava bem menos chateada e bem mais otimista em relação ao futuro.

Passou um tempinho e ela conheceu um cara maravilhoso, teve uma filha linda e foi morar em São Paulo. Aí o afastamento ficou maior. Mas só em distância. Estar longe da Jeane me fez ter certeza absoluta que amigo é aquele te ama e protege mesmo sem falar todo dia, mesmo sem ser vizinho.

Algum tempo depois eu fui morar em São Paulo. A gente se via mais. Ela já tinha outro filho lindo e eu amava ver como ela tinha uma família maravilhosa. Me ensinou o caminho para a casa dela, me deu todas as dicas possíveis de como morar em Sampa e, como sempre, se colocou à minha disposição do jeito Jeane de ser: se eu ficasse doente ou se qualquer outra coisa acontecesse comigo em São Paulo, era para ligar para ela imediatamente.

Estou contando essa história bem pessoal porque hoje é Dia do Amigo. Felizmente ainda não virou uma data comercial, tipo Dia das Mães. Apesar de várias marcas nos instigarem a comprar presente para os melhores amigos, a gente ainda tem na cabeça que o maior presente que pode dar e receber é o carinho e a parceria.

Morro de orgulho dela. Me espelho nela. E, para sempre, ela será a “Mon” e eu a “Rach”. Em alusão à Friends, era assim que a gente se chamava quando morou juntas. You are my lobster.

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Fiz microagulhamento: conto se funciona e, claro, se dói tanto quanto falam por aí

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Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Microagulhamento: certamente a pior dor que eu já senti (ainda não tive a dor do parto, então me deem um desconto). Pega aquela dor de depilar a virilha com cera e multiplica por 100. Doeu tanto que em alguns momentos eu tinha vontade de desistir. Poooorém nem tudo é desgraça. Passada a dor do cão, o resultado foi ótimo. 

Microagulhamento é aquele procedimento feito em estética ou no consultório da dermatologista que usa um aparelhinho que vai furando a pele. E enquanto fura, ele vai depositando produtos que ajudam a melhorar o aspecto da pele. Uma forma mais efetiva de fazer os ativos penetrarem, coisa que nem todos os cremes conseguem.

Algumas pessoas chamam o microagulhamento de “vampire facelift”, pois no fim dele a gente fica com a pele toda vermelha de sangue. Óbvio, né? Se a gente fura a pele, sai sangue. Quem acompanha a minha musa Kim Kardashian já deve ter visto uma selfie que ela tirou depois de passar pelo procedimento. Se não viu, tá ali em cima o reminder.

A gente sai assim mesmo da estética. Eu tive que dizer para o motorista do Uber não estranhar a minha aparência. Eu não tinha tomado uma surra, mas feito um tratamento de pele.

Por que eu fiz microagulhamento? Por causa das minhas manchinhas na pele. Sabe aquelas manchas de sol que ficam meio escuras? Até então os peelings não tinham dado retorno. E também porque a minha pele estava grossa, sem vida.

Dói. Dói. E dói. Dói especialmente nas áreas onde a gente tem mais ossos, tipo a testa. Nas bochechas a dor é até suportável. Quem é bem sensível à dor tem que levar isso em conta, viu?

Agora os resultados: passados alguns dicas, minha pele ficou uma seda. Os furinhos cicatrizam rápido (pelo menos comigo foi assim). E aquelas manchinhas reduziram bastante a cor. Antes eu precisava atochar um monte de corretivo para tapar. Hoje, só a base já ajuda.

O microagulhamento também é chamado de Derma Roller. Na verdade, esse é o nome do aparelhinho. Em algumas farmácias até tem para vender, mas a agulha é menor, dói menos e sem a orientação de um profissional não é nada recomendável.

Há diferentes tamanhos de agulhas. As maiores (cerca de 1 centímetro, se bem me lembro), perfura mais fundo. Dói mais. Eu não fiz com essa.

Se a dor compensa? Hummm, nas semanas após fazer eu jurava de pés juntos que nunca mais passaria perto do microagulhamento. Mas agora, pensando em como foi o resultado, estou pensando em refazer (já avisando antes as meninas da estética que vou fazer um fiasquinho básico).

Dá para usar maquiagem tranquilamente alguns dias depois. Mas eu nem fiquei com vontade (e olha que eu acordo e já saio passando base). A pele ficou realmente macia, mais iluminada. Enfim, fica aqui esse relato de leiga, só contando a minha experiência. Falar com a dermato é, sem dúvida, a melhor forma de decidir fazer ou não e saber mais sobre a eficácia.

Minha experiência maravilhosa com microblading

Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Estou escrevendo esse post no auge da empolgação, então me perdoem o excesso e “oba” e “yey”! Há cerca de dois meses fiz microblading para finalmente dar um jeito na minha sobrancelha falhada e torta. Várias pessoas pediram para relatar o processo, mas decidi esperar até o retoque (que é feito 30 dias depois do procedimento) para contar tudo em detalhes. Mas vai já um spoiler: estou nas nuvens com o resultado!

Dicionário rapidex: microblading é um processo de preenchimento ou “criação” de sobrancelhas que imita fios naturais. Mas naturais mesmo, daquele tipo que ninguém percebe. Eu queria há muito tempo fazer. Tinha trauma da minha sobrancelha, que era totalmente falhada e torta. Mas fazer algo tão poderoso me dava medo. E se ficasse ruim? E se eu não gostasse? E se ficasse pior? Teria que aguentar o microblading feioso até ele desaparecer (diferente de tatuagem definitiva, que muita gente confunde com microblading, o micro vai ficando mais fraco com o tempo (mas são meses de eficácia garantida). Depois de sumidinha a gente faz retoques e vive feliz para sempre. Pelo menos é a promessa.

Quando era adolescente eu fiz a patetice aguda de tirar muito fio da minha sobrancelha (lembram quando era moda deixar bem fininha?). Pois então. Na hora eu amei, mas com o correr dos anos bateu um belo de um arrependimento. Muito porque (OMG!) os meus pelos não voltaram como antes. Inclusive fiquei com falhas horrorosas na sobrancelha direita, com um pedaço faltando. Para consertar, só passando lápis todo santo dia e aguentar as agruras de nunca ficar bem natural.

Pois eis que esse ano eu decidi encarar o medo. Ouvi um monte de gente que fez, pedi mil recomendações e achei ao nome da Andréa Garcia. Vi váááárias fotos de antes e depois e fui lá conversar (ela atende no Visualité da Dom Pedro). Ao invés de me sentar na cadeira e sair fazendo, ela conversou um tempão comigo. Tempão mesmo. Explicou tudo, falou como a sobrancelha ficaria bonita de acordo com meu tipo de rosto. Mostrou produtos, fez uma previsão de quando ficaria perfeita. Peguei confiança e me joguei.

O microblading inicial assusta um pouco, pois o pigmento fica bem escuro. Aos poucos, vai ficando natural e perfeitinho. Mas mesmo com ele escuro ainda eu já saí beijando a Andréa. Meus olhos são fundos e tenho olheiras. Minha sobrancelha era torta, mais reta, sem ângulo, e isso “pesava” o meu rosto. A Déia desenhou uma sobrancelha com leve arco e preencheu todas as falhas. A foto acima é minha na semana do microblading. Pigmento ainda meio escuro, mas eu toda contente tirando selfie faceira.

Dói? Na-di-nha. Antes de desenhar a sobrancelha é passado um anestésico. Dessa forma a gente só sente a pressão da canetinha desenhando os pelos. Nessa espécie de caneta é acoplado algo como um pente bem pequeno com micro, micro dentes. E são eles que possibilitam desenhar o fio natural.

Como é o processo certinho (e vou falar aqui como a Déia fez, ok)? Ela mediu meu rosto para entender onde a sobrancelha deveria começar e terminar, onde teria o arco. Me mostrou e eu aprovei. Ela passou o anestésico (uma pomadinha), eu esperei 30 minutos e depois passamos para o microblading. Saindo de lá, o pigmento, como eu disse, ficou mais forte e preto. Depois uma casquinha começou a se formar (afinal, o microblading faz pequenos furinhos na pele para o pigmento entrar). Quando a casca cai a gente fica meio em pânico: parece que tudo foi em vão, pois o desenho aparece pouco. Isso é totalmente normal e dentro da previsão. O pigmento está agindo na pele e cerca de uma semana depois ele fica na sua forma final e musa. Cerca de 30 dias depois a gente volta no salão e faz retoques de algum cantinho que precise. Ah! Detalhe mega importante: o produto que a Déia usa é à base de água e óleo. Pelo amor dos deuses, nunca façam com quem usa chumbo para fazer o desenho. Se fica feio, às vezes tem até que fazer procedimento a laser para remover.

Sem mais delongas, capta meu antes e depois. Disclaimer: eu fui bem menina má e fiz meu retoque só 60 dias depois (o que não é indicado). A foto do antes é do estado deplorável da sobrancelha original, a de depois é de como eu fiquei depois de fazer o procedimento (olha como o pigmento está mais forte). A de 60 dias foi feita hoje. Repara como a cor já está ajustada e com pequenos retoques.

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A sobrancelha direita. Repara como os pelos eram bagunçados. Só com aqueles produtinhos tipo gel eu conseguia domar. E mesmo deixando crescer (como na foto) nunca dava para consertar o desenho.

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O olho esquerdo. Cheguei na Déia com ela bem mal feita. Tinha deixado crescer pra ver se a Déia fazia milagre. Mas ela limpou e desenhou, pois ela ainda não opera com ajuda dos anjos.

Repara como o arco ficou mais evidente. Era esse arco que eu não conseguia desenhar nem com lápis. Agora ele ficou certinho e todo mundo está perguntando o que é que eu fiz no rosto. Acham que eu emagreci, pois o efeito da sobrancelha mais cheia e arqueada “aliviou” meu rosto.

Abaixo, minha foto de perfil do Facebook (que será mudada djá, djá). Ela é de março. Olha como eu não tinha o arco.

Em suma, gente. Tô bem feliz. Esse é um post sincerão. A Déia não me pagou nada (só pagou em amor), não tem nadica de publieditorial. Se eu recomendo ela? De olhos fechados (e de sobrancelha musa). Vale a pena ligar para ela, agendar um horário e ir abrir o coração. O valor varia de acordo com o tamanho do que você precisa fazer.

O telefone da Déia é (51) 9842.25555. O Visualité fica na Rua Dom Pedro II, 1619, bairro Auxiliadora, em Porto Alegre.

Yey! Oba! Maravilha! Essa é uma Gabi feliz que está jogando fora todos os lápis de sobrancelha. Adeus, drama de maquiagem!

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Vídeo: tatuador encontra a forma mais fofa de cobrir tattoo com o nome do ex

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Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

É uma das ideias mais incríveis que eu já vi! Rolou uma lágrima feliz ao assistir e tenho certeza que vai abrir um sorrisão em vocês também.

Um tatuador de São Paulo que, vira e mexe, recebia no seu estúdio gente querendo cobrir uma tatuagem com o nome do ex, fez a melhor proposta do mundo para resolver o problema. Spoiler: a solução é totalmente diferente de tudo que você pode imaginar.

Vale o play, vale mandar para os amigos. É satisfação e amor garantidos!

#UberSolidário: dia de doar roupas pra quem precisa (e sem sair de casa)

Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

A friaca deu uma trégua em Porto Alegre nos últimos dias, mas o inverno está só começando e a previsão do tempo já aponta semanas bem geladas vindo de novo por aí. De olho nisso, é hora de fazer aquele movimento bacana de todo ano: separar roupas, calçados e cobertores para doar para quem não tem a benção de achar o inverno aquela estação linda dos looks quentinhos, um bom vinho e, quem sabe, um foundue. Tem muita gente que só quer mesmo é passar pelos meses gelados sem sentir frio e ficar doente.

Para dar um help na coleta de agasalhos para quem precisa, olha aí que iniciativa bacana: neste fim de semana (dia 24 de 25 de junho) rola em várias capitais do Brasil o #UberSolidário. É uma iniciativa do Uber para unir duas pontas: quem quer doar e quem precisa receber. Nestes dois dias a gente vai poder chamar um Uber em casa e, SEM NENHUM CUSTO, ele recolhe as doações e leva até uma central organizada pelo Uber. Passado o fim de semana de #UberSolidário, tudo o que foi arrecadado é distribuído para organizações que atendem pessoas carentes. Show de bola! Se o maior perrengue de quem quer doar quase sempre é organizar a logística e descobrir onde levar as roupas, problema resolvido!

Em algumas capitais o movimento #UberSolidário vai arrecadar também brinquedos e alimentos, mas aqui em Porto Alegre a arrecadação será apenas de agasalhos. Abaixo, um passo a passo para entender direitinho como ajudar neste fim de semana.

QUANDO ROLA? 

Carros do #UberSolidário estarão rodando das 11h às 16h nos dias 24 e 25 de junho. Fora dessa faixa de horário não tem como chamar motoristas para buscar doações.

E ONDE?

No Rio Grande do Sul, apenas Porto Alegre participa do movimento. A área cinza da imagem abaixo mostra as localidades de POA por onde o #UberSolidário vai circular.

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QUANTO CUSTA?

Nada. Nadinha. Você vai chamar o carro na sua casa, ele chegará lá, recolherá suas sacolas de doação e levará para a central. Você não vai pagar nada pela corrida.

COMO É QUE EU FAÇO?

Nos dias 24 e 25 junho, entre 11h e 16h, abra o aplicativo do Uber e selecione a opção UberSOLIDÁRIO. Nesta faixa de horário ela vai aparecer em destaque na tela nas cidades que participam do movimento. Selecionada a opção, informe seu endereço. Daí é só esperar em casa. Quando o carro chegar, ele recolhe suas sacolas de doações e transporta até a central. Feito!

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Muito, muito legal essa iniciativa! Tomara que vários de vocês usem o serviço para doar bastante carinho em forma de casacos, calças, meias, tênis, cobertores e mais peças quentinhas.

Glam flowers, jantar e doces gourmet para o Dia dos Namorados

Por Gabi Chanas em Gabi Chanas

Pintou dica especial para o Dia dos Namorados! Dá uma espiada em três novidades para quem mora aqui na região de Porto Alegre!

Flores no melhor Kardashian style

Quem mais consome Keeping Up With The Kardashians como se fosse pratão de batata frita? Quem está no meu time conhece as flores maravilhosas que a Kris Jenner compra para a casa e as genialidades que o Kanye West dá para a Kim. Em vários episódios apareceram flores como essas da imagem abaixo, arrumadas lindamente numa caixa, fugindo do padrão tradicional de buquê. É lindo demais e agora tem em Porto Alegre. O modelo se chama LOVE IN BOX e foi criado pela Fernanda Rosa, que a gente já conhece do ramo de decoração de festas. A caixa é preta em cartonagem premium com plastificação externa. Mede 20cm x 20cm com 15cm de altura. Nela surgem 25 rosas colombianas vermelhas lindas de morrer.

Curtiu o presente? Para saber mais detalhes ou encomendar, passadinha no email fnrosa@terra.com.br. Se preferir telefonar para o estúdio da Fernanda, os números são (51) 321.93679 e (51) 99808.2435.

 

Comida gourmet congelada e maravilhosa

Essa dica aqui eu super assino embaixo porque como Brubins praticamente todos os dias. É uma das empresas de comidinhas congeladas mais gostosas que já conheci. Para o Dia dos Namorados, a Brubins criou pratos especiais para descongelar e servir numa mesa caprichada. Bacaneza da coisa: são pratos gourmet fantásticos e (prova de quem come)  com tempero maravilhoso. Entre as sugestões estão o Burger em Crosta (R$ 49), feito com carne moída em crosta de pistache e amêndoas, com brie e cebola caramelizada, o Pastelão de Camarão (R$ 105) e a Torta de Batata com Alho-Poró e Cream Cheese (R$ 21). A torta é essa da imagem abaixo. Dá para comprar pelo site, clicando aqui, ou encomendando pelo telefone (51) 3029.1516. De coração: é MUITO bom. E o preço tá bem interessante, hein?

Love macarons!

Fechando o trio de dicas, caixinha de macarons em formato de coração! Óun! Esses aqui são da Vanilla & Louro, pâtisserie francesa instalada em Porto Alegre e em Novo Hamburgo. A caixa de acrílico transparente vem cm 10 macarons vermelhos em formato de coração no sabor chocolate branco alternados com botões de rosas brancas. A quantidade de caixas é limitada, então se ficar a fim de arrematar uma é bom reservar agora pelo (51) 3377.8649 ou (51) 3593.7476.