Eu tenho alguma dificuldade em falar sobre um assunto quando ele ainda está fervilhando. Prefiro ouvir algumas opiniões, apurar o que de fato aconteceu, deixar a poeira baixar e assim tirar minhas conclusões.
Portanto voltarei a um tema que esteve em voga no último final de semana: o pênalti marcado pelo Sr. Daniel Real, no jogo Inter e Juventude.

Pra quem chegou de Marte ontem, e não sabe do que se trata, o juiz marcou um pênalti que claramente não existiu, alegando que o lateral Junio do Inter, teria batido com a mão na bola, sendo que a bola bateu no peito dele.

Até aí, nada de novo. Poderíamos citar infinitos exemplos de pênaltis não marcados e marcados de forma equivocada. A questão aqui, não é essa. A questão é que, os auxiliares (bem melhores posicionados que o juiz), alertaram-no de que não havia sido pênalti, e que a bola havia mesmo batido no peito. Ele não ouviu. Chamou a responsabilidade pra si, e irredutível confirmou a penalidade que, convertida, deu a vitória ao Juventude.

E diante de tudo que foi visto, lido e falado, pra mim há uma conclusão muito clara. O juiz deu o pênalti porque se enganou. Mas ele confirmou o pênalti por arrogância.


Eu tive um colega de trabalho que falava I-O-R-G-U-T-E. A cada vez que alguém corrigia ele dizendo: “Fulano, o certo é IOGURTE, e não IORgute”, ele respondia: “Eu sei, mas eu gosto de falar assim”. Ele sabia que estava errado. Todo mundo já havia ensinado. Mas a arrogância nunca lhe permitiu voltar atrás.

A questão é: 2017 e um jogo de futebol ainda é definido por birra. Por alguém que decidiu se mostrar como protagonista e ter os holofotes pra ele. Evidente que ele estava convicto logo que marcou a penalidade, mas depois de ouvir os auxiliares, decidiu bancar pra mostrar quem manda, e apostou alto. E perdeu feio.

A solução? Simples e objetiva. O maravilhoso advento da TV. Assim como no vôlei. Ficou em dúvida em um lance decisivo? Olha o replay.

E não me venham com essa conversa de que isso tiraria a emoção do jogo, porque ainda usando o exemplo do voleibol, o jogo ficaria ainda mais emocionante. Há pontos no vôlei que são comemorados duas vezes. Uma quando marca, e outro quando confirma pelo replay que foi bola dentro/fora.

Já pensou o quanto a gente ia comemorar aquele pênalti no Tinga? (2005).

É meus caros, a tecnologia pode mudar a história. A arrogância, idem.