Por Vane Chaves

Um time que foi rebaixado e precisava ser reconstruído. 90% do elenco anterior foi vendido/emprestado/devolvido. Direção buscou montar um elenco de série A para jogar a série B. Tratando isso como larga vantagem sobre as outras equipes da competição.

Ledo engano. A arrogância não nos fez baixar a bola. Não soubemos recuar.

Ora, se você precisa trabalhar  na chuva, não adianta comprar o último lançamento em tênis de corrida, mesmo ele sendo o mais caro da loja. Você precisa de uma galocha. Ponto.

É bonita? Não. É glamurosa? Nem de longe É confortável? Pelo contrário… Mas é o que funciona.

Mas ok, trouxeram os tais jogadores e montaram o time de série A.

Em contrapartida, oferecemos como motivação a esses jogadores novos, a possibilidade de classificação na Copa do Brasil, única competição nacional do ano.

Ocorre que em algum momento, alguém passou a difundir a ideia de que não deveriamos focar na Copa do Brasil, já que não teríamos chance. O foco deveria ser a série  B.

Mas, eu pergunto, com base em que, cara pálida?

Por que não acenar aos jogadores a possibilidade REAL de conquistar um título nacional? Por que não enfrentar o Palmeiras com a faca nos dentes e sangue nos olhos? Por que não mostrar que temos SIM uma chance real de estarmos na Libertadores de 2018?

Isso não é muito mais instigante do que apenas pelear pela serie B?

A série B não pode ser um propósito. Deve ser dever de casa. É obrigação ganhar. Já a Copa do Brasil é o desafio, o improvável, o ganhar na raça, a superação, o motivo de orgulho da torcida.

Eu espero (com a saída do nosso técnico) que ainda haja tempo para repensar nossos propósitos.

Porque uma coisa é fato.

Objetivos pequenos, trazem resultados medíocres.